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Sábado, 12 de junho de 2021
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Comparação das mortes no Brasil pela COVID com outras tragédias assusta

“Chegamos a uma cifra absurda de mais de 400 mil mortes provocadas por uma doença em único ano

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a se ter uma ideia, as 400 mil vidas perdidas em 13 meses de pandemia é 13 vezes maior que a média anual de de 30 mil mortes por acidente de trânsito no país


“A COVID-19 provoca um malefício social infinitamente superior ao da violência urbana, que já é muito grave, pois o Brasil é um dos países mais violentos do mundo”, avalia Sapori. 

O total de vidas já dizimadas pela pandemia no país é 13 vezes maior que a média anual de 30 mil mortes ocorridas no trânsito em território brasileiro.

Pela letalidade da pandemia até agora, é como se uma cidade do tamanho de Montes Claros – com  414,48 mil habitantes –, no Norte de Minas, sexto município mais populoso do estado, perdesse 97% da população.

O professor Marcos Esdras Leite, do mestrado em Geografia da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), lembra que 400 mil pessoas equivalem também à soma dos habitantes das outras oito  cidades mais populosas do Norte do estado: Janaúba, Januária, Pirapora, São Francisco, Salinas, Bocaiuva,  Taiobeiras e Brasília de Minas. 

 

Mas existem outras comparações com o total de pessoas mortas pelo coronavirus no Brasil.

EM termos percentuais, considerando o total de 400 mil mortos em 13 meses, a COVID-19 está sendo mais letal do que gripe espanhola no país, em 1918. A observação é do professor Laurindo Mékie Pereira, doutor em história pela Universidade de São Paulo (USP) e docente do programa de mestrado em história da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes).


E estima-se que foram perdidas 35 mil vidas por causa da influenza – o que dá uma taxa de mortalidade de 0,116%. “Os dados são precários. Os números são imprecisos. Ainda hoje, há dúvidas quanto a isso. Imagine (como era) 100 anos atrás”, pontua.

Considerando a estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de que o Brasil conta atualmente com 211,8 milhões de habitantes, os 400 mil óbitos provocados pelo coronavirus equivalem a 0,188% da população. 

“É difícil comparar porque os dados das mortes em 1918 não são muito seguros. Mais importante: há uma diferença substancial na duração. A gripe chamada de espanhola – muito provavelmente não surgiu na Espanha, como mostram as historiadoras Heloísa Starling e Lilia Schwarcz no livro 'A Bailarina da Morte' – durou dois ou três meses. A COVID-19 já se arrasta por mais de um ano”, observa o professor da Unimontes.

 

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