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Domingo, 18 de abril de 2021
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Agro

Conheça as 100 maiores empresas do agronegócio brasileiro

O setor segura a economia nacional e mostra crescimento mesmo em tempos de pandemia

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Anualmente, a Forbes publica a lista com as empresas brasileiras do agronegócio que mais se destacaram. Conheça as 100 maiores empresas de capital aberto do país, seus desafios e suas perspectivas

Em um ano turbulento por causa da pandemia do coronavírus, poucos setores escaparam da crise. O agronegócio foi um deles, conseguindo manter o bom ritmo de produção dos últimos anos, surpreendendo com uma safra recorde e exportações aquecidas como reflexo da valorização do dólar. “O ano de 2020 vai entrar para a história do agronegócio. Tivemos um consumo de alimentos firme no mercado interno e no externo, puxado especialmente pela demanda asiática e pelo câmbio. A desvalorização do real deixou o nosso produto muito competitivo”, afirma Marcos Fava, professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FEA-RP/USP) e da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV EAESP).

 

A safra de grãos 2019/2020 (plantada em 2019 e colhida neste ano) bateu o recorde de 257,8 milhões de toneladas, com crescimento de 4,5% em relação à temporada anterior, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Os números provam que o agronegócio não pisou no freio durante a crise e seguiu trabalhando, evitando o desabastecimento durante a pandemia.

Anualmente, a Forbes publica a lista com as empresas brasileiras do agronegócio que mais se destacaram. Conheça as 100 maiores empresas de capital aberto do país, seus desafios e suas perspectivas.

DE ONDE VÊM OS NÚMEROS

Para a elaboração desta lista, que teve como base informações de demonstrativos financeiros das empresas, da agência Standard & Poor’s, da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e da empresa de informações financeiras Economatica, foram consideradas empresas com faturamento no Brasil de pelo menos R$ 1 bilhão em 2019. Foi considerado também o grau de atuação de cada empresa ou grupo no agronegócio brasileiro, ainda que sua atividade principal tenha relação indireta com a produção agropecuária nacional.

Veja a lista completa:

  1. JBS

Setor: proteína animal

Fundação: 1953, em Anápolis (GO)

Receita: R$ 204,5 bilhões

Principal executivo: Gilberto Tomazoni

 

Maior empresa de proteína animal e segunda maior de alimentos do mundo, a JBS é a segunda maior companhia brasileira e a maior empresa privada em faturamento. Uma gigante com mais de 240 mil colaboradores em 400 unidades produtivas espalhadas por 15 países nos cinco continentes, a companhia que começou como um açougue no interior de Goiás na década de 1950 atualmente vai muito além das carnes bovina, suína e de aves: tem negócios correlacionados, como couros, biodiesel, higiene pessoal e limpeza, soluções em gestão de resíduos sólidos e embalagens metálicas. Uma das companhias de origem brasileira mais internacionalizadas, a JBS atende cerca de 275 mil clientes em mais de 190 países. Em 2019, apresentou seu melhor resultado histórico, com faturamento superior a R$ 200 bilhões e lucro líquido acima de R$ 6 bilhões.

 

  1. RAÍZEN ENERGIA

Setor: bioenergia

Fundação: 2011, em São Paulo (SP)

Receita: R$ 120,6 bilhões

Principal executivo: Ricardo Dell Aquila Mussa

 

Principal fabricante de etanol de cana-de-açúcar do Brasil e maior exportadora individual de açúcar de cana no mercado internacional, a Raízen surgiu como uma joint venture entre a Cosan e a Shell do Brasil. Ela é responsável pela produção de cerca de 2,5 bilhões de litros de etanol de cana-de-açúcar por ano, destinados aos mercados interno e externo. Além do biocombustível, as atuais 26 unidades produzem 73 milhões de toneladas de açúcar anualmente e têm 1 gigawatt de capacidade instalada de produção de energia elétrica a partir do bagaço da cana. Na área de combustíveis, a empresa comercializa 25 bilhões de litros para os segmentos de transporte e indústria por meio de seus 65 terminais de distribuição, além de abastecer sua rede de 7 mil postos de serviço da marca Shell e 66 aeroportos. A Raízen emprega mais de 30 mil funcionários.

 

 

  1. COSAN

Setor: bioenergia

Fundação: 1936, em Piracicaba (SP)

Receita: R$ 73,0 bilhões

Principal executivo: Luis Henrique Cals de Beauclair Guimarães

 

Uma das maiores empresas de bioenergia do país, a Cosan nasceu quando os irmãos Pedro e João Ometto associaram-se ao empresário Mário Dedini para comprar a usina Costa Pinto, em Piracicaba (SP). Em 1989, o grupo chegou a ser o maior produtor de açúcar e álcool do mundo, com 22 empresas e moagem de 10,5 milhões de toneladas de cana-de-açúcar (5% do total brasileiro). Hoje exporta etanol e açúcar, gerando energia ao utilizar o bagaço da cana. Também fornece gás canalizado no Brasil e atua na logística de açúcar e outros granéis sólidos destinados à exportação. Com a produção de lubrificantes e especialidades, exporta para mais de 40 países da América do Sul, Europa e Ásia. Em 2012, adquiriu o controle da Companhia de Gás de São Paulo (Comgás), privatizada pelo governo do estado, ampliando sua atuação na área de energia.

 

  1. AMBEV

Setor: agronegócio indireto

Fundação: 1999, em São Paulo (SP)

Receita: R$ 52,6 bilhões

Principal executivo: Jean Jereissati Neto

 

Maior cervejaria do mundo, nascida da compra da Antarctica pela Brahma, a gigante industrial Ambev também atua no agronegócio. A cervejaria é uma voraz consumidora de cevada, matéria-prima do malte, principal insumo da cerveja. Nesse sentido, a Ambev produz cevada diretamente no Paraná e no Rio Grande do Sul, e atua também em parceria com cooperativas nessas regiões, que produzem cevada para abastecer suas maltarias. A empresa também vem investindo em novos produtos, como uma cerveja elaborada à base de mandioca. A Ambev é vista como uma das empresas mais promissoras pelos analistas de investimento.

 

  1. MARFRIG GLOBAL FOODS

Setor: proteína animal

Fundação: 2000, em São Paulo (SP)

Receita: R$ 48,8 bilhões

Principal executivo: Miguel de Souza Gularte (América do Sul)

 

Segunda maior empresa de proteína animal do mundo, a Marfrig é hoje uma empresa internacional. Em 2019, mais de 70% da receita veio das operações na América do Norte. A Marfrig possui capacidade de abater 31,2 mil bovinos e 6.500 ovinos por dia. A empresa comprou, e posteriormente vendeu, unidades da Seara Alimentos e da americana Moy Park. Posteriormente, adquiriu empresas líderes nos Estados Unidos, como Keystone e National Beef. Mais recentemente, a Marfrig investiu em unidades vendidas pela BRF. Sua iniciativa mais recente, em parceria com a trading Archer Daniels Midland, é o desenvolvimento e produção em larga escala de hambúrgueres e outros produtos com base em proteína vegetal.

 

  1. CARGILL AGRÍCOLA

Setor: tradings

Fundação: 1865, em Conover, Iowa (EUA). No Brasil desde 1965

Receita: R$ 48,7 bilhões

Principal executivo: Paulo Sousa

 

Com mais de 150 anos, a Cargill é a maior empresa de capital fechado dos Estados Unidos e uma das poucas cujo controle permanece integralmente nas mãos da família fundadora. A empresa surgiu a partir de um armazém para grãos e posteriormente expandiu suas atividades para outras commodities. Atualmente, a Cargill atua nas áreas de alimentos, energia e logística. No Brasil desde 1965 e empregando cerca de 11 mil funcionários, ela é uma das maiores indústrias de alimentos do país. Está presente em 17 estados brasileiros e no Distrito Federal por meio de unidades industriais, armazéns, terminais portuários e escritórios em 147 municípios. É proprietária de marcas tradicionais do mercado de consumo, como o óleo de milho Mazola, a maionese Lisa e os molhos e extrato de tomate Elefante.

 

  1. ARCHER DANIELS MIDLAND (ADM)

Setor: tradings

Fundação: 1902, em Minneapolis (EUA). No Brasil desde 1997

Receita: R$ 48,7 bilhões

Principal executivo: Luciano Botelho

 

Fundada em 1902 por George A. Archer e John W. Daniels, a companhia iniciou suas atividades como uma empresa de esmagamento de linhaça para a produção de óleo. Em 1923, a Archer-Daniels Linseed Company adquiriu o controle da Midland Linseed Company, criando a Archer-Daniels Midland, atual ADM. Além de trading, o grupo atua em vários setores, como processamento de alimentos e nutrição. Iniciou suas operações no Brasil em 1997 após comprar diversas instalações de esmagamento, elevadores de grãos e silos da Glencore. Emprega cerca de 3.300 funcionários no país. Suas principais atividades no Brasil são a comercialização e o processamento de soja e milho, além da elaboração de ração animal, biocombustíveis, produtos químicos e insumos para a indústria.

 

  1. BUNGE ALIMENTOS

Setor: tradings

Fundação: 1818, em Amsterdã (Holanda). No Brasil desde 1914

Receita: R$ 37,6 bilhões

Principal executivo: Raúl Padilla

 

Nascida como uma trading de grãos em 1818 na Holanda, a Bunge se diferencia das demais líderes do setor por sua internacionalização precoce. Em 1876, um dos sucessores da família fundadora estabeleceu-se na Argentina para facilitar a exportação de trigo para a Europa. Atualmente, a companhia está em 35 países e emprega 35 mil funcionários. No Brasil desde 1914, a Bunge possui cerca de 100 unidades entre fábricas, usinas, moinhos, portos, centros de distribuição, silos e instalações portuárias. Ela emprega cerca de 17 mil colaboradores, é líder em originação de grãos e processamento de soja e trigo, em logística e na fabricação de produtos alimentícios. Produz óleos, maionese, margarinas com marcas como Soya, Delícia, Primor, Salada, Cardeal, Suprema e Gradina. Desde 2006, atua também no segmento de açúcar e bioenergia.

 

  1. BRF

Setor: proteína animal

Fundação: 2009, em São Paulo (fusão de Perdigão e Sadia)

Receita: R$ 33,5 bilhões

Principal executivo: Lorival Luz

 

A BRF surgiu em 2009 pela fusão de duas concorrentes. A Perdigão, fundada em 1930 em Videira (SC), e a Sadia, que surgiu na década seguinte em Concórdia, também em Santa Catarina. Como resultado da fusão, a BRF é uma das maiores empresas de alimentos do mundo e é a maior exportadora de carne de frango do Brasil. Possui mais de 30 marcas em seu portfólio. Nos últimos anos, as ações da companhia vêm sendo prejudicadas por mudanças na gestão, que privilegiaram o aspecto financeiro e abriram espaço para que a concorrência crescesse, em especial no segmento de alimentos processados. Em 2019, a BRF enfrentou a alta das commodities no mercado internacional, que pressionou suas margens de lucro. Houve rumores de que a companhia estava negociando uma fusão com a Marfrig, mas as conversas não prosperaram.

 

  1. COPERSUCAR

Setor: bioenergia

Fundação: 1959, em São Paulo (SP)

Receita: R$ 29,9 bilhões

Principal executivo: João Teixeira

 

É a maior cooperativa brasileira e possui um modelo de negócios único no setor sucroenergético, que inclui todos os elos da cadeia de açúcar e etanol, desde o acompanhamento da safra no campo até os mercados finais, incluindo armazenamento, transporte e comercialização. No último ano-safra, produziu 3,7 milhões de toneladas de açúcar – 1,9 milhão foi exportado e 1,8 milhão foi vendido no mercado interno. A produção de etanol também foi significativa, com 5 bilhões de litros comercializados. Desse total, 4,7 bilhões destinaram-se ao mercado interno. Desde 2012, a Copersucar tem uma participação no capital da trading Eco-Energy, que no ano-safra mais recente movimentou 9,2 bilhões de litros de etanol, principalmente no mercado americano.

 

  1. SUZANO

Setor: celulose, madeira e papel

Fundação: 1924, em São Paulo (SP)

Receita: R$ 26,0 bilhões

Principal executivo: Walter Schalka

 

A maior empresa de celulose do Brasil tem a expectativa de que haja uma retomada de preços no curto prazo. Além disso, a expansão da oferta gerará uma competição mais acirrada. Isso deve beneficiar a Suzano, que tem custos de produção entre os menores do mundo e mantém uma forte geração de caixa mesmo em períodos de baixa das cotações internacionais. Quando equacionar sua dívida elevada, poderá iniciar o investimento da planta em Ribas do Rio Pardo (MS). Com uma distância de apenas 60 quilômetros entre a fábrica e a floresta, o chamado projeto l tem potencial de ser um dos mais competitivos do mercado, consolidando a empresa como o produtor de menor custo.

 

  1. COFCO INTERNATIONAL BRASIL

Setor: tradings

Fundação: 1949, em Pequim (China). No Brasil desde 1974

Receita: R$ 23,8 bilhões

Principal executivo: Philip Xu

 

Fundada em 1949 logo após a Revolução Comunista na China, a Cofco foi, durante décadas, a única estatal importadora e exportadora de produtos e insumos agrícolas da China. Atualmente, é uma das maiores tradings do mundo. Em 2019, a empresa transportou 106 milhões de toneladas de soja, grãos, açúcar, algodão e café. A Cofco iniciou suas atividades comprando soja brasileira em 1974, após o restabelecimento de relações diplomáticas entre China e Brasil. No ano passado, a companhia ampliou suas atividades no Brasil, aumentando seus investimentos em armazenagem e processamento de grãos.

 

  1. LOUIS DREYFUS

Setor: tradings

Fundação: 1851, na Alsácia (França). No Brasil desde 1942

Receita: R$ 20,6 bilhões

Principal executivo: Murilo Parada

 

Criada em 1851 na região francesa da Alsácia e dedicada a exportar trigo da França para a Suíça, a Louis Dreyfus é hoje uma das principais companhias dedicadas à comercialização e ao processamento de grãos. É também uma das poucas empresas centenárias cujo controle permanece com a família fundadora. No Brasil desde 1942, aonde chegou por meio da aquisição da Coinbra, a Louis Dreyfus atua em café, algodão, grãos, sucos, oleaginosas, arroz e açúcar, sendo uma das dez maiores exportadoras do Brasil. A companhia opera cerca de 60 unidades industriais e logísticas no país e emprega 11 mil pessoas. Entrou no mercado de milho processado no Brasil com a aquisição da Kowalski Alimentos, operando as duas maiores fábricas de processamento de milho seco no país. Além disso, as atividades incluem unidades de processamento, armazéns, estações de transbordo e terminais portuários, além de uma frota de empurradores e barcaças fluviais.

 

  1. AMAGGI

Setor: grãos e óleos

Fundação: 1977, em São Miguel do Iguaçu (PR)

Receita: R$ 18,8 bilhões

Principal executivo: Judiney Carvalho

 

O grupo Amaggi foi um dos pioneiros na produção de soja em larga escala no Mato Grosso. O grupo adquiriu as primeiras terras no estado em 1979. Atualmente, além de ser o maior produtor de soja de capital 100% nacional, o grupo atua em outras três áreas: trading, logística e energia. Na trading, o grupo exporta soja e milho e importa e distribui insumos agrícolas, com escritórios e representações na Argentina, Paraguai, Holanda, Suíça e China. Na logística, o grupo criou e administra o Corredor Noroeste de Exportação, formado pelos rios Madeira e Amazonas, por onde são escoados os grãos das regiões noroeste de Mato Grosso e sul de Rondônia. Na energia, o grupo tem capacidade de gerar 70 megawatts por meio de cinco Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH) instaladas no Mato Grosso e de uma usina termoelétrica instalada em Itacoatiara (AM).

 

  1. MINERVA FOODS

Setor: proteína animal

Fundação: 1957, em Barretos (SP)

Receita: R$ 17,1 bilhões

Principal executivo: Fernando Galetti de Queiroz

 

A Minerva Foods vem se destacando no cenário do agronegócio brasileiro por suas técnicas de gestão. A companhia não é a maior produtora de proteína animal do país, mas é uma das principais exportadoras e tem sido bem-sucedida em fechar parcerias fora do Brasil. Em 2019, antes da pandemia, ela estabeleceu parcerias com empresas chinesas para explorar oportunidades de exportação de carne para o mercado chinês. A companhia destaca-se pela sustentabilidade. Em 2019, ela atingiu metas como a redução de 6,5% no consumo de água e de 5% em energia elétrica por tonelada de proteína produzida. No ano, a Minerva Foods ainda reciclou cerca de 3 mil toneladas de resíduos sólidos só no Brasil. Considerando todas as suas plantas na América do Sul, a companhia também promoveu a redução de 41% nas emissões de GEE (Gases de Efeito Estufa), contribuindo para o combate às mudanças climáticas.

 

  1. COAMO

Setor: cooperativas

Fundação: 1970, em Campo Mourão (PR)

Receita: R$ 13,2 bilhões

Principal executivo: José Aroldo Gallassini

 

Fundada em 28 de novembro de 1970 por um grupo de 79 agricultores em Campo Mourão, na região centro-oeste do Paraná, a Coamo conta com 110 unidades localizadas em 71 municípios de Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul, para recebimento da produção agrícola dos mais de 29 mil associados. Emprega cerca de 8 mil funcionários efetivos. Em 2019, ela respondeu por 3,1% da produção brasileira de grãos. A cooperativa tem uma capacidade de armazenagem de 6,59 milhões de toneladas. O principal produto é a soja, seguida pelo milho, trigo e café. A Coamo tem um terminal marítimo em Paranaguá e dois parques industriais, no Paraná e no Mato Grosso do Sul, onde esmaga soja e produz gorduras vegetais, além de torrar e moer café, moer trigo e fiar algodão.

 

  1. GAVILON DO BRASIL

Setor: tradings

Fundação: 1874, em Sioux City (EUA). No Brasil desde 2013

Receita: R$ 10,6 bilhões

Principal executivo: Marcelo Grimaldi

 

Fundada como uma trading no Meio-Oeste americano para negociar com grãos com o nome de F. H. Peavey, a empresa permaneceu com os fundadores por mais de cem anos, até 1982, quando foi comprada pela americana ConAgra Foods. Posteriormente, a Gavilon foi adquirida, em 2013, pela trading japonesa Marubeni, que já tinha operações no Brasil. A companhia é uma das maiores tradings nacionais e uma das líderes na exportação de soja. As vendas de soja da Gavilon do Brasil para a China, maior exportador e importador do mundo, respectivamente, aumentaram mais de 20 vezes em quatro anos, para 4,5 milhões de toneladas em 2019, tornando-o o quinto maior player no negócio.

 

  1. TEREOS

Setor: bioenergia

Fundação: 1932, em Aisne (França). No Brasil desde 2002

Receita: R$ 10,5 bilhões

Principal executivo: Pierre Santoul

 

Fundada por uma cooperativa de cultivadores de beterraba no noroeste da França para produzir açúcar, a Tereos é a terceira maior empresa de açúcar e etanol do mundo. Iniciou seu processo de internacionalização nos anos 1990 e chegou ao Brasil no fim de 1999 por meio de um investimento na Cosan. Dois anos depois, ela comprou uma companhia francesa controladora da Açúcar Guarani, ainda hoje seu principal ativo no Brasil. Além da Guarani, a Tereos no Brasil é composta pela Tereos Açúcar & Energia Brasil, Tereos Amido & Adoçantes Brasil e Tereos Commodities Brasil. Ela possui sete unidades de processamento e duas refinarias e unidades de fabricação de produtos derivados de milho e mandioca. A Tereos Commodities Brasil opera como trading e mantém escritórios em sete países.

 

  1. KLABIN

Setor: celulose, madeira e papel

Fundação: 1890, em São Paulo (SP)

Receita: R$ 10,3 bilhões

Principal executivo: Cristiano Teixeira

 

Uma das maiores e mais antigas fábricas de papel e papelão do Brasil, a Klabin começou como uma papelaria em São Paulo, fundada pelo imigrante lituano Mauricio Freeman Klabin. Suas atividades abrangem quatro áreas: florestal, celulose, papéis e embalagens. Possui 24 unidades industriais no Brasil e uma na Argentina, e emprega 23 mil pessoas, entre funcionários diretos e indiretos. Em 2019, a empresa lançou o Projeto Puma II, que compreende a construção de duas máquinas de papel para embalagens (kraftliner), com produção de celulose integrada, em Ortigueira (PR). Serão instaladas duas máquinas de papel, a primeira a ser entregue em 2021, com capacidade de 450 mil toneladas por ano, e a segunda prevista para 2023, com capacidade para 470 mil toneladas por ano. Os investimentos totais serão de R$ 9,1 bilhões.

 

  1. AURORA

Setor: cooperativas

Fundação: 1969, em Chapecó (SC)

Receita: R$ 9,9 bilhões

Principal executivo: Neivor Canton

 

Nasceu da união de oito cooperativas do oeste de Santa Catarina. A intenção era melhorar as condições de comercialização de grãos e permitir a compra de um frigorífico que absorvesse a produção de suínos dos cooperados. É uma das líderes na produção de proteína animal no Brasil, além de ser produtor e exportador de grãos. São 11 cooperativas associadas, 30 mil empregados diretos e 10 mil indiretos. As unidades localizam-se em Santa Catarina, no Paraná, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul. São sete unidades de suínos, que processam 5,2 milhões de cabeças por ano, e oito de aves, que abatem 242,6 milhões de cabeças por ano. Em 2019, autorizou investimentos em sua sétima unidade produtora de ração. As seis unidades existentes têm capacidade para 175 mil toneladas por mês em ração para aves e suínos.

 

  1. C .VALE

Setor: cooperativas

Fundação: 1963, em Palotina (PR)

Receita: R$ 8,9 bilhões

Principal executivo: Alfredo Lang

 

A C.Vale é uma cooperativa agroindustrial com atuação no Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e Paraguai. Tem 156 unidades de negócios, 23 mil associados e emprega 11 mil funcionários. Produz soja, milho, trigo, mandioca, leite, frango, peixe e suínos, com a capacidade de abater 600 mil frangos por dia. No segmento industrial, produz amido modificado de mandioca e rações. Comercializa insumos, peças e acessórios, revende máquinas agrícolas e mantém uma rede de supermercados com oito lojas no Paraná, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Foi fundada por um grupo de 24 agricultores paranaenses com dificuldades para armazenar a produção, escoar a safra e obter crédito e assistência técnica. Em 2019, obteve o maior faturamento de sua história – as receitas vêm crescendo ano após ano desde 2010.

 

  1. BAYER

Setor: agronegócio indireto

Fundação: 1863, em Wuppertal (Alemanha). No Brasil desde 1896, em São Paulo (SP)

Receita: R$ 8,5 bilhões

Principal executivo: Marc Reichardt

 

Fundada na Alemanha como uma pequena fábrica de corantes, a Bayer logo se consolidou como uma indústria química. Foi uma das primeiras empresas alemãs a se internacionalizar, iniciando esse processo em 1881. Quinze anos depois, a companhia inaugurava sua subsidiária brasileira, também focada em corantes e tintas. Quase 125 anos depois, a Bayer é uma das líderes do agronegócio brasileiro. Além das atividades conhecidas de medicamentos e produtos químicos, a empresa atua no setor por meio de sua subsidiária Bayer CropScience. Em 2018, ela expandiu significativamente suas atividades com a aquisição da americana Monsanto, uma das pioneiras no desenvolvimento de sementes transgênicas.

 

  1. LAR COOPERATIVA

Setor: cooperativas

Fundação: 1964, em Missal (PR)

Receita: R$ 6,7 bilhões

Principal executivo: Irineo da Costa Rodrigues

 

Foi fundada na antiga Gleba dos Bispos, hoje Missal (PR), por um grupo de 55 agricultores de ascendência alemã oriundos do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. Originalmente produzindo apenas para subsistência, nas décadas seguintes passaria a atuar na avicultura, na suinocultura e na pecuária leiteira. Também há atividades industriais, com o beneficiamento de alimentos, a produção de rações, o tratamento de madeiras e a produção de leitões, pintainhos e sêmen. As atividades da Lar se estendem em 28 unidades nos estados do Paraná, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina, e também no Paraguai. Tem 10 mil associados e emprega 13 mil funcionários. Além das unidades produtivas, a Lar administra uma rede de 13 supermercados e sete postos de combustível.

 

  1. BIOSEV

Setor: bioenergia

Fundação: 2000, em Leme (SP)

Receita: R$ 6,6 bilhões

Principal executivo: Juan José Blanchard

 

A Biosev surgiu da decisão do grupo Louis Dreyfus de diversificar suas atividades, investindo na geração de bioenergia por meio da aquisição da usina Cresciumal. A companhia ampliou suas atividades principalmente por aquisições, mas também por meio da construção de usinas. Com o passar dos anos, elevou sua capacidade anual de processamento de 900 mil tonela-das para 31,6 milhões de toneladas de cana-de-açúcar. Possui oito unidades agroindustriais em operação nos estados de São Paulo, do Mato Grosso do Sul e de Minas Gerais, além de um terminal próprio no porto de Santos (SP), empregando mais de 10 mil colaboradores. Neste ano, a Biosev interrompeu uma sequência de resultados negativos e lucrou R$ 423,6 milhões no segundo trimestre da safra 2020/21. O resultado foi sustentado pelo forte movimento de exportação de açúcar e etanol.

 

  1. M. DIAS BRANCO

Setor: moinhos e massas

Fundação: 1936, em Eusébio (CE)

Receita: R$ 6,1 bilhões

Principal executivo: Francisco Ivens De Sá Dias Branco Júnior

 

Dona de 19 marcas de alimentos, entre elas Adria, Vitarella, Piraquê, Basilar, Zabet Isabela e Fortaleza, a M.Dias Branco, companhia que fabrica, comercializa e distribui biscoitos, massas, bolos, lanches, farinha de trigo, margarinas e gorduras vegetais, alcançou um feito histórico em seu desempenho, ao anunciar um recorde para a sua receita líquida trimestral. Foram R$ 2 bilhões no terceiro trimestre de 2020. O lucro líquido cresceu 97,3% nesse período. Fruto de investimento contínuo, em 2019 a empresa avançou 1,1% em receita, na comparação com o ano anterior. Hoje comandada por Francisco Ivens De Sá Dias Branco Júnior, terceira geração da família, a companhia que nasceu de uma padaria na capital cearense tornou-se líder nacional na produção de massas e biscoitos. Para chegar a esse posto, apostou na verticalização, em marcas consolidadas e, nos últimos tempos, em uma forte linha de exportações – em cinco anos, elas saltaram de R$ 23,4 milhões para R$ 62,2 milhões (2019). Neste ano, o acumulado já é recorde, com R$ 174,7 milhões em produtos vendidos.

 

  1. CAMIL ALIMENTOS

Setor: grãos e óleos

Fundação: 1963, em Itaqui (RS)

Receita: R$ 4,8 bilhões

Principal executivo: Luciano Maggi Quartiero

 

Arroz e feijão já não definem a Camil Alimentos há muito tempo. Além da própria marca, a empresa detém outros nomes consagrados em açúcar, pescado e biscoitos, como Coqueiro, União, DaBarra, Pai João e Carreteiro. Também é dona de marcas como Costeño, Saman e Tucapel na América do Sul. A Camil trilha um caminho de crescimento contínuo, reforçado em 2017 pela abertura de capital. Na oferta inicial de ações, cada uma valia R$ 9. Em novembro de 2020 elas passavam de R$ 11, uma valorização acima de 25%. A trajetória de investimentos prossegue. No ano passado, a Camil investiu R$ 22 milhões para construir sua 12ª fábrica no país e a segunda no Nordeste, em Suape (PE), com capacidade de processar 10 mil toneladas de arroz, feijão e açúcar por mês. No ano anterior, ela havia comprado a SLC Alimentos, uma das maiores empresas de grãos do Brasil, avaliada em R$ 308 milhões na época. Em abril deste ano, assumiu a unidade produtora de feijão da Castrolanda, cooperativa paranaense com foco em proteína animal.

 

  1. COOPERCITRUS

Setor: cooperativas

Fundação: 1976, em Bebedouro (SP)

Receita: R$ 4,6 bilhões

Principal executivo: Fernando Degobbi

 

A Coopercitrus é uma potência como organização cooperativista. Desde que foi criada, expandiu sua atuação para grãos (café e milho), açúcar, produção de sementes de soja e processamento, insumos, ração animal, concessionárias de máquinas agrícolas, lojas de conveniência, shoppings rurais e postos de combustíveis. Na base desse movimento estão cerca de 35 mil agropecuaristas nos estados de São Paulo, Minas e Goiás, que dispõem de cerca de 60 filiais destinadas ao apoio técnico e estruturas de atendimento a esses cooperados. Mas a cooperativa não é apenas uma estrutura física. A principal função é levar conhecimento ao campo, para que a gestão dos milhares de cooperados seja sustentável. Nessa direção, no ano passado, a cooperativa criou mais um braço, a Fundação Coopercitrus Credicitrus, entidade de ensino, pesquisa, educação e difusão de novas tecnologias. Um novo prédio, que vai abrigar o setor educacional, está previsto para ser entregue em julho de 2021.

 

  1. ATVOS AGROINDUSTRIAL

Setor: bioenergia

Fundação: 2007, em São Paulo (SP)

Receita: R$ 4,6 bilhões

Principal executiva: Juliana Baiard

 

Qualquer que seja o destino da Atvos Agroindustrial, controlada pela Odebrecht e em processo de recuperação judicial, a Atvos deve manter uma forte presença no agronegócio. Com nove usinas sucroalcooleiras em São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, na safra passada a companhia processou 26,9 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, 200 mil toneladas acima da safra anterior. Das terras próprias saíram 66% do produto processado, ficando o restante com agricultores parceiros. O cultivo total toma 70 mil hectares. O etanol é o principal produto comercializado. A Atvos é a segunda maior produtora do país, com 2 bilhões de litros do biocombustível na safra encerrada. Além disso, o processamento de açúcar rendeu 235 mil toneladas e a energia cogerada do bagaço da cana foi de 2,8 mil gigawatts-hora (GWh). Com dívidas da ordem de R$ 15 bilhões, a empresa vem criando mecanismos de fortalecimento de sua governança, como um Conselho de Administração, no qual a maior parte de seus integrantes são independentes da companhia.

 

  1. COMIGO

Setor: cooperativas

Fundação: 1975, em Rio Verde (GO)

Receita: R$ 4,5 bilhões

Principal executivo: Antonio Chavaglia

 

O que começou com 50 produtores dispostos a mudar o perfil de uma região reúne hoje 8.500 no corpo da Cooperativa Agroindustrial dos Produtores Rurais do Sudoeste Goiano, a Comigo. Aos 45 anos, é uma potência instalada em Rio Verde, município que ocupa o quinto lugar no ranking nacional do valor de produção agrícola, segundo o IBGE. A estimativa para Goiás é que esse valor chegue a R$ 61,9 bilhões, acima de 10% ante 2019. A estrutura da Comigo comporta 11 processadoras de óleo de soja, mais farelo de soja, fertilizantes, rações, suplementos minerais e sementes. Além disso, possui 20 armazéns para 1,8 milhão de toneladas de grãos, 16 lojas agropecuárias e a sua “menina dos olhos” que atende pelo nome de Instituto de Ciência e Tecnologia (ITC).

 

  1. COCAMAR AGROINDUSTRIAL

Setor: cooperativas

Fundação: 1963, em Maringá (PR)

Receita: R$ 4,4 bilhões

Principal executivo: Divanir Higino

 

Com 15 mil cooperados que produzem soja, milho, trigo, café e laranja, a Cocamar já não atua apenas no Paraná. Ela também está em São Paulo e Mato Grosso do Sul. Na agroindústria, a diversificação vai do processamento de bebidas, torrefação, envase de óleos, etanol, bioinsumos, suplementos e ração animal, até o tratamento de madeira e indústria têxtil. O planejamento 2020-2025 prevê dobrar a receita anual e chegar R$ 10 bilhões. Para isso, a Cocamar deve investir R$ 1 bilhão em estruturas de armazenagem, lojas de insumos e instalações diversas – e continuar mantendo um dos principais projetos de incentivo da adoção do Sistema ILPF (Integração lavoura-pecuária-floresta) na região do Arenito Caiuá. São 107 municípios paranaenses, com 3,2 milhões de hectares em áreas de solos pobres, mas que podem ser revertidas com a técnica.

 

  1. ELDORADO BRASIL CELULOSE

Setor: celulose, madeira e papel

Fundação: 2005, em Três Lagoas (MS)

Receita: R$ 4,3 bilhões

Principal executivo: Aguinaldo Gomes Ramos Filho

 

A Eldorado processou, no ano passado, 1,7 milhão de toneladas de celulose de fibra curta a partir de eucalipto, mas a meta é dobrar a produção. A empresa de capital brasileiro, canadense e francês prepara uma segunda linha em sua fábrica, um projeto de R$ 10 bilhões para elevar a capacidade a 4,2 milhões de toneladas. As obras, iniciadas em 2015, estão praticamente prontas. No campo, a Eldorado administra 222 mil hectares de áreas produtivas e 129 mil de áreas de conservação. Mas, com a segunda linha em operação plena, serão necessários 400 mil hectares cultivados com eucalipto. O Brasil está entre os maiores produtores e encabeça a lista dos exportadores globais de celulose. No ano passado foram 19,6 milhões de toneladas de celulose, das quais 14,7 milhões, exportadas. No médio prazo, até 2030, a estimativa é de que país exporte 20,3 milhões de toneladas.

 

  1. COOXUPÉ

Setor: cooperativas

Fundação: 1932, em Guaxupé (MG)

Receita: R$ 4,2 bilhões

Principal executivo: Carlos Augusto Rodrigues de Melo

 

A Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé agrega 15 mil cooperados, sendo 95% deles pequenos produtores espalhados em cerca de 200 municípios das regiões do sul de Minas, do Cerrado mineiro e do Vale do Rio Pardo, em São Paulo. No Brasil há 97 cooperativas de café, e a Cooxupé é a maior delas. No ano passado embarcou 5,5 milhões de sacas para 51 países, o que a coloca na posição de maior exportadora individual de café do mundo. Além disso, tem uma forte atuação no setor de cafés finos, especiais e certificados, por meio da empresa SMC, criada em 2009. Para dar conta da demanda, incluindo a do mercado interno, os cooperados produziram, em 2019, um volume de 5,1 milhões de sacas e outro tanto igual foi comprado no mercado.

 

  1. BIANCHINI

Setor: grãos e óleos

Fundação: 1960, em Bento Gonçalves (RS)

Receita: R$ 4,2 bilhões

Principal executivo: Antônio Bianchini

 

A empresa nasceu da sociedade de três amigos e completa meio século neste ano. É uma processadora de soja que produz óleo, farelo e biodiesel. Tem dez unidades de recebimento, duas fábricas e um complexo exportador no porto de Rio Grande, um dos importantes canais de escoamento da produção de commodities agrícolas. O terminal da Bianchini, que recebe produtos por caminhões e trens, pode armazenar soja (grão, óleo e farelo), além de milho, trigo e arroz em casca. O volume de armazenagem é de 1,2 milhão de toneladas de farelos e grãos e 115 mil toneladas de óleos vegetais. Por causa de sua estrutura, a empresa também se tornou uma grande prestadora de serviços ao agronegócio, com capacidade de embarque em navios oceânicos da ordem de 3 mil toneladas/hora.

 

  1. COPACOL

Setor: cooperativas

Fundação: 1963, em Cafelândia (PR)

Receita: R$ 4,1 bilhões

Principal executivo: Valter Pitol

 

O que fazer quando falta o básico, como energia elétrica? A Cooperativa Agroindustrial Consolata, a Copacol, nasceu dessa demanda e da vontade de um padre e de 32 agricultores migrantes de Santa Catarina e Rio Grande do Sul para o Paraná. Na época, eles produziam feijão, arroz, milho e café. Hoje, com 6 mil cooperados, a Copacol é um complexo que produz soja, milho e trigo como principais culturas, mais aves, suínos, bovinos de leite, peixes e ração animal. No ano passado foram abatidos 172 milhões de aves, 42 milhões de peixes (14,9 mil toneladas) e 335 mil suínos, além da produção de 11,3 milhões de litros de leite. Para manter suas indústrias e estruturas de comércio, a Copacol gera 10 mil empregos diretos. Eles são necessários para processar alimentos e colocá-los no atacado e em supermercados próprios.

 

  1. CARAMURU ALIMENTOS

Setor: grãos e óleos

Fundação: 1964, em Maringá (PR)

Receita: R$ 4,1 bilhões

Principal executivo: Alberto Borges de Souza

 

A Caramuru se tornou uma das maiores empresas de capital nacional no processamento de soja, milho, girassol e canola. A empresa – que industrializa grãos, vende no mercado, exporta seus derivados e produz biodiesel – opera no estado de Goiás, para onde mudou a sede ainda nos anos 1970, mais Paraná, Mato Grosso e São Paulo. São 67 armazéns com capacidade superior a 2 milhões de toneladas de grãos, 11 unidades processadoras e terminais portuários em Santos (SP) e Tubarão (ES) e pelo arco norte por Itaituba (PA) e Santana (AP). Além da exportação, no mercado interno é uma fornecedora de matéria-prima para fabricantes de massas, biscoitos, snacks, corn flakes e segmentos, como cervejarias, mineradoras e indústrias de ração. Os grãos processados pela Caramuru saem de cerca de 14 mil propriedades rurais de 5.500 produtores.

 

  1. TRÊS CORAÇÕES ALIMENTOS

Setor: bebidas, café e sucos

Fundação: 1959, em São Miguel (RN)

Receita: R$ 4,0 bilhões

Principal executivo: Pedro Lima

 

Maior empresa do segmento de cafés no país, começou o ano de 2020 realizando sua maior aquisição no mercado local. O grupo comprou a divisão de café torrado e moído da Mitsui Alimentos, subsidiária da Mitsui & Co. Ltd., no Japão, e da Mitsui & Co. Brasil, um negócio avaliado em R$ 210 milhões. Esse movimento coloca a companhia como dona de 29 marcas de cafés, além de máquinas multibebidas, achocolatados, refrescos, temperos e produtos derivados de milho. Aquisições têm sido o modelo de crescimento do grupo fundado por João Alves de Lima, hoje com seus herdeiros sob o chapéu da São Miguel Holding, que detém 50% das ações, e da israelense Strauss, com os outros 50%. A companhia também exporta cafés para os principais mercados da América Latina, além de EUA, Japão e China.

 

  1. BELAGRÍCOLA

Setor: grãos e óleos

Fundação: 1985, em Bela Vista do Paraíso (PR)

Receita: R$ 4,0 bilhões

Principal executivo: Flávio Barbosa Andreo

 

De olho no potencial do agro brasileiro, em 2017 os chineses da Dakang International Food & Agriculture, braço brasileiro do Shanghai Pengxin, compraram 53,99% da Belagrícola, com uma condição: que os herdeiros do fundador, João Andreo Colofatti, permanecessem na gestão do negócio. O passo dado pela família abriu um canal direto de venda ao país asiático para grãos, especialmente soja e milho. Atuando no Paraná, São Paulo e Santa Catarina, a empresa possui 38 unidades de recebimento de grãos, 55 lojas de insumos e emprega 1.600 funcionários. O negócio vai da venda da semente à compra da produção. Uma de suas políticas mais fortes é o incentivo ao uso do barter (permuta) pelos produtores. Na troca de grãos por produtos e serviços, o agri-cultor trava seus custos e a empresa garante as commodities na sua carteira.

 

  1. SÃO MARTINHO

Setor: bioenergia

Fundação: 1907, em Pradópolis (SP)

Receita: R$ 3,7 bilhões

Principal executivo: Fábio Venturelli

 

Controlado pela holding LJN Participações, da família Ometto, o grupo sucroalcooleiro São Martinho é um gigante do setor de bioenergia. Listado no Novo Mercado da B3, seu valor de mercado é da ordem de R$ 8,5 bilhões. Na safra encerrada, processou 22,6 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, um recorde em sua história. E exportou um total de 913 mil MWh de energia elétrica. O grupo detém três unidades de produção em São Paulo e uma em Goiás. As lavouras ocupam 350 mil hectares. Embora a atividade principal seja o processamento de açúcar e etanol, o mais recente plano do grupo prevê um investimento da ordem de R$ 350 milhões até 2022, destinado à cogeração de energia em sua principal usina, a de Pradópolis, no interior paulista.

 

  1. COOPER ALFA

Setor: cooperativas

Fundação: 1967, em Chapecó (SC)

Receita: R$ 3,5 bilhões

Principal executivo: Romeo Bet

 

Com 20 mil produtores baseados no oeste de Santa Catarina e um pequeno braço em Mato Grosso do Sul, a Cooperativa Agroindustrial Alfa apoia suas atividades no tripé grãos, pecuária e insumos. Entre lojas, silos, supermercados, moegas, granjas, centros de distribuição, indústrias processadoras, postos de combustíveis e insumos, como fertilizantes, sementes e rações, a cooperativa opera 219 negócios. No ano passado, os produtores entregaram 22,4 milhões de sacas de cereais, entre soja, milho trigo e feijão, e produziram 1,3 milhão de suínos e 103,8 milhões de aves, além de 143,5 milhões de litros de leite. Formado por pequenos e médios produtores, além do recebido pela entrega dos cultivos, no ano passado, a cooperativa distribuiu R$ 149 milhões como sobra de caixa, o que nas empresas privadas seria o repasse de lucros.

 

  1. LATICÍNIOS BELA VISTA

Setor: laticínios

Fundação: 1955, em Piracanjuba (GO)

Receita: R$ 3,5 bilhões

Principal executivo: Marcos Helou

 

Nascido como Piracanjuba, nome que levou a marca a ser conhecida, o grupo Bela Vista tornou-se uma das maiores empresas de laticínios do país. São sete marcas mães e cerca de 160 produtos, com laticínios nos estados de Goiás, o berço da empresa, Minas Gerais, Santa Catarina e Paraná. No ano passado, 8.300 pecuaristas entregaram nas unidades do grupo 1,4 bilhão de litros de leite, volume 5,1% acima do ano anterior. Em recepção de leite, a empresa criada pelos irmãos César e Marcos Helou só fica atrás da suíça Nestlé. No ano passado, os irmãos assumiram a produção e o comércio das marcas Molico e Ninho, licenciadas da Nestlé. Neste ano, passaram a responder pelo total das operações do laticínio de Carazinho (RS), onde esses produtos são processados.

 

  1. AGRÁRIA

Setor: cooperativas

Fundação: 1951, em Guarapuava (PR)

Receita: R$ 3,4 bilhões

Principal executivo: Jorge Karl

 

A Agrária é uma cooperativa agroindustrial, com origem em uma colônia de alemães que vieram para o Brasil. Na época, eram 500 famílias fugindo dos conflitos da Segunda Guerra Mundial. Hoje, a Agrária reúne 632 produtores de soja, milho, trigo e criação de animais. Na estrutura estão unidades de negócios – com fábricas, estrutura logística e comercial – nos setores de malte para a indústria cervejeira, óleos e farelos, farinhas, nutrição animal, sementes e processados de milho, como grits, flakes, fubás, cremes e gérmen. A cooperativa também comercializa suínos, leite e grãos produzidos pelos cooperados. Para desenvolver e adaptar tecnologias às suas cadeias produtivas, o apoio vem da Fundação Agrária de Pesquisa Agropecuária (Fapa). Como uma nova cultivar (variedade) de cevada, apresentada no ano passado, depois de quase dez anos de pesquisa.

 

  1. CASTROLANDA

Setor: cooperativas

Fundação: 1951, em Castro (PR)

Receita: R$ 3,4 bilhões

Principal executivo: Willem Berend Bouwman

 

Um moinho de vento, imagem que remete aos países nórdicos europeus, é símbolo de uma das marcas mais lembradas do cooperativismo brasileiro: a Castrolanda. É dona de 12 marcas que processam produtos do campo de 1.100 cooperados – entre elas estão produtos lácteos, processados de suínos e cortes de carne de cordeiro. O perfil dos produtores é variado, indo de grandes produções a agricultura familiar. Nos últimos anos, a Castrolanda deu um passo importante rumo a uma gestão de negócios bastante ousada. Junto com outras duas cooperativas paranaenses, a Frísia e a Capal, foi criada uma holding destinada a obter ganhos de escala. Juntando as três cooperativas para produtos em grãos e proteína animal, são 5.100 cooperados que produzem para o mercado interno e já exportam para 25 países.

 

  1. INTEGRADA COOPERATIVA AGROINDUSTRIAL

Setor: cooperativas

Fundação: 1995, em Londrina (PR)

Receita: R$ 3,3 bilhões

Principal executivo: Jorge Hashimoto

 

No ano passado, a Integrada Cooperativa Agroindustrial conseguiu dois feitos em sua história: ultrapassou a marca de 10 mil cooperados e bateu recorde de faturamento ao emplacar uma receita de R$ 3,25 bilhões. Nos estados do Paraná e de São Paulo estão instaladas 64 unidades de recebimento de produtos agrícolas, sendo os principais soja, milho, trigo, café e laranja. Somente de grãos, a cooperativa recebe mais de 2,5 milhões de toneladas por ano. Há ainda o complexo que faz parte do corpo cooperativista, como assistência, pesquisa e toda uma gama de negócios construídos para dar suporte à produção, entre eles unidades de beneficiamento, revenda de máquinas e unidades industriais de milho, suco de frutas e ração animal.

 

  1. BSBIOS BIODIESEL

Setor: bioenergia

Fundação: 2005, em Passo Fundo (RS)

Receita: R$ 3,0 bilhões

Principal executivo: Erasmo Carlos Battistella

 

No Brasil há 58 usinas de biodiesel a partir de vários tipos de matéria-prima, sendo os principais a soja e sebo animal. A BSBios está entre as maiores na produção nacional de biodiesel, com duas unidades: em Passo Fundo (RS) e Marialva (PR). O processamento de soja, matéria-prima do biodiesel da BSBios, é superior a 1 milhão de toneladas anuais. Além do diesel renovável, a empresa entrega como produtos coligados o farelo de soja, a glicerina e a borra, um subproduto do óleo vegetal. Neste ano, entrou em vigor no país a elevação da mistura obrigatória de biodiesel no diesel de petróleo para 12%, o chamado B12. Em 2019, o consumo foi de 5,84 bilhões de litros. A estimativa no início do ano era adicionar 1,4 bilhão de litros de capacidade em 2020. A logística e o transporte estão entre os setores que retomaram rapidamente o impacto inicial da pandemia.

 

  1. CITROSUCO

Setor: bebidas, café e sucos

Fundação: 1963, em Matão (SP)

Receita: R$ 2,9 bilhões

Principal executivo: Mário Bavaresco Junior

 

Subsidiária do Grupo Votorantim, é a maior exportadora global de suco de laranja concentrado. Vende, também, subprodutos industrializados da fruta, como ração animal e óleos essenciais. Os maiores mercados da companhia são os Estados Unidos e países europeus. Mas, no total, são cerca de 100 países compradores, como Austrália, Japão e China. Os chineses continuam na mira da indústria, porque apenas 5% da laranja produzida no país vira suco. A Citrosuco possui 29 fazendas de produção em São Paulo e Minas Gerais. Também há quatro unidades processadoras, sendo uma em Lake Wales, nos EUA. Para dar conta da presença global, a empresa dispõe de cinco navios próprios dedicados e um multicarga. Além do porto de Santos, há terminais próprios em Wilmington (EUA), Gent (Bélgica), Toyohashi (Japão) e Newcastle (Austrália).

 

  1. COOPERATIVA FRÍSIA

Setor: cooperativas

Fundação: 1925, em Carambeí (PR)

Receita: R$ 2,9 bilhões

Principal executivo: Renato Greidanus

 

No dia 1º de agosto, a Frísia Cooperativa Agroindustrial completou 95 anos. É a mais antiga organização desse setor em atividade no Paraná e a segunda mais antiga no país. Estão ligados à cooperativa 857 produtores em cerca de 30 municípios paranaenses e em 16 municípios no Tocantins, aonde ela chegou em 2016. Atualmente, 64 cooperados locais produzem 70 mil toneladas de soja e milho, em 30 mil hectares. No total, no ano passado, os cooperados entregaram 253 milhões de litros de leite e 27,1 mil toneladas de carne suína. Os cultivos foram de 122 mil hectares para soja, 23 mil hectares para milho, 36,5 mil hectares para o trigo e 5.600 hectares de feijão. Nos produtos industrializados, a marca Batavo é a mais conhecida pelo consumidor das grandes cidades.

 

  1. FRIMESA

Setor: proteína animal

Fundação: 1977, em Medianeira (PR)

Receita: R$ 2,8 bilhões

Principal executivo: Valter Vanzella

 

É a reunião de cinco cooperativas que atuam de forma centralizada nas cadeias de carne suína e de lácteos, formada pela Primato, Copagril, Lar, C.Vale e Copacol, que permanecem com as suas estruturas independentes. Na Frimesa, as unidades industriais entregam cortes de carnes prontos para o consumo, como bacon, hambúrgueres, empanados e linguiças. De frios são presuntos, copas e salames; e em lácteos, além de leite fluido e condensado, há queijos, manteigas, iogurtes, achocolatados e sobremesas. São quatro indústrias no Paraná e uma em Santa Catarina, com produtos para o varejo, food service e exportação.

 

  1. ITAMBÉ ALIMENTOS

Setor: laticínios

Fundação: 1948, em Belo Horizonte (MG)

Receita: R$ 2,7 bilhões

Principal executivo: Alexandre Almeida

 

Fundada com apoio do governo estadual de Minas Gerais, a Itambé é formada por 31 cooperativas associadas. Emprega 3.500 funcionários diretos em cinco fábricas, que têm a capacidade de processar 3 milhões de litros de leite por dia de 5 mil fornecedores. Possui um portfólio com cerca de 160 produtos, entre leite pasteurizado e longa vida, iogurtes e bebidas lácteas, queijo e manteiga. Em 2019, após disputa judicial de dois anos, o grupo mexicano Lala e o francês Lactalis, dono de marcas globais como Parmalat, Galbani e Président, entraram em acordo, e os franceses adquiriram a totalidade das ações da Itambé no Brasil.

 

  1. GRANOL

Setor: grãos e óleos

Fundação: 1965, em São Paulo (SP)

Receita: R$ 2,7 bilhões

Principal executivo: José Gomes Cadette

 

A Granol iniciou suas atividades como uma prestadora de serviços de comércio internacional, de assessoria fiscal e financeira e de contratação de fretes internos e marítimos. Atualmente, é uma empresa processadora de soja e dedicada à produção de farelo, óleo, biodiesel e glicerina. A companhia tem 11 unidades produtivas. São cinco fábricas, com capacidade de esmagamento de 3,4 milhões de toneladas de soja por ano; três usinas de biodiesel, com capacidade de pro-cessamento de 1,07 milhão de metros cúbicos por ano; duas usinas de glicerina; uma fábrica de lecitina; e 24 unidades de armazenamento com capacidade para 925,5 mil toneladas de grãos. Tem 1.800 funcionários e 13 mil fornecedores.

 

  1. COOPAVEL

Setor: cooperativas

Fundação: 1970, em Cascavel (PR)

Receita: R$ 2,7 bilhões

Principal executivo: Dilvo Grolli

 

Fundada por 42 agricultores do oeste do Paraná para facilitar a produção e a comercialização de grãos, a Coopavel é uma das maiores produtoras de frango e derivados. Soma 26 filiais instaladas em 17 municípios das regiões oeste e sudoeste do Paraná. Congrega mais de 5.370 associados e emprega 5.550 colaboradores diretos. As atividades industriais contribuem para 75% desse faturamento, com produtos comercializados em todo o país e no exterior, em países como Holanda, Alemanha, Espanha, Ilhas Canárias, Inglaterra, Uruguai, Chile, Aruba, África do Sul, Croácia, Iraque, Catar, Bahrein, Japão, China, Hong Kong, Emirados Árabes Unidos, Romênia e Macedônia.

 

  1. OLEOPLAN

Setor: grãos e óleos

Fundação: 1979, em Veraneio (RS)

Receita: R$ 2,7 bilhões

Principal executivo: Marcos Merlin Boff

 

A Oleoplan iniciou suas atividades no fim dos anos 1970 com a aquisição de uma usina de processamento de soja que estava inativa, localizada na cidade gaúcha de Veranópolis. Mais tarde, a companhia avançou ao longo da cadeia produtiva da oleaginosa. Ela soma cerca de 20 filiais para recebimento de grãos, com capacidade total de armazenamento superior a 500 mil toneladas. Tem capacidade para processar 3 mil toneladas de soja por dia. A empresa é a segunda maior produtora brasileira de biodiesel, com capacidade para elaborar 756 milhões de litros por ano. Em 2019, a companhia vendeu 608 milhões de litros, representando 10,1% do mercado brasileiro. Em setembro de 2020, ela solicitou autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para realizar sua abertura de capital.

 

  1. CELULOSE NIPO-BRASILEIRA

Setor: celulose, madeira e papel

Fundação: 1973, em Belo Oriente (MG)

Receita: R$ 2,6 bilhões

Principal executivo: Kazuhiko Kamada

 

A Celulose Nipo-Brasileira, mais conhecida como Cenibra, foi fundada em setembro de 1973 na pequena cidade de Belo Oriente, leste de Minas Gerais, como uma parceria entre a Vale e a empresa japonesa JPB. Em 2001, com a Vale já privatizada e se concentrando no negócio estratégico do minério, a Cenibra foi adquirida integralmente pela JPB. Em 2019, a companha bateu um novo recorde de produção anual ao alcançar 1,22 milhão de toneladas de celulose branqueada de fibra curta de eucalipto. O valor obtido é 16,7 mil toneladas acima do que havia sido previsto, e cerca de 97% da produção é destinada ao mercado externo, sendo exportada para o Japão, Estados Unidos, China e Europa.

 

  1. USINA ALTO ALEGRE

Setor: bioenergia

Fundação: 1978, em Colorado (PR)

Receita: R$ 2,6 bilhões

Principal executivo: José Francisco Malheiro Junqueira Figueiredo

 

Também conhecida como Grupo Lincoln Junqueira, a Alto Alegre é participante de relevo no mercado de biocombustíveis. O grupo possui cinco usinas no Centro-Sul e tem um perfil de produção mais voltado para o açúcar do que para o etanol. Atualmente, o grupo tem uma capacidade instalada para processar 10,8 milhões de toneladas de cana por safra, e consequentemente produzir 11,6 milhões de sacas de açúcar cristal branco, 9,2 milhões de sacas de açúcar VHP, 100 mil sacas de açúcar demerara, 5,4 milhões de sacas de açúcar refinado amorfo, 140 milhões de litros de etanol hidratado carburante e 140 milhões de litros de etanol anidro carburante. O grupo atua também na produção de energia, tendo capacidade para cogerar 418 gigawatts de energia elétrica.

 

  1. UPL INSUMOS AGROPECUÁRIOS

Setor: fertilizantes, insumos e sementes

Fundação: 1969, em Mahardrash (Índia). No Brasil desde 2012

Receita: R$ 2,6 bilhões

Principal executivo: Fábio Torreta

 

Fundada há cinco décadas como United Phosphorus Limited e dedicada à fabricação de fósforos, a UPL é a quinta maior companhia agroquímica do mundo, com receitas anuais de US$ 5 bilhões em 2019. Ela está presente em 60 países nos cinco continentes. No Brasil, aonde chegou em 2012 ao assumir o controle da subsidiária da agroquímica alemã DVA, expandiu suas atividades em 2019 por meio da compra, em nível global, da americana Arysta LifeScience. Agora, a meta da UPL Brasil é atingir um faturamento de US$ 600 milhões em cinco anos, reforçar a atuação em culturas onde ela já tem forte presença no mercado brasileiro, como soja e milho, e ampliar o atual portfólio para culturas nas quais sua participação ainda é recente, como cana-de-açúcar, arroz, café, citros, algodão e hortifrúti.

 

  1. SLC AGRÍCOLA

Setor: grãos e óleos

Fundação: 1977, em Horizontina (RS)

Receita: R$ 2,6 bilhões

Principal executivo: Aurélio Pavinato

 

O grupo SLC foi fundado em 1945 no município gaúcho de Horizontina, como uma pequena oficina que fazia a manutenção das ferramentas dos agricultores da região. Em 1977, iniciou as atividades da SLC Agrícola, hoje uma das maiores produtoras mundiais de grãos e fibras, focada na produção de algodão, soja e milho. Foi uma das primeiras empresas do setor a ter ações negociadas em bolsa. Possui 16 unidades de produção localizadas em seis estados brasileiros que totalizaram 448,6 mil hectares no ano-safra 2019/2020, sendo 235,4 mil hectares de soja, 125,5 mil hectares de algodão e 87,7 mil hectares de milho.

 

  1. VIGOR ALIMENTOS

Setor: laticínios

Fundação: 1917, em São Paulo (SP)

Receita: R$ 2,47 bilhões

Principal executivo: Luis Gennari

 

Ao longo de mais de 100 anos de história, a Vigor passou por vários controladores. Já pertenceu ao grupo Bertin, adquirido pela JBS, e foi mais uma empresa no conglomerado dos Batista. A companhia foi desmembrada e teve seu capital aberto na B3, mas o desempenho fraco das ações levou a JBS a fechar o capital três anos depois. Em 2017, a Vigor tentou comprar a Itambé, mas perdeu uma disputa judicial e a empresa mineira ficou com os franceses da Lactalis. A briga só foi resolvida dois anos depois, em 2019, quando o grupo mexicano Lala assumiu o controle da Vigor, que é dona de marcas tradicionais como Leco, Faixa Azul e Danúbio.

 

  1. GT FOODS (GONÇALVES & TORTOLA)

Setor: proteína animal

Fundação: 1992, em Maringá (PR)

Receita: R$ 2,4 bilhões

Principal executivo: Rafael Tortola

 

Nascido em Maringá em 1992 a partir de um abatedouro de aves, o Frangos Canção, o Grupo GT Foods cresceu por meio de aquisições. A primeira foi do Abatedouro Maringá, que elevou a capacidade de abate de mil para 10 mil cabeças por dia. Em 2009 o grupo comprou a Gold Frango, um frigorífico de Terra Boa (PR) que produzia 22 mil aves por dia. Dois anos depois foi adquirido o Mister Frango, em Paranavaí (PR), com capacidade de abater 130 mil cabeças por dia. Hoje, o grupo é formado por três fábricas de ração, duas fábricas de farinha e óleo, cinco unidades de matrizes de recria, 11 de matrizes de produção, um incubatório e quatro abatedouros. A empresa emprega 10 mil funcionários e pediu recuperação judicial em 2017.

 

  1. COTRIJAL

Setor: cooperativas

Fundação: 1957, em Não-Me-Toque (RS)

Receita: R$ 2,4 bilhões

Principal executivo: Nei César Manica

 

Nascida como Cooperativa Tritícola de Não-Me-Toque e posteriormente renomeada Cotrijal, a cooperativa é uma participante tradicional da atividade tritícola no Rio Grande do Sul e uma das maiores cooperativas do estado, com 59 unidades de negócio destinadas à armazenagem de grãos e ao atendimento aos cooperados, além de 20 lojas e dez supermercados. Ao lado das atividades ligadas ao trigo, a cooperativa também apoia a atividade leiteira da região.

 

  1. USINA CORURIPE

Setor: bioenergia

Fundação: 1925 em Coruripe (AL)

Receita: R$ 2,3 bilhões

Principal executivo: Mario Luiz Lorencatto

 

Fundada na região de Coruripe, a 120 quilômetros de Maceió, a usina começou suas atividades consolidando diversos engenhos. Nas décadas seguintes, expandiu suas atividades em direção ao Sudeste, em especial no Triângulo Mineiro. Tem cinco unidades industriais e um terminal de carga rodoferroviário. A companhia tem uma capacidade de moagem de 14,4 milhões de toneladas de cana, podendo produzir 470 milhões de litros de etanol, 20 milhões de sacas de açúcar e 680 gigawatts de energia. A usina emprega 9.400 funcionários.

 

  1. EISA INTERAGRÍCOLA (ECOM)

Setor: tradings

Fundação: 1849, na Catalunha (Espanha). No Brasil desde 1935

Receita: R$ 2,2 bilhões

Principal executivo: Juan Esteve

 

Fundada em meados do século 19 como uma empresa de negociação de algodão no sul da Espanha, a Ecom ingressou, cem anos após sua fundação, no negócio de café. Aos 140 anos, em 1991, ela começou a negociar cacau. Atualmente, a empresa é uma das líderes do mercado internacional de café.

 

  1. ZILOR

Setor: bioenergia

Fundação: 1946, em Macatuba (SP)

Receita: R$ 2,2 bilhões

Principal executivo: Fabiano José Zillo

 

Iniciou suas atividades como uma usina de açúcar e álcool em meados da década de 1940 e permaneceu nesse segmento de atividade por 50 anos. No entanto, nos anos 1990, a empresa começou a diversificar suas atividades, passando a atuar na cogeração de energia elétrica e a expandir suas operações internacionalmente, adquirindo empresas nos Estados Unidos e na Noruega.

 

  1. PRIMA FOODS

Setor: proteína animal

Fundação: 1949, em Araguari (MG)

Receita: R$ 2,1 bilhões

Principal executivo: José Augusto de Carvalho Junior

 

Prima Foods é a nova denominação do Mataboi Alimentos, frigorífico fundado em 1949 e que entrou em recuperação judicial em 2017. O Mataboi recebeu um aporte de capital do empresário José Batista Júnior, da família fundadora da JBS. O empresário havia se desvinculado da holding familiar J&F em 2013, vendendo suas ações para os irmãos e o pai, e pretendia disputar o governo de Goiás em 2014. Mantinha sua empresa de investimentos, a JBJ, que incluía fazendas dedicadas a gado de corte e melhoramento genético, além de uma carteira de imóveis. Em março de 2020, a Prima informou sua intenção de abrir capital na B3, mas o projeto foi interrompido pela pandemia do coronavírus.

 

  1. PIF PAF ALIMENTOS

Setor: proteína animal

Fundação: 1968, no Rio de Janeiro (RJ)

Receita: R$ 2,1 bilhões

Principal executivo: Rodrigo Coelho

 

A Pif Paf foi fundada em 1968 quando o empresário Avelino Costa comprou um abatedouro no Rio. Quatro anos depois, a empresa já havia fechado parcerias com granjas e cooperativas de Minas Gerais, para onde acabou se transferindo. Atualmente a empresa possui dez unidades industriais, elaborando 22 mil toneladas de produtos acabados por mês, entre cortes de aves e suínos, embutidos e massas. São 11 centros de distribuição, 400 veículos de distribuição agregados e 195 mil entregas por mês.

 

  1. ALIANÇA AGRÍCOLA DO CERRADO

Setor: tradings

Fundação: 1994, em Luxemburgo. No Brasil desde 2010

Receita: R$ 2,0 bilhões

Principal executivo: Flávio Gilberto de Sousa

 

A Aliança Agrícola do Cerrado opera no setor atacadista de grãos e leguminosas. É uma subsidiária do grupo Sodrugestvo, fundado em 1994 em Luxemburgo. Foi estabelecida no Brasil em maio de 2010, em Uberlândia. A empresa foi criada a partir de um grupo de investidores europeus e dedica-se à comercialização de insumos e de commodities agrícolas.

 

  1. AFG BRASIL

Setor: grãos e óleos

Fundação: 2002, em Cuiabá (MT)

Receita: R$ 2,0 bilhões

Principal executivo: Guilherme Alves

 

Dedica-se à logística e à comercialização da soja. Nos primeiros anos, ela atendeu apenas ao mercado interno, mas começou a exportar em 2013. Atualmente, ela tem armazéns e dois portos de uso exclusivo. O porto de Capuaba, localizado em Vitória (ES), tem calado de 10,88 metros e capacidade estática de armazenagem de 90 mil toneladas. O porto de Imbituba (SC) possui calado de 13,50 metros e capacidade estática de armazenagem de 140 mil toneladas, chegando a exportar 1,6 milhão de toneladas de soja. Em 2020, a empresa teve de recorrer à recuperação judicial para fazer frente ao aumento do endividamento devido à depreciação do real em relação ao dólar.

 

  1. COASUL

Setor: cooperativas

Fundação: 1969, em São João (PR)

Receita: R$ 2,0 bilhões

Principal executivo: Paulino Capelin Fachin

 

Agrega 10,3 mil cooperados e cerca de 3 mil funcionários. Em 2019, a cooperativa recebeu 11,8 milhões de sacas de grãos, sendo 6,7 milhões de sacas de soja, 3,6 milhões de sacas de milho e 1,5 milhão de sacas de trigo. Além de processar a produção dos cooperados, a Coasul produz ração e opera um abatedouro de aves. Em 2019, exportou R$ 265 milhões. A cooperativa mantém infraestrutura própria de recebimento, secagem e armazenagem de cereais, sendo seus estabelecimentos distribuídos em 43 unidades entre armazéns, lojas e supermercados.

 

  1. USINA SANTA TEREZINHA

Setor: bioenergia

Fundação: 1961, em Iguatemi (PR)

Receita: R$ 1,91 bilhão

Principal executivo: n/d

 

Fundada no norte do Paraná, a Santa Terezinha foi iniciada por sete irmãos da família Meneguetti. Com o fim do Proálcool, em meados dos anos 1980, o grupo aproveitou a crise do setor para crescer por meio de aquisições. O processo continuou e hoje a empresa conta com oito unidades, além de armazéns graneleiros para açúcar e grãos, um terminal de calcário, misturadora de adubos e tanques para estocagem de combustíveis. A empresa construiu um terminal rodoferroviário de fertilizantes em Paranaguá, que iniciou suas atividades em 2003. Em 2019, a Santa Terezinha entrou em recuperação judicial.

 

  1. FRIGOL

Setor: proteína animal

Fundação: 1970, em Lençóis Paulista (SP)

Receita: R$ 1,9 bilhão

Principal executivo: Marcos Câmara

 

Industrializa carnes bovinas e suínas. Suas cinco unidades de produção em São Paulo, Goiás e Pará empregam 2.800 pessoas. Em 2019, a empresa processou cerca de 130 mil toneladas de carnes suína e bovina. Além dos tradicionais cortes de carne com a marca Frigol, também comercializa produtos especiais para churrasco, com as linhas BBQ Secrets e Grand Chef, e hambúrgueres. Cerca de 36% da produção da Frigol é exportada para 60 países, principalmente Arábia Saudita, China, República do Congo, Egito, Geórgia e Israel.

 

  1. COTRISAL

Setor: cooperativas

Fundação: 1953, em Sarandi (RS)

Receita: R$ 1,9 bilhão

Principal executivo: Walter Vontobel

 

A Cooperativa Tritícola de Sarandi foi criada em 1953 por agricultores do norte do Rio Grande do Sul dedicados à produção de trigo. Atualmente, a Cotrisal soma 10.066 associados que se dedicam à produção de soja, milho e trigo. Dentre eles, 800 também investem na pecuária leiteira. Em 2019, a Cotrisal expandiu sua área de atuação para a região noroeste do estado, tornando-se a maior cooperativa agropecuária do Rio Grande do Sul. A Cotrisal emprega 1.400 funcionários e tem capacidade de armazenar 16 milhões de sacas de grãos em 41 unidades de recebimento. A cooperativa opera 29 lojas e 17 supermercados, além de possuir um moinho de trigo, uma fábrica de rações e uma unidade de beneficiamento de sementes.

 

  1. BRENCO ENERGIAS RENOVÁVEIS

Setor: bioenergia

Fundação: 2008, em São Paulo (SP)

Receita: R$ 1,9 bilhão

Principal executivo: n/d

 

Subsidiária da Atvos Agroindustrial, a Brenco, ou Companhia Brasileira de Energia Renovável, tem uma capacidade de moagem instalada de 15,2 milhões de toneladas de cana ano. Na safra 2018/2019, foram processados 11,1 milhões de toneladas, crescimento de 3,7% em relação à safra anterior. A Brenco surgiu como uma empresa independente em 2008 por meio da associação de investidores capitaneados por Henry Philippe Reichstul, ex-presidente da Petrobras, mas em 2010 uniu-se à ETH Bioenergia, uma subsidiária da Odebrecht. Posteriormente à crise da empreiteira provocada pela operação Lava Jato, a Atvos entrou em recuperação judicial.

 

  1. PEDRA AGROINDUSTRIAL

Setor: bioenergia

Fundação: 1931, em Serrana (SP)

Receita: R$ 1,8 bilhão

Principal executivo: Pedro Biagi Neto

 

A Pedra Agroindustrial é associada à Copersucar e preserva sua autonomia produtiva ao mesmo tempo que está presente em toda a cadeia de negócio de açúcar e bioenergia. Sua principal atividade é a produção de etanol, açúcar e energia elétrica a partir da cana-de-açúcar. Emprega 4.500 funcionários, detém 129 mil hectares de área agrícola cultivada e três unidades produtoras, todas no estado de São Paulo: Usina da Pedra, em Serrana; Usina Buriti, em Buritizal, e Usina Ipê, em Nova Independência. A capacidade total de moagem é de 11 milhões de toneladas de cana, produzindo 7 milhões de sacas de açúcar e 674 milhões de litros de etanol. Também tem capacidade de gerar 700 gigawatts.

 

  1. J. MACÊDO

Setor: moinhos e massas

Fundação: 1939, em Fortaleza (CE)

Receita: R$ 1,8 bilhão

Principal executivo: José Honório Tofoli

 

Começou como uma empresa de representação comercial de autopeças em 1939, e só nos anos 1950 iniciou as atividades no setor de moinhos e massas, por meio da importação de trigo nos Estados Unidos. Atualmente a companhia tem três fábricas e três moinhos, emprega 3.600 pessoas em empregos diretos e indiretos e é líder nas categorias de farinhas de trigo domésticas e de mistura para bolos, além de ser a segunda maior empresa nacional no segmento de massas alimentícias e a fabricante líder em vendas de farinhas de trigo. Sua operação é totalmente verticalizada. É dona de marcas como Dona Benta, Sol e Petybon.

 

  1. ADECOAGRO BRASIL

Setor: bioenergia

Fundação: 2002, na Argentina. No Brasil desde 2004

Receita: R$ 1,82 bilhão

Principal executivo: Renato Junqueira Santos Pereira

 

De origem argentina, o grupo fundado em 2002 e que também está presente no Uruguai tem sede em Luxemburgo e é listado na Bolsa de Nova York. Chegou ao Brasil dois anos depois, comprando terras. A primeira usina de cana-de-açúcar veio em 2005, em Minas Gerais. Hoje, presente também em Mato Grosso do Sul, o cultivo é de 180 mil hectares, com 11 milhões de toneladas moídas no ano passado. Na Argentina e no Uruguai, a Adecoagro possui uma grande operação nas cadeias de lácteos e de grãos. O mesmo espírito que move o grupo para a produção de açúcar visando o mercado internacional. Especialistas no setor dizem que os fundamentos de mercado não mudaram com a pandemia do novo coronavírus e que há um déficit global de açúcar calculado entre 7 milhões de toneladas e 11 milhões de toneladas.

 

  1. BERNECK

Setor: celulose, madeira e papel

Fundação: 1952, em Bituruna (PR)

Receita: R$ 1,81 bilhão

Principal executivo: Gilson Mueller Berneck

 

Especializada na produção de painéis e serrados, a empresa que já tem mais de meio século de mercado atua exclusivamente na cadeia de florestas plantadas. Todos os produtos utilizados como matéria-prima para os setores de móveis, construção civil, automotiva, eletroeletrônica e naval, entre outras, vêm de áreas de manejo visando o uso industrial. A divisão florestal conta com 64,5 mil hectares de terras no Paraná e em Santa Catarina para o cultivo de variedades de pinus. Todos os anos são plantadas 7 milhões de árvores. Outros 66 mil hectares são mantidos como reservas nativas. No total, a empresa mantém 132 mil hectares de terras, incluindo áreas de cultivo de teca no Mato Grosso do Sul. O processamento, em três unidades industriais, é de cerca de 1,2 milhão de metros cúbicos de produtos de madeira por ano.

 

  1. DELTA SUCROENERGIA

Setor: bioenergia

Fundação: 1953, em Delta (MG)

Receita: R$ 1,75 bilhão

Principal executivo: Robert Carlos Lyra

 

Com três usinas de cana-de-açúcar em municípios localizados no Triângulo Mineiro, a Delta Sucroenergia gera na região cerca de 12 mil postos de trabalhos entre diretos e indiretos. O presidente da empresa, Robert Carlos Lyra, é filho do senador e industrial alagoano Carlos Lyra, que faleceu em 2017. Os negócios do herdeiro, que fundou sua empresa em Minas Gerais, estão concentrados em açúcar para exportação e com marca própria destinada ao mercado interno. Também produz etanol e energia elétrica a partir do bagaço e levedura seca, um subproduto valioso na dieta de bovinos, suínos, aves e caprinos. São cerca de 160 mil hectares de cultivo de cana, com 11 milhões de toneladas processadas. A empresa também mantém 7 mil hectares como reserva florestal.

 

  1. SJC BIOENERGIA

Setor: bioenergia

Fundação: 2011, em Quirinópolis (GO)

Receita: R$ 1,75 bilhão

Principal executivo: Abel de Miranda Uchôa

 

A SJC Bioenergia nasceu como uma joint venture entre a multinacional americana Cargill e o grupo Usina São João, empresa fundada em 1944 no município de Araras (SP) e que pertence à família Ometto. A parceria tem gestão compartilhada de 50% para cada um dos sócios. O projeto, com duas unidades de produção em Goiás (uma no município de Cachoeira Dourada e outra em Quirinópolis), começou com capacidade para processar 3 milhões de toneladas de cana-de-açúcar. Hoje está em 11 milhões de toneladas por safra. Na safra encerrada (2019/2020), a produção foi de 600 milhões de litros de etanol e 300 mil toneladas de açúcar. Na cogeração de energia elétrica, a produção está em 650 mil MWh por ano.

 

  1. COPAGRIL

Setor: cooperativas

Fundação: 1970, em Cândido Rondon (PR)

Receita: R$ 1,74 bilhão

Principal executivo: Ricardo Sílvio Chapla

 

De 29 sócios fundadores, meio século depois a paranaense Copagril agrega em seus quadros 5.400 cooperados. Dedicada a dar suporte à criação e ao processamento de aves, suínos, leite e peixes, sua estrutura conta com um abatedouro, duas fábricas de rações, unidade de matrizes e ovos férteis, 22 lojas, 17 unidades de recebimento de grãos, das quais 14 são armazéns, mais supermercados, postos de gasolina, lojas de máquinas e implementos, centros de distribuição, transportadora e uma estação experimental. Além do Paraná, a Copagril atua fortemente no Mato Grosso do Sul, desde 2009. A exportação também está no foco da cooperativa. Em 2011, ela conseguiu a certificação British Retail Consortium (BRC) para aves, um passo importante no reconhecimento internacional de sua estrutura de abates.

 

  1. OLFAR

Setor: bioenergia

Fundação: 1988, em Erechim (RS)

Receita: R$ 1,67 bilhão

Principal executivo: José Carlos Weschenfelder

 

A Olfar, a maior empresa de origem no Alto Uruguai gaúcho, começou familiar para atender pequenos produtores da região e hoje atende 11 mil agricultores. Produz anualmente 378 milhões de litros de biodiesel, refina 54 mil toneladas de glicerina e esmaga em média 720 mil toneladas de soja. Além do grão, a matéria-prima também vem do óleo vegetal recuperado (OVR) e da gordura animal. São duas unidades, uma em Erechim (RS) e outra em Porto Real (RJ). O mais recente investimento ocorre no estado de Goiás, em Porangatu, na construção de mais uma usina. Do total de R$ 250 milhões previstos no parque industrial, R$ 90 milhões já foram efetivados para colocar a unidade em funcionamento.

 

  1. USINA COLOMBO

Setor: bioenergia

Fundação: 1979, em Ariranha (SP)

Receita: R$ 1,65 bilhão

Principal executivo: Sérgio Augusto Colombo

 

A empresa nasceu de um engenho familiar, criado na década de 1940, até se estabelecer como grupo produtor de açúcar. São duas usinas e uma marca comercial forte no varejo: a Açúcar Caravelas para produtos diversificados, como o demerara, entre outros. Mas manteve, também, a marca Colombo. Na safra 2019/2020, a companhia bateu seu recorde histórico. A moagem foi de 8,9 milhões de toneladas de cana-de-açúcar. Além disso, na cogeração de energia, a capacidade de exportação para a rede é de cerca de 505 MWh. Neste ano, a empresa passou por uma grande mudança em sua organização, separando operações como terras, produção e energia elétrica, visando a abertura de capital com oferta pública inicial de ações (IPO) em até cinco anos.

 

  1. SÃO SALVADOR ALIMENTOS

Setor: proteína animal

Fundação: 1973, em Itaberaí (GO)

Receita: R$ 1,58 bilhão

Principal executivo: José Carlos Garrote de Souza

 

A São Salvador Alimentos, que nasceu de uma pequena granja de frangos, é dona de duas marcas: SuperFrango e Boua. A primeira para o comércio de carne em diversas formas, entre congelados e pratos semiprontos, a partir da produção, corte e distribuição de aves. A outra serve a produtos divididos em categorias, como vegetais congelados, lácteos, embutidos, defumados, hambúrgueres, cortes suínos e peixes. Além da industrialização, a empresa mantém unidades de produção de ovos férteis, matrizes, ração animal e armazéns de grãos. Atua no mercado interno e exporta para 65 países da África, América Central, Europa e Ásia, com foco na demanda chinesa. O abate diário de aves é de cerca de 350 mil, com meta de ir além de 500 mil a partir de recentes investimentos projetados em R$ 455 milhões.

 

  1. EUCATEX

Setor: celulose, madeira e papel

Fundação: 1951, em São Paulo (SP)

Receita: R$ 1,56 bilhão

Principal executivo: Flávio Maluf

 

O grupo exporta para 40 países, além de atuar no mercado interno, com seis fábricas localizadas em Botucatu e Salto (SP) e Cabo de Santo Agostinho (PE). Processa, a partir de floresta plantada de eucalipto, produtos como pisos, divisórias, portas, painéis, chapas de fibras de madeira e tintas e vernizes. As florestas ocupam uma área de cerca de 52,5 mil hectares, distribuídos em 82 fazendas entre próprias, arrendadas e de agricultores parceiros. Dessa área sai 1 milhão de metros cúbicos de madeira processada por ano. As certificações vão do manejo florestal e ambiental a específicas, entre elas a California Air Resources Board (Carb), exigida por países como Estados Unidos e Canadá.

 

  1. ALIBEM ALIMENTOS

Setor: proteína animal

Fundação: 2000, em Santo Ângelo (RS)

Receita: R$ 1,52 bilhão

Principal executivo: José Roberto Goulart

 

A Alibem processa carnes suína e bovina em duas unidades industriais, além de distribuir pescados e batatas. No caso dos suínos, a criação é no Rio Grande do Sul, totalmente própria e verticalizada, com 800 pequenos produtores em sistema integrado. Além do mercado interno, a empresa exporta para cerca de 40 países. A unidade de bovinos está em Rondonópolis (MT) e também exporta. Faz parte do grupo de 37 frigoríficos do país habilitados a exportar para a China. Sua mais recente investida é o processamento de mel. Com R$ 5 milhões gastos em uma indústria de beneficiamento, a Alibem vai receber mel de 54 municípios da região de Porto Mauá (RS), com toda a produção destinada à Europa e Ásia.

 

  1. I.RIEDI GRÃOS E INSUMOS

Setor: grãos, insumos e produção de sementes

Fundação: 1955, em Palotina (PR)

Receita: R$ 1,51 bilhão

Principal executivo: Wanda Inês Riedi

 

No início deste ano, o grupo I.Riedi, empresa paranaense que atua há cerca de 60 anos no setor de grãos e cereais, insumos, sementes e comércio de produtos, transporte, consórcios e seguros, adquiriu a maior parte dos ativos do Moinho Iguaçu, que pertencia ao grupo fundador Cavalca. Com isso, tornou-se uma das maiores cerealistas paranaenses. O negócio com valor não revelado envolveu 18 unidades de recebimento de grãos e distribuição de insumos, sendo 11 próprias e sete alugadas. O pacote inclui as marcas Moinho Iguaçu e Sementes Amizade. Com sede em Cascavel (PR), o grupo I.Riedi atua em 90 municípios, inclusive no Mato Grosso do Sul. A originação ultrapassa 2,5 milhões de toneladas de soja, milho e trigo, colhidos em cerca de 500 mil hectares.

 

  1. VERACEL CELULOSE

Setor: celulose, madeira e papel

Fundação: 1991, em Eunápolis (BA)

Receita: R$ 1,47 bilhão

Principal executivo: Andreas Birmoser

 

A multinacional Veracel nasceu da união entre a brasileira Suzano e a finlandesa Stora Enso. Localizada em Eunápolis, no sul da Bahia, a empresa atua em 11 municípios, em uma área de 223,8 mil hectares. Desse total, 87,9 mil são de florestas comerciais de eucalipto. A produção média anual é de 1,1 milhão de toneladas de celulose. De 2015 a 2019 foram 15 milhões de toneladas, a maior parte exportada. A empresa gera 3.191 empregos diretos e indiretos.

 

  1. VIBRA AGROINDUSTRIAL

Setor: proteína animal

Fundação: 1934, em Montenegro (RS)

Receita: R$ 1,45 bilhão

Principal executivo: Gerson Luís Müller

 

A Vibra, composta por 14 unidades no Paraná, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, onde nasceu, atua na verticalizada cadeia de produção de aves. São 150 produtos, entre cortes e processados, destinados ao mercado interno com as marcas Nat e Avia, e mais outros 50 países para os quais exporta. No início deste ano, o grupo familiar vendeu à americana Tyson Foods a participação de 40% da divisão de alimentos da companhia. Para a americana, que exportava apenas a partir de seu país, a Vibra Agroindustrial significa diversidade para atuar na Ásia, Europa e Oriente Médio. Desde 1997, a empresa controlada pelas famílias que criaram a Frangosul era parceira da Cobb, subsidiária da Tyson no segmento de genética avícola.

 

  1. FRISA

Setor: proteína animal

Fundação: 1968, em Colatina (ES)

Receita: R$ 1,38 bilhão

Principal executivo: Arthur Arpini Coutinho

 

O Frigorífico Rio Doce, ou Frisa, que abate exclusivamente bovinos, possui unidades em Colatina (ES), onde está a sede, além de Nanuque (MG), Teixeira de Freitas (BA) e um Centro de Distribuição em Niterói (RJ). A capacidade de abate é de 1.600 bovinos por dia, com um mix de cerca de 100 cortes embalados para o consumo e para venda a food services. Além do mercado interno, a empresa exporta para cerca de 60 países, inclusive para os mercados da China e EUA. A Frisa foi uma das indústrias pioneiras a exportar carne do Brasil, ainda na década de 1970, para a Grécia. A indústria segue na mão de seus fundadores, depois de um processo de intenção de compra por parte da Minerva Foods, desfeito em novembro deste ano.

 

  1. ARROZ BREJEIRO

Setor: grãos e óleos

Fundação: 1944, em Orlândia (SP)

Receita: R$ 1,27 bilhão

Principal executivo: Eduardo Define

 

De capital nacional, a companhia nasceu como uma cerealista – foi a primeira do país a empacotar arroz e colocar o produto diretamente em supermercados. Diversificou-se e incluiu outros produtos em seu portfólio, como soja (sementes, proteína, farelo e farinha), além de óleos e gorduras vegetais. Também passou a vender biodiesel a partir de 2011, com o Selo Combustível Social, destinado a produtores que promovem a agricultura familiar. Hoje a Brejeiro conta com três unidades de esmagamento de soja (uma no interior de São Paulo e duas em Goiás), mais três beneficiadoras de sementes (em São Paulo, Minas e Goiás), duas beneficiadoras de arroz no Rio Grande do Sul e dez armazéns para receber os produtos diretamente dos agricultores parceiros.

 

  1. PAMPLONA ALIMENTOS

Setor: proteína animal

Fundação: 1948, em Agronômica (SC)

Receita: R$ 1,25 bilhão

Principal executivo: Irani Pamplona Peters

 

A empresa que começou como um açougue hoje é uma companhia que abate e comercializa suínos para o mercado nacional e também para exportação. No mercado interno, os produtos são destinados a food service, varejo e lojas próprias. Na exportação, que começou em 1996, o grande cliente dos últimos anos tem sido a China. São dois frigoríficos para abate de suínos, com mais de uma centena de preparações, entre curados, linguiças, presuntaria, fatiados, defumados, banha, salgados e cortes congelados in natura. Também foram desenvolvidas linhas para festas, sabores diversos e incorporada a carne bovina no portfólio, também em diversos produtos para varejo e food service. Com foco na diversidade, o mais recente investimento, da ordem de R$ 100 milhões, foi na ampliação de uma das fábricas.

 

  1. JOSAPAR

Setor: grãos e óleos

Fundação: 1922, em Pelotas (RS)

Receita: R$ 1,24 bilhão

Principal executivo: Luciano Adures de Oliveira

 

Com valor de mercado de quase R$ 400 milhões para os últimos 12 meses, a gaúcha Joaquim Oliveira Participações tem como sua principal porta-bandeira a marca de arroz Tio João, a mais conhecida do varejo brasileiro. Além de arroz, a empresa também produz, industrializa, pesquisa e vende feijão, soja e azeite de oliva, bem como sementes e fertilizantes. Hoje possui um portfólio que inclui marcas como Meu Biju, SupraSoy e SoyMais. Além de ser uma das maiores fornecedoras para o varejo em seu segmento, exporta para cerca de 50 países. Pioneira em vários lançamentos de produtos, no ano passado a Josapar inovou: desenvolveu e lançou o primeiro canal de e-commerce de arroz do Brasil.

 

  1. EMBARÉ INDÚSTRIAS ALIMENTÍCIAS

Setor: laticínios

Fundação: 1935, em Taubaté (SP)

Receita: R$ 1,22 bilhão

Principal executivo: Alexandre Antunes

 

A produção quase artesanal de doces de leite e de frutas, geleias e sopas de legumes foi o início de um complexo que depois incorporou manteiga, leite e caramelos. O leite longa vida da Embaré chegou somente em 2011, depois de um pesado investimento no laticínio. Depois disso vieram produtos como o leite zero lactose, creme de leite, requeijões, bebidas lácteas e os queijos. A Embaré tornou-se uma das maiores empresas do segmento de lácteos no país. A capacidade de processamento diário é da ordem de 2,8 milhões de litros de leite in natura, sendo a principal unidade a de Lagoa da Prata (MG). Cerca de 2 mil pecuaristas entregam suas produções a ela. Para manter a parceria, a empresa mantém vários programas de incentivo, entre eles o de melhoramento genético, recria de fêmeas, capacitação e compra de insumos.

 

  1. FERTILIZANTES HERINGER

Setor: fertilizantes, insumos e sementes

Fundação: 1968, em Manhuaçu (MG)

Receita: R$ 1,21 bilhão

Principal executivo: Dalton Carlos Heringer

 

Com sede no Espírito Santo, a Heringer conta com 19 unidades de produção, comercialização e distribuição de fertilizantes. Está entre as maiores do setor. De estrutura familiar, a partir de 2007 abriu seu capital no Novo Mercado da BM&FBovespa, hoje B3. A empresa cresceu junto com o agronegócio. Passou de uma misturadora de fertilizante básico, o NPK, para um complexo de fertilizantes especiais e formulados. A empresa mantém três centros próprios de pesquisa, um para café, outro para pastagens e um terceiro para desenvolvimento de novas técnicas agrícolas, no qual ocorre uma série de eventos visando a difusão de conhecimento. É dona, também, de um laboratório em Paulínia (SP), com capacidade de cerca de 900 análises químicas por dia, entre macronutrientes primários, secundários e micronutrientes.

 

  1. CERRADINHO

Setor: bioenergia

Fundação: 1973, em Catanduva (SP)

Receita: R$ 1,21 bilhão

Principal executivo: Luciano Sanches Fernandes

 

A Cerradinho, uma holding da família Sanches Fernandes, atua no setor de bioenergia, como atividade principal. As matérias-primas são a cana-de-açúcar e o milho. Na safra de cana 2019/2020, a empresa marcou um recorde na moagem: 5,2 milhões de toneladas, 9,3% acima da safra anterior. A produção foi de 430 milhões de litros de etanol e 458,7 mil MWh de energia gerada para a rede. Na moagem do milho, uma atividade nova no grupo, foram processadas 571 mil toneladas do cereal, outro recorde ante o ano anterior com 170 mil toneladas do grão. A produção foi de 243 milhões de litros de etanol, 172 mil toneladas de DDG, coproduto destinado à ração animal, mais 7 mil toneladas de óleo.

 

  1. GRUPO BAZAN

Setor: bioenergia

Fundação: 1942, em Pontal (SP)

Receita: R$ 1,20 bilhão

Principal executivo: Angelo José Bazan

 

O Bazan é um dos grupos mais tradicionais do setor de bioenergia no país, com suas duas usinas de processamento de cana-de-açúcar no interior paulista, uma no município de Pontal e outra em Bela Vista. A capacidade de processamento diário é de 2 milhões de litros de etanol anidro e 1,72 milhão de litros de etanol hidratado. A empresa faz parte do grupo de usinas sucroalcooleiras de médio porte que, com administrações familiares, têm enfrentado um mercado competitivo e instável. Em 2019, um dos fatores que mais impactaram para o resultado positivo do grupo, de 4,8% no ano, foi a diminuição dos custos administrativos e das despesas financeiras, mantendo um baixo nível de endividamento, receita seguida à risca na história da empresa.

 

  1. GRUPO BALBO

Setor: bioenergia

Fundação: 1956, em Sertãozinho (SP)

Receita: R$ 1,16 bilhão

Principal executivo: Clésio Antonio Balbo

 

Com três usinas de cana-de-açúcar, produz etanol, açúcar e leveduras para os mercados interno e externo. A capacidade de moagem é de 7 milhões de toneladas de cana por safra. Sua marca mais conhecida é o açúcar orgânico Native, um projeto pensado em 1987 e que na época exigiu investimento da ordem de US$ 25 milhões. A marca foi lançada no ano 2000. Hoje a linha inclui também achocolatado, azeite, bebidas e cafés, cereais, cookies e massas. O grupo tornou-se o maior produtor global de açúcar e álcool orgânicos, exportando para cerca de 60 países. Para atuar com produtos diferenciados, a empresa alcançou 21 certificações internacionais, entre orgânicas, de responsabilidade social, fair trade e industriais.

 

  1. MACROFÉRTIL

Setor: fertilizantes, insumos e sementes

Fundação: 1982, em Curitiba (PR)

Receita: R$ 1,12 bilhão

Principal executivo: n/d

 

A Macrofértil, com sede em Ponta Grossa (PR), pertence à multinacional francesa Louis Dreyfus Commodities (LDC) desde 2011, permanecendo como uma sociedade anônima fechada. A processadora e distribuidora de fertilizantes foi o caminho para a LDC ingressar na operação de ativos industriais desse segmento. Ao ser adquirida, a empresa atuava em seis estados e tinha a capacidade de processar 1,8 milhão de toneladas de fertilizantes por ano. Após a aquisição, a capacidade de processamento cresceu para mais de 2,5 milhões de toneladas por ano, e a abrangência das atividades avançou para 12 estados.

 

  1. IPIRANGA AGROINDUSTRIAL

Setor: bioenergia

Fundação: 1945, em Serrana (SP)

Receita: R$ 1,10 bilhão

Principal executivo: Leopoldo Tittoto

 

Com três usinas no interior paulista, nos municípios de Descalvado, Iacanga e Mococa, a Ipiranga Agroindustrial tem capacidade para moer 6,6 milhões de toneladas de cana-de-açúcar e produzir 400 milhões de litros de etanol, 230 mil toneladas de açúcar e gerar 155 mil MWh de energia elétrica. A empresa também faz parte do grupo das tradicionais sucroalcooleiras administradas pelas famílias fundadoras que resistiram ao movimento de aquisição das multinacionais. Para fazer frente ao mercado, a Ipiranga tornou-se sócia da Copersucar, cooperativa de comercialização de açúcar e etanol no país, uma gigante na área. Do mercado global de açúcar, a Copersucar detém 12%, de um volume estimado de 58 milhões de toneladas anuais.

 

  1. BETTER BEEF

Setor: proteína animal

Fundação: 2003, em Rancharia (SP)

Receita: R$ 1,1 bilhão

Principal executivo: n/d

 

O Frigorífico Better Beef foi fundado em 2003 na cidade de Rancharia (SP), onde mantém sua unidade industrial. A empresa possui também uma rede de casas de carnes em Rancharia e em Presidente Prudente, o maior centro empresarial do oeste paulista. Em 2019, foi um dos oito frigoríficos habilitados pela Saudi Food and Drug Authority (SFDA), autoridade sanitária da Arábia Saudita, para exportar carne para o país árabe.

 

  1. USINA SANTA ISABEL

Setor: bioenergia

Fundação: 1977, em Novo Horizonte (SP)

Receita: R$ 1,1 bilhão

Principal executivo: Alcides Graciano

 

A Usina Santa Isabel nasceu como uma pequena destilaria de aguardente, fundada pelos irmãos Alcides e Antônio Graciano, pequenos agricultores do município de Novo Horizonte. Seis anos após sua fundação, em 1983, a Santa Isabel começou a produzir álcool combustível. Quinze anos mais tarde, com a instalação da fábrica de açúcar, iniciou a produção de açúcar VHP e açúcar cristal e, dois anos depois, a produção de álcool anidro, visando o aumento da demanda para adição à gasolina. Em 2006 foi inaugurada a Unidade II, instalada no município de Mendonça (SP). Atualmente, a empresa produz aproximadamente 9 milhões de sacas de açúcar VHP e cristal por ano, que são distribuídos para o mercado industrial e para o varejo no Brasil, além de outros 20 países.

  1. BEM BRASIL ALIMENTOS

Setor: moinhos e massas

Fundação: 2006, em Araxá (MG)

Receita: R$ 1,0 bilhão

Principal executivo: João Emílio Rocheto

A família mineira Rocheto iniciou o cultivo de batatas em larga escala nos anos 1940, em Minas Gerais. Em 2006 foi colocada em prática a ideia de desenvolver uma fábrica para pré-processar as batatas, seguindo exemplos internacionais. A Bem Brasil foi a primeira indústria de processamento de batatas 100% nacional. Em 2017 foi inaugurada a segunda unidade, em Perdizes (MG). A estrutura permite o processamento de 250 mil toneladas por ano de batata pré-frita congelada e emprega 600 pessoas. Atualmente, além das batatas pré-fritas e congeladas, a empresa produz purê de batata, anéis de cebola, mandioca, polenta e tilápia. A produção é destinada a redes de varejo e ao segmento de food service.

  1. LATICÍNIOS JUSSARA

Setor: laticínios

Fundação: 1954, em Franca (SP)

Receita: R$ 1,0 bilhão

Principal executivo: Odorico Alexandre Barbosa

A Laticínios Jussara foi fundada pelo médico Amélio Rosa Barbosa e permanece sob o controle e a administração da família fundadora. A companhia foi uma das primeiras do estado de São Paulo a vender leite pasteurizado, ainda na década de 1950, e a distribuir o produto nos saquinhos plásticos, na época mais econômicos do que as garrafas de vidro. Em 1998, a companhia inaugurou sua unidade em Patrocínio Paulista, no oeste paulista. Tem 25 postos de captação de leite em São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraná e Goiás, que recebem leite de 4 mil produtores rurais. A Jussara é a líder na venda de leite UHT, conhecido como longa vida, no estado de São Paulo, e a quinta colocada no mercado nacional.

Reportagem publicada na edição 82, lançada em dezembro de 2020.

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