A Justiça do Rio de Janeiro condenou o ex-anestesista Giovanni Quintella Bezerra a 30 anos de prisão, em regime fechado, por estupro de vulnerável contra duas mulheres na sala de parto. O agressor também foi condenado a pagar R$ 50 mil reais de indenização por danos morais a cada uma das vítimas.
O crime aconteceu em julho de 2022, no Hospital da Mulher Heloneida Studart, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense. No mesmo dia, Giovanni foi flagrado em filmagem abusando de duas pacientes sedadas em trabalho de parto.
No dia do crime, a equipe de Enfermagem do hospital desconfiou da atitude do ex-médico anestesista, que aplicava mais sedativos do que o necessário para um parto cesárea, deixando as mulheres desacordadas, e, por isso, colocou um celular para filmá-lo.
“Nossa Enfermagem foi a responsável pela denúncia. Inicialmente, os profissionais denunciantes foram desacreditados pelo advogado do criminoso. Mas as evidências eram inquestionáveis e se fez a Justiça. A segurança dos pacientes passa por nossa coragem e vigilância”, considera a deputada estadual e presidente do Conselho Regional de Enfermagem do Rio de Janeiro (Coren-RJ), Lilian Behring.
O responsável direto pelo flagrante foi o Técnico de Enfermagem Davi de Freitas Silva. Em 2024, ele foi reconhecido pelo Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) com o Prêmio Anna Nery, a maior honraria da profissão, por sua bravura, coragem e ação. “Meu papel, como técnico de Enfermagem, é ser um filtro, prestar assistência com excelência, acolher e proteger, assegurando a segurança dos pacientes em todos os aspectos. Este reconhecimento me emociona, pois representa humanidade, coragem e justiça”, enfatiza o profissional.
Fonte: Ascom/Cofen, com informações da AB
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