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Sexta-feira, 23 de Janeiro de 2026

Policial

Motéis, investigações e extorsões: grupo que flagrava traições fez mais de dez vítima no RS

“Operação Segredo de Alcova” desmonta grupo que flagrava traições e extorquia clientes de motéis; presidiário de 32 anos liderava a quadrilha

Benê Barbosa
Por Benê Barbosa
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Motéis, investigações e extorsões: grupo que flagrava traições fez mais de dez vítima no RS
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Um grupo que flagrava traições e extorquia clientes de motéis em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, foi preso na “Operação Segredo de Alcova” da Polícia Civil, nesta terça-feira (26).

A ofensiva mobilizou mais de 30 policiais e resultou mandados de busca e apreensão em Eldorado do Sul e Charqueadas, com cinco prisões efetuadas.

 De acordo com o delegado João Vitor Herédia, uma mulher de 27 anos exercia papel central nos golpes fora do sistema prisional. Ela monitorava e fotografava veículos próximos aos motéis e, posteriormente, entrava em contato com as vítimas exigindo pagamentos para não expor a situação.

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O grupo que flagrava traições era chefiado por um detento de 32 anos, preso em Charqueadas desde 2016. O homem possui longa ficha criminal, incluindo passagens por homicídio doloso, extorsão, estelionato, roubo de veículo e porte ilegal de arma de uso restrito.

De dentro da prisão, o homem realizava consultas de dados dos automóveis e dos proprietários para orientar as ações criminosas, segundo informações da Polícia Civil do Rio Grande do Sul.

A investigação também identificou um núcleo de três presos que dividiam a mesma cela em outra unidade de Charqueadas. O grupo que flagrava traições atuava em conjunto na execução das extorsões e já tinham passagens por tráfico de drogas, homicídio e roubo.

Até o momento, as autoridades confirmaram a existência de pelo menos dez vítimas. Cada uma sofreu prejuízos superiores a R$ 10 mil, enquanto o montante total solicitado pela quadrilha ultrapassa R$ 21 mil.

Segundo o delegado João Vitor Herédia, o nome “Segredo de Alcova” remete ao termo utilizado para designar quartos ou recantos íntimos, ligados à vida privada e a relações amorosas. “A expressão é clássica na literatura e no jornalismo, sempre relacionada a segredos íntimos ou revelações”, afirmou o policial.

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