www.hojeamazonia.com.br

OPÇÕES
Logo
Sábado, 27 de fevereiro de 2021
Publicidade
Publicidade

Geral

“Novinhas” na internet – O golpe que nenhuma vítima denuncia

Pedido de amizade no facebok é o começo  da trama  que deixa vítimas em situação complicada

Publicidade
Publicidade
Imagem de capa
A-
A+
Use este espaço apenas para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.
enviando

Quem já “caiu” no golpe das “novinhas” na internet fica numa situação tão embaraçosa que não conta  ao melhor amigo e nem  pensa em procurar as autoridades. Ao aceitar pedido de amizade de garotas bem jovens, o indíviduo rapidamente se vê num jogo sexual que pode até dificultar o discernimento.

               Um pequeno comerciante de Porto Velho, que vamos chamaremos pelo fictício nome de Batista, revelou ao editor do www.hojeamazonia.com.br como se deixou envolver num episódio  que, aos olhos da sociedade, o transforma em potencial pedófilo. Batista conta que no ultimo final de semana, por volta das 21h00, aceitou o pedido de amizade de uma jovem e apesar de ter observado que no perfil dela não havia registros antigos e nem amigos, não suspeitou de nada.

 A garota pediu o contato no whats e imediatamente enviou uma  foto onde aparecia praticamente nua.  A sessão de “sexo virtual”  foi esquentando e a garota  pediu que o distraído Batista também lhe enviasse foto no mesmo estilo. “Ela insistiu tanto que acabei mandando”, confessa ele.

A “brincadeira” durou pouco tempo e no dia seguinte ele diz que nem se lembrava do ocorrido quando recebeu a ligação de um homem que se identificou como pai da garota e devolveu as fotos que ele havia enviado na noite anterior.  Revoltado, o  “pai da garota”  prometeu que o denunciaria e desligou. No final da tarde o comerciante  recebeu outra ligação e desse vez o interlocutor se identificou como advogado da família da  jovem  que supostamente  teria sido vítima.

Entretanto, o advogado argumentou que não pretendia causar problemas, desde que chegassem a um “acordo.” Chantageado, Batista então percebeu que poderia estar nas mãos de uma quadrilha e reagiu. “Eu disse ao tal advogado que podia procurar a Polícia, que estaria esperando a intimação e desliguei. Nunca mais me perturbaram”, conta ele, afirmando que optou por correr o risco de ser acusado de pedofilia do que ser extorquido. “Também não registrei ocorrência da Delegacia de Policia porque não tinha como provar nada e seria confundido com um pedófilo”, lamenta Batista.

               O código de área das ligações recebidas era do Rio Grande do Sul e na internet não havia mais vestígio da inocente garota, mas foi possível identificar cinco perfis vazios de jovens na região de Porto Alegre. Golpes como o falso seqüestro geralmente tem origem dentro dos presídios e como Batista não conversou com a garota através de chamada de voz, ele acha que era um homem que lhe induziu, usando fotos de uma possível cúmplice.

               Batista disse que resolveu revelar o episódio para alertar as pessoas acerca dos perigos escondidos nas redes sociais. Constrangido por não ter resistido ao assédio da garota, Batista garante que melhor é manter distância das “novinhas da internet.”

              

 

Comentários:

Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade