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Domingo, 18 de abril de 2021
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Economia

O custo da pandemia – É preciso tributar os ricos para socorrer os pobres.

“ Milionários precisam ser estimulados a contribuir no pagamento dessa conta, que não deve ser ficar “pendurada “ para as futuras gerações.

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Em recente entrevista concedida ao jornal A FOLHA o economista Ricardo Paes de Barros, respeitado por seus estudos pioneiros sobre pobreza e desigualdade de renda, afirmou que o Brasil terá problemas se nada for feito em relação a disparidade de poderio econômico entre os mais velhos e crianças. Para o mestre em estatística e doutor em economia o Brasil lida bem com crises, mas espera o problema enraizar, quando devia agir preventivamente.

               Hoje o governo gasta seis vezes mais com idosos do que com crianças, adolescentes e jovens, da mesma forma que gasta muito mais para manter criminosos encarcerados do que crianças na escola. A pandemia deixou claro que é preciso cobrar mais impostos dos ricos, inclusive dos idosos endinheirados, para ajudar a cobrir o “rombo” nas contas pública, que beira 700 bilhões e pode até triplicar se a pandemia perdurar mais um ano.

               Dez brasileiros e brasileiras, segundo a revista Forbes, possuem, juntos, mais de 470 bilhões de reais e metade deles tem mais de 70 anos. No cuidado em proteger os mais frágeis, os idosos foram os primeiros a serem atendidos. As crianças, presumivelmente imunes ao Covid-19, praticamente não influenciaram nos gastos públicos. Essa conta, no entanto, é um caixote que não fechará nem com pregos e martelos, a não ser que atitudes políticas decisivas sejam adotadas com urgência.

               Conforme estudos da Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital ( Fenafisco) no Brasil existem 206 milionários com fortuna de mais de R$ 1,2 trilhão. Eles pagam proporcionalmente menos impostos que a classe média e os pobres. Se taxasse o patrimônio trilionário dessas famílias em 1%, seria possível arrecadar R$ 80 bilhões. E não podemos deixar que observar que os detentores de grandes fortunas  tem idade entre 65 e 80 anos, sendo raros os que estão na faixa dos 40.

               O Brasil gastou, em poucos meses, o equivalente a dez anos de Bolsa Família no necessário auxilio emergencial. E não podemos deixar que nossos netos e bisnetos paguem a conta dessa geração, sobretudo porque a pobreza entre crianças é um terço maior que entre idosos. Enquanto a Constituição diz que a criança é prioridade em qualquer situação, os subsídios direcionados aos idosos é seis vezes maior e está coberto de razão  o economista Paes de Barros quando afirma que deveríamos lutar para que a pobreza entre idosos fosse igual a pobreza entre trabalhadores.

               Mesmo com a reforma da previdência, que ainda tem uma infinidade de adendos para serem regulamentados, o problema cresce porque o Brasil está se transformando num país cuja maioria, em breve, será de idosos. Vinte, trinta anos atrás, um casal tinha sete, oito, até dez filhos. Hoje, os casais tem, quando muito, três filhos.  É preciso cada vez mais pessoas produzindo para gerar meios de custear aposentadorias, inflando uma bolha que mais dia menos dia explodirá.

               Pertinente esclarecer que não estamos defendendo tributação daqueles que trabalharam a vida toda e hoje recebem salário mínimo. Estamos falando daquele cidadão que tem 75, 80 anos e milhões de reais que dificilmente terá onde gastar e, pior, talvez nem tempo. Nós pensamos em nossos netos, mas além de pensar é preciso agir.

E não existe outro jeito: É preciso tributar os ricos para socorrer os pobres, sem desconsiderar que muitos empresários no Brasil e aqui em Rondônia fizeram e fazem vultuosas contribuições, preferindo se manter no anonimato. Se agregarmos a essa  tributação o fim do desperdício de dinheiro público em todos os poderes e manter vigilância para assegurar gestão transparente e sem corrupção, a conta fecha.

“ Não adianta dizer EU AMO A DEUS, mas não ama o próximo.“ Tudo é vaidade. Quando partimos dessa terra não levaremos nenhum patrimônio. Apenas a Fé em Jesus Cristo e as boas obras ao próximo.

Luiz Cláudio da Agricultura

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