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Sábado, 12 de junho de 2021
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Ciência & Tecnologia

Pelo menos 16.500 pessoas receberam doses de vacinas diferentes no Brasil

Da CoronaVac e da AstraZeneca =Eficácia e segurança desconhecidas

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A troca de doses contraria a recomendação de aplicação do Ministério da Saúde e pode comprometer a proteção contra o vírus

Pelo menos 16.500 pessoas tomaram a 1ª dose da vacina contra a covid-19 de um fabricante e a 2ª dose de outra no Brasil. A troca entre doses da CoronaVac e da AstraZeneca, ou vice-versa, está registrada no Datasus, sistema de informações do Ministério da Saúde. O levantamento foi feito pelo jornal Folha de S.Paulo.

Foram 14.791 pessoas que tomaram a 1ª dose da vacina da AstraZeneca e depois receberam a 2ª dose da CoronaVac. Em outras 1.735 pessoas, a situação foi a inversa: primeiro a vacina da CoronaVac e depois a da AstraZeneca. As trocas aconteceram principalmente na vacinação de profissionais de saúde: 7 em cada 10 das situações.

Não há estudos que atestem qual é a eficácia da imunização se os fabricantes são diferentes, ou seja, se a pessoa está realmente protegida. Também não é possível saber qual é a segurança da mistura dos 2 imunizantes no corpo humano. A recomendação do Ministério da Saúde é que uma pessoa receba as duas doses do mesmo fabricante.

As vacinas têm recomendações de uso diferentes, assim como tecnologias de fabricação. O Instituto Butantan indica que a 2ª dose da CoronaVac seja aplicada até 28 dias após a 1ª. Já a da AstraZeneca, em 3 meses, de acordo com a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz).

O imunizante do Butantan usa uma tecnologia de vírus inativado, que faz com que o corpo reconheça o coronavírus e crie anticorpos para se proteger. A vacina da Fiocruz é do tipo vetor viral não replicante, ou seja, usa um tipo de vírus que consegue infectar células humanas, mas que não consegue infectar mais de uma célula. Com isso, o corpo consegue identificar o intruso e se defender. Não se sabe se uma pessoa que tomou uma dose de cada vacina pode ter reações adversas.

O levantamento considerou as 3,5 milhões de pessoas que foram vacinadas no 1º mês da campanha e tomaram a 2ª dose até 8 de abril. O erro foi registrado em quase todos os Estados do país, com exceção do Acre e do Rio Grande do Norte. São Paulo foi o Estado com o maior número de ocorrências: 4.471.

O governo de São Paulo afirmou à Folha que a aplicação da vacina é de responsabilidade das prefeituras. Os dados do Datasus são preenchidos pelos postos de saúde das cidades. Erros na imunização precisam ser notificados às autoridades de saúde.

Entre as capitais, a do Rio de Janeiro foi a que teve mais trocas: 1.136 registros. A Secretaria de Estado de Saúde do Rio disse à Folha que não recebeu nenhuma notificação sobre troca de doses na campanha contra a covid-19. Goiânia e Brasília também tiveram um alto número de erros registrados: 667 e 520 casos, respectivamente.

Em nota à Folha, o Ministério da Saúde afirmou que foi notificado sobre 481 aplicações de doses de fabricantes diferentes das vacinas da covid-19. “A pasta esclarece que cabe aos Estados e municípios o acompanhamento e monitoramento de possíveis eventos adversos a essas pessoas por, no mínimo, 30 dias.

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