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Quarta-feira, 22 de Abril de 2026

Ciência & Tecnologia

Pesquisa brasileira que fez seis paraplégicos voltar a andar tem formato de cruz

Apesar da explicação científica da pesquisadora, as reações do público foram diversas, enquanto alguns viram apenas biologia outros enxergaram na imagem da proteína simbolismo e fé

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Por Hoje Amazônia
Pesquisa brasileira que fez seis paraplégicos voltar a andar tem formato de cruz
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Na semana passada, o mundo ficou sabendo que a cientista brasileira Tatiana Sampaio, após mais de 25 anos de pesquisa, descobriu que uma proteína essencial para o corpo humano, extraída da polilaminina, responsável por organizar, sustentar e manter as células unidas, foi testada com sucesso em pacientes tetraplégicos e que seis deles conseguiram voltar a andar.

Um vídeo que circula nas redes sociais nos últimos dias tem despertado curiosidade, admiração e reflexão. Numa entrevista, a pesquisadora explica à jornalista como é a estrutura da polilaminina: a proteína tem formato de uma cruz.

A polilaminina está localizada na base das células e é fundamental para que os tecidos do corpo se mantenham organizados. Sem ela, a estrutura celular não funciona corretamente. Apesar da explicação científica da pesquisadora, as reações do público foram diversas: enquanto alguns viram apenas biologia, outros enxergaram na imagem da proteína simbolismo e fé.

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Na neurociência, a laminina é reconhecida como uma molécula orientadora: ela atua como um substrato de crescimento, guiando axônios e neurônios durante o desenvolvimento e em processo de regeneração.

A laminina é uma glicoproteína fundamental da matriz extracelular, especialmente da membrana basal, estrutura que sustenta, organiza e ancora as células nos tecidos.

Ela desempenha um papel central na adesão celular, diferenciação, migração e sobrevivência das células, sendo indispensável para o funcionamento de músculos, nervos, vasos sanguíneos e órgãos.

Estruturalmente, quando analisada por microscopia eletrônica, a laminina apresenta um formato cruciforme, o que permite múltiplos pontos simultâneos de ligação com receptores celulares e outras proteínas da matriz.

A partir desse conhecimento, a neurocientista brasileira Tatiana Sampaio desenvolveu e estudou a polilaminina, uma forma organizada da laminina capaz de recriar um microambiente favorável à regeneração neural.

A polilaminina atua reorganizando a matriz extracelular ao redor da lesão, reduzindo barreiras ao crescimento nervoso e estimulando a reconexão de fibras neurais.

Os resultados conquistados pela equipe da pesquisadora brasileira apontam para um novo paradigma na medicina regenerativa: não apenas reparar o tecido, mas reprogramar o ambiente celular para permitir que o sistema nervoso volte a se organizar. A laminina, portanto, não é apenas estrutural, mas informacional. Ela orienta, conecta e sustenta a comunicação entre células.

A pesquisa com polilaminina coloca o Brasil em destaque na neurociência regenerativa e abre caminhos reais para terapias que antes eram consideradas impossíveis.

A ciência que explica tudo, vez ou outra, pode ser pega de surpresa. O mundo microscópico trouxe esperança para milhões de pessoas, em todo o mundo, que sofrem de paralisia, em formato de cruz. Para alguns, é só biologia; para outros, é um sinal de que existe algo maior do que a própria vida.

FONTE/CRÉDITOS: jornalopção.com.br
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