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Sábado, 21 de maio de 2022

Política

Raupp poder ser a grande surpresa nas eleições deste ano em Rondônia

Raupp é tido pelas lideranças municipais como um político conciliador e sua ausência no mandato tem sido sentida por prefeitos e vereadores

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Em ano eleitoral muita coisa pode acontecer até a data das convenções, que devem ocorrer entre 20 de julho e 05 de agosto. É nesse período que se consolidam as alianças partidárias e são definidos os nomes dos candidatos aos cargos de deputados, senador, governador e presidente. Qualquer coisa que se diz, ou se faz, antes dessa data pode não se concretizar, por isso, em nenhum cenário, pode-se apostar em favoritismo.

Em Rondônia, a construção das alianças e candidaturas estão sendo dadas como certas desde o fechamento da janela partidária, no início de abril. Mas as peças do tabuleiro da política continuam se movendo, e a volta do ex-senador Valdir Raupp (MDB) é contada como certa por seus aliados políticos, mas desta vez não é para disputar a vaga de senador, e sim de governador.

Sabemos que a polarização existe, embora não seja tão determinante para o resultado das urnas no Estado. Exemplo disso é que, se Ivo Cassol pudesse se candidatar poderia ser eleito em primeiro turno, com votos da esquerda e da direita. Outro político com liderança consolidada e, caso volte ao cenário político, mexeria completamente com a atual configuração é o ex-senador e ex-governador Valdir Raupp.

Como está construído o atual cenário?

Pelo que se desenha até agora, a direita tem dois postulantes:

Marcos Rocha (UB), com a máquina do governo na mão e buscando alianças com prefeitos através de ofertas de obras de asfaltamento e Marcos Rogério (PL), o Senador bolsonarista que apostou sua carreira política no posicionamento em defesa do presidente Jair Bolsonaro no Congresso, e tem como barganha eleitoral o partido (PL) e as bandeiras do presidente, como o agronegócio e o antipetismo.

Na ala mais progressista, também apelidada de “esquerda”, se destaca o nome do ex-governador Daniel Pereira (Solidariedade), com a defesa da candidatura do ex-presidente Lula. Também na busca de espaço nessa defesa de Lula está o ex-deputado federal Anselmo de Jesus (PT) e Vinicius Miguel (PSB).

Na disputa desatrelada de “esquerda” ou “direita” está o Deputado Federal Leo Moraes (Podemos), que aposta em sua independência e na aliança com o grupo Cassol.

“Fiel da balança”? o apoio mais disputado dessas eleições é da família Cassol, pretendido por todos os pré-candidatos, seja da ala bolsonarista ou lulista. Cassol foi governador no período em que Lula foi presidente e o Estado de Rondônia teve um salto no desenvolvimento. Em 2010 ele apoiou a eleição de Dilma. Mas atualmente tem se posicionado na ala bolsonarista.

Como será o cenário para governo de Rondônia se Raupp se candidatar?

Numa eventual candidatura do ex-senador Valdir Raupp ao governo, seus maiores aliados surgirão nos municípios. Desde o início de sua carreira política, Raupp sempre trabalhou para fortalecer os municípios, seja em seu mandato com o governador, (1994 a 1998) ou como senador em dois mandatos (2002 a 2018). É considerado pelas lideranças municipais como o político mais conciliador do Estado e sua ausência no mandato tem sido sentida por prefeitos e vereadores.

Além das lideranças municipais, Raupp poderá conquistar aliados de peso, como a família Cassol (PP), o PSDB e até o pré-candidato Leo Moraes (Podemos), além do próprio partido, o MDB, com o maior número de filiados em Rondônia e vários membros em mandatos de prefeitos, vereadores, deputados estaduais, um deputado federal e um senador.

A entrada de Raupp também mexe com a polarização. Os eleitores, tanto da ala bolsonarista quanto da ala lulista, terão opção de votos que foge do extremismo em Rondônia. Como não se sabe ainda o resultado da eleição presidencial, o eleitor de Rondônia quer um governador que possa transitar livremente em Brasília a partir de 2023, independente de quem seja o presidente.

Embora Raupp tenha anunciado sua saída da política após a derrota em 2018, para o senado, quando foi pego pela onda e estava com processos na justiça, nunca deixou de trabalhar, visitando e recebendo lideranças do Estado. Ele alegou que sua “missão está cumprida”, mas existem outras missões e, como líder, não vai “se parar de surdo” diante da aclamação de seus liderados. É sabido por todos do meio político que existe uma aclamação, vinda dos municípios, do seu partido e de partidos aliados, pela volta de Raupp, desta vez ao governo de Rondônia.

Fonte/Créditos: Coach

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