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Sexta-feira, 23 de Janeiro de 2026

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Segurança em parques nacionais reduz riscos, mas não os elimina

Após morte de menina no Parque Nacional da Serra Geral, ICMBio afirma não ter detectado falhas sistêmicas, enquanto especialistas discutem a gestão de riscos no turismo de aventura.

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Por Hoje Amazônia
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Segurança em parques nacionais reduz riscos, mas não os elimina
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A morte de uma menina de 11 anos no Cânion Fortaleza, dentro do Parque Nacional da Serra Geral, em Cambará do Sul (RS), acende um alerta para a segurança em unidades de conservação que oferecem turismo de aventura. A concessionária Urbia Cânions Verdes, responsável pelo Parque Nacional da Serra Geral e Aparados da Serra, declarou seguir um conjunto de políticas e protocolos de segurança, incluindo sinalização de trilhas e equipe de bombeiros civis. O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), por sua vez, informou que não detectou falhas sistêmicas na segurança ou sinalização, mas revisará e reforçará os procedimentos nos parques abertos à visitação.

Protocolos de Segurança e Ações do ICMBio

A Urbia Cânions Verdes destaca que os turistas são orientados sobre as práticas adequadas em trilhas e nas bordas dos cânions, com placas alertando sobre riscos e precauções. A empresa mantém uma equipe de segurança com bombeiros civis para emergências, e a contratação de guias de turismo registrados no Cadastur é opcional para as trilhas de nível médio e intermediário. Todas essas diretrizes fazem parte do Sistema de Gestão de Segurança no Parque Nacional da Serra Geral, um planejamento detalhado aprovado pelo ICMBio no Protocolo Operacional de Visitação (Prov).

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O Prov descreve horários de funcionamento, serviços, monitoramento de visitas, restrições e todos os componentes de segurança, como sinalização e guarda-corpo, que devem ser aprovados pelo ICMBio. O órgão atua como gestor e fiscalizador dos contratos de concessão, avaliando a viabilidade das atividades e equipamentos. Apesar do incidente, o ICMBio reforçou seu compromisso em revisar e, se necessário, reforçar a segurança nos parques nacionais.

Riscos Inherentes ao Turismo de Aventura e Normas de Segurança

Luiz Del Vigna, diretor executivo da Associação Brasileira das Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura (Abeta), lembra que atividades em ambientes naturais, como trilhas e tirolesas, sempre implicam riscos. “O fato é que a atividade de turismo de aventura, em ambientes naturais, ambientes não controlados, é evidente que os riscos de acidentes, de incidentes, são maiores”, afirma. Por isso, o setor desenvolveu 44 normas técnicas de gestão de segurança, que regulam o turismo de aventura e preveem o direito do consumidor de ser informado sobre os riscos envolvidos.

Essas normas brasileiras são tão rigorosas que uma delas, a ISO 21101 (Sistema de Gestão de Segurança para Turismo de Aventura), foi adotada internacionalmente pela ISO na Suíça. No Brasil, dos 75 parques nacionais, 11 são operados por meio de concessões público-privadas. O ICMBio exige que todos os concessionários implementem um sistema de gestão de segurança em seus regulamentos internos, minimizando os riscos dentro dos parques por meio de fiscalização e aplicação das normas técnicas.

Desafios do Setor e Comparativo de Segurança

Del Vigna aponta que, fora dos parques nacionais, a informalidade, a falta de fiscalização e a priorização do custo em detrimento da segurança pelos consumidores são os principais desafios para o setor. No entanto, ele garante que os parques nacionais brasileiros são seguros e não oferecem riscos adicionais além daqueles já característicos da região, comparando-os à segurança de estar em locais movimentados de grandes cidades.

FONTE/CRÉDITOS: Por Fabíola Sinimbú - Repórter da Agência Brasil
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