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Terça, 02 de março de 2021
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Cidades

Sintero condena projeto de Eyder que impõe retorno das aulas presenciais em Rondônia

As escolas em Rondônia não tem estrutura para aplicar normas de segurança, como distanciamento

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O Sintero tomou conhecimento do Projeto de Lei, de autoria do deputado Eyder Brasil (PSL), protocolado no dia 18 de fevereiro, na Assembleia Legislativa de Rondônia (ALE/RO), propondo o retorno presencial das atividades educacionais no Estado. O sindicato avalia que o projeto é maléfico e altamente perigoso, uma vez que o retorno presencial apresenta riscos a toda comunidade escolar, podendo inclusive comprometer o Sistema Público de Saúde, que já sofre com a superlotação devido ao aumento no número de casos da covid-19 em Rondônia.

O sindicato argumenta que a notícia causa bastante estranhamento e preocupação, visto que Rondônia continua alcançando recordes diários de contaminação e óbitos pelo vírus, contabilizando 2.667 mortes no Estado, sendo 44 somente no último boletim, divulgado nesta sexta-feira (19/02). Destaca-se que Rondônia continua entre os 10 Estado brasileiros com alta na média de mortes (fase vermelha), tendo aumento de 65% nos últimos dias. É importante destacar que não se trata de números, mas sim, de milhares de vidas que já foram perdidas. Ainda que muitos tenham perdido a sensibilidade e lucidez diante desta situação, reitera-se que as consequências de ações precipitadas, irresponsáveis e que deixam a população mais vulnerável são irreversíveis e letais.

Foi denunciado pelo Sintero, inúmeras vezes, que as escolas rondonienses não possuem a estrutura necessária para garantir o distanciamento social e as condições sanitárias recomendadas pelos órgãos e especialistas em saúde. Medidas essas, que são indispensáveis para garantir a saúde e bem-estar de todos. Portanto, ao propor o retorno das aulas presenciais para a Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio, além da Educação de Jovens e Adultos (EJA) e Ensino Técnico, o parlamentar não só ignora as experiências constatadas em outros Estados, a exemplo do Amazonas e, agora recentemente, do Ceará, como prefere contribuir para que as novas variantes identificadas no Estado pela Fiocruz, consideradas mais contagiosas e agressivas, continuem evoluindo. Também ignora o fato de que a grande parte dos trabalhadores em educação possuem idade avançada e comorbidades, deixando-os mais vulneráveis ao vírus.

O Sintero acredita que não é uma tarefa difícil compreender que o vírus é transmitido principalmente através das interações entre as pessoas, e que as medidas de isolamento social são as mais eficazes para conter sua disseminação. Portanto, o sindicato apela à consciência dos deputados estaduais de Rondônia, para que evitem que o Projeto de Lei seja aprovado e impeçam que o obscurantismo seja o caminho adotado em Rondônia, uma vez que diverge do conhecimento e evidências cientificas, devidamente comprovadas.

Novamente, o Sintero reforça que seu posicionamento é contrário ao retorno das atividades presenciais até que haja vacinação em massa para todos os trabalhadores em educação, assim como de grande parcela da população rondoniense. Também repudia a atitude do deputado Eyder Brasil e solicita intervenção dos órgãos de controle para que impeçam que essa demanda seja aprovada.

Fonte: www.rondoniaagora

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