As investigações sobre a morte de quatro jovens desaparecidos em Biguaçu, na Grande Florianópolis, avançam e apontam para possíveis indícios ligados a organizações criminosas. As vítimas, naturais de Minas Gerais e de São Paulo, estavam desaparecidas e foram localizadas sem vida, em um caso que chocou Santa Catarina.
De acordo com informações apuradas pelo repórter Felipe Kreusch, do Cidade Alerta Santa Catarina, exibido pela NDTVRECORD, a Polícia Civil trabalha com a hipótese de que símbolos, gestos e até emojis registrados em redes sociais e conversas de celular possam ter sido determinantes para o desfecho violento do caso.
Fontes ligadas à investigação explicaram que, dentro da lógica das organizações criminosas, crimes dessa natureza não ocorrem de forma aleatória. Segundo o relato repassado ao jornalista, uma simples foto com gesto específico dificilmente resulta, por si só, em uma execução.
O que costuma acontecer é uma abordagem prévia, na qual as vítimas são obrigadas a desbloquear o celular para que criminosos verifiquem conversas, imagens e possíveis vínculos com grupos rivais.
Durante essa checagem, são analisadas mensagens trocadas com integrantes de facções, registros de símbolos associados a organizações criminosas e outros elementos que possam indicar envolvimento ou ligação com grupos adversários. Apenas após essa confirmação é que crimes considerados brutais, como o registrado em Biguaçu, costumam ser cometidos.
Segundo informações divulgadas pelo Cidade Alerta Santa Catarina, diversas fotos publicadas pelas vítimas nas redes sociais chamaram a atenção dos investigadores. As imagens registravam sinais e símbolos associados a organizações criminosas.
Em uma delas, um dos jovens aparece com o emoji do Yin e Yang na boca — símbolo que, conforme a apuração, faz referência a uma facção paulista.
Ainda de acordo com o Cidade Alerta, a principal linha investigativa aponta que os quatro jovens teriam sido mortos por integrantes de uma facção catarinense, possivelmente em razão dessa suposta associação ou interpretação dos símbolos exibidos nas publicações.
A Polícia Civil, no entanto, ainda não confirmou oficialmente a motivação do crime nem se as vítimas possuíam, de fato, envolvimento com organizações criminosas. O caso segue sob investigação, e novas diligências buscam esclarecer as circunstâncias das mortes, além de identificar os responsáveis.
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