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Sexta-feira, 17 de Abril de 2026

Geração Cristã

Fé na estrada: peregrino percorre 800 km até Aparecida em 14 dias

Chegada ao Santuário foi marcada por emoção e agradecimento

Marysa Amorim
Por Marysa Amorim
Fé na estrada: peregrino percorre 800 km até Aparecida em 14 dias
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Vilmar Melere iniciou o trajeto na madrugada do dia 21 de março, em Timbó (SC) com um objetivo especial: transformar o próprio aniversário em um gesto de gratidão

Um homem decidiu transformar o próprio aniversário em um gesto de fé e superação: ele está percorrendo cerca de 800 quilômetros a pé, entre Timbó (SC) e Aparecida (SP), com o objetivo de chegar ao Santuário Nacional, com cruz e pedidos de fiéis.

Já no décimo dia de jornada, Vilmar Melere, de 62 anos, soma quase 500 quilômetros percorridos e segue firme, enfrentando o cansaço, o calor e as emoções do caminho.

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Na manhã desta segunda-feira (30), Vilmar contou com exclusividade ao ND Mais que faltam cerca de 90 quilômetros para chegar a São Paulo. “Meu objetivo inicial é agradecer os meus 62 anos de vida. Hoje vou fazer 63 quilômetros direto”, explicou.

A caminhada começou na madrugada do dia 21 de março, em Timbó, no Vale do Itajaí, e a previsão é chegar ao destino entre os dias 2 e 3 de abril, às vésperas de completar 62 anos.

“Eu me programei desde o ano passado, porque no dia 4 de abril faço 62 anos. Eu queria fazer uma coisa diferente, queria ir até lá andando e correndo para comemorar”, contou em um dos vídeos publicados nas redes sociais onde tem compartilhado a trajetória.

Apesar da programação, a apreensão e o apoio da família

A família de Vilmar é composta pelo casal, dois filhos, uma nora e dois netos. Um dos filhos, Ricardo Felipe Melere, contou com exclusividade à reportagem que ele estava treinando, pois quando coloca algo na cabeça, é difícil de tirar.

“Quando viu que faria 62 anos no Sábado de Páscoa, ele decidiu encarar os 800 km. A gente até achou uma loucura, mas sabíamos que ele estava preparado, no corpo e na fé. Como ele diz, às vezes o corpo não aguenta, mas a fé faz continuar. Seguimos apoiando de longe e estaremos em Aparecida para recebê-lo”, contou o filho.

Mochila, cruz e pedidos

Com uma mochila nas costas, ele segue sozinho, alternando entre corrida e caminhada. Ao longo do percurso, carrega também uma cruz e dezenas de fitas amarradas por pessoas que confiaram a ele pedidos, agradecimentos e intenções. A ideia é entregar tudo na Sala das Promessas, em Aparecida.

“Quem queria colocar algum pedido podia vir, amarrar uma fitinha e fazer seu pedido, que eu levaria junto. Ia apresentar primeiro a Cristo, depois à imagem de Maria e levar na Sala das Promessas”, explicou.

O que começou como um desafio pessoal rapidamente ganhou outra dimensão. Segundo ele, a quantidade de pedidos recebidos mudou o sentido da jornada.

“Se tornou um negócio tão grande, tantas pessoas fizeram pedidos, que hoje o objetivo inicial ficou para trás. Eu estou mais preocupado em chegar lá para levar esses pedidos e agradecimentos para a Mãe Aparecida”, disse.

No nono dia de caminhada, ele já havia alcançado a marca de 487 quilômetros acumulados, passando pela região de Juquiá (SP).

Em um dos relatos, destacou o ritmo acelerado em um trecho mais favorável. “Hoje fui rápido. Foi um trecho plano, teve neblina pela manhã e isso proporcionou um clima agradável. Aproveitei e consegui correr bastante para adiantar. Terminei o trecho cedo e posso descansar mais”, relatou.

Além do esforço físico, a jornada tem sido marcada pelo apoio recebido ao longo do caminho. “Conversei com várias pessoas, muitas me ajudaram, paravam para conversar, abraçar, dar apoio e rezar. Isso é muito gratificante. Deus é muito bom”, afirmou.

Caminhada em meio ao luto

Nem todos os momentos, porém, foram leves. Entre o quinto e o sexto dia, ele precisou interromper a caminhada após a morte da cunhada. Com apoio da família, retornou para prestar as últimas homenagens e dar suporte à esposa.

“Interrompi minha caminhada para estar presente nesse momento tão difícil. Consegui dar meu último adeus e apoiar minha família”, contou.

Após a despedida, retomou o trajeto exatamente do ponto onde havia parado. Em meio ao luto, encontrou forças para seguir. “Os sentimentos são muitos, mas saber que agora ela está junto com Cristo e Nossa Senhora, olhando por nós, reconforta”, disse.

Mesmo diante das dificuldades, ele reforça que a caminhada não é uma promessa, mas um gesto de gratidão. “Eu não faço promessa. Vou lá sempre para agradecer, porque Deus já dá tanta coisa que você não precisa pedir, só agradecer o dom da vida”, afirmou.

Já a volta, será em família. De acordo com o filho Ricardo, a família irá de carro buscar Vilmar. “Passaremos o Tríduo Pascal lá, e no domingo de Páscoa, voltaremos”, explica.

Agora na reta final, que coincide com a Semana Santa, ele segue determinado a concluir a jornada até Aparecida e cumprir o compromisso assumido com centenas de pessoas. “Sigamos firmes, com  em Deus. Daqui, continuo rezando por todos vocês”, finalizou.

FONTE/CRÉDITOS: ndmais
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