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Quarta-feira, 28 de Janeiro de 2026

Política

Ronaldo Caiado deixa União Brasil e negocia nova sigla para disputar Presidência

Governador de Goiás diz que não abrirá mão de disputar o Planalto e alerta para pulverização de candidaturas da direita contra Lula

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Por Hoje Amazônia
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Ronaldo Caiado deixa União Brasil e negocia nova sigla para disputar Presidência
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O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, anunciou sua saída do União Brasil e negocia com outros partidos sua filiação para disputar as eleições presidenciais em outubro. O anúncio foi feito durante entrevista à rádio Novabrasil nesta terça-feira (27).

A decisão de Caiado pode ter sido motivada pela sinalização de apoio do União Brasil à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa pela Presidência. No início do ano, o senador se reuniu com os presidentes do União Brasil e do Progressistas para tentar costurar um apoio formal — à época negado, mas sem uma recusa direta à sua candidatura.

Na entrevista, o governador evitou citar os partidos com os quais já estaria em tratativas, mas reforçou que não abrirá mão de sua candidatura ao Palácio do Planalto e que voltará a mudar de legenda caso não tenha apoio.

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“Eu entendo a dificuldade do partido [União Brasil], só que, nessa situação, eu já estou buscando também uma alternativa para me candidatar. É algo a ser resolvido nos próximos dias”, afirmou Caiado sobre as negociações.

O governador também defendeu que a pulverização de candidaturas da direita atrapalharia o desempenho do campo em uma disputa contra Lula. “Com o PT no poder, é um processo duro, ele não tem limite e tem que ganhar a eleição a qualquer custo. Se nós tivermos um candidato só, ele terá dificuldade de caminhar até 4 de outubro”, afirmou.

Caiado também sugeriu que não há garantias de que, mesmo apoiado pelo sobrenome Bolsonaro, Flávio terá mais chances de vencer o pleito. “Ninguém nega o prestígio dele [Bolsonaro], mas são coisas distintas: uma é ele candidato e outra é ele indicando. Por mais prestígio que tenha a pessoa, não consegue transferir 100% dos votos“, concluiu.

Caiado ainda sugeriu que não há garantias de que, mesmo apoiado pelo sobrenome Bolsonaro, Flávio terá mais chances de vencer o pleito. “Ninguém nega o prestígio dele [Bolsonaro], mas são coisas distintas: uma é ele candidato e outra é ele indicando. Por mais prestígio que tenha a pessoa, não consegue transferir 100% dos votos”, concluiu.

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