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Domingo, 18 de Janeiro de 2026

TERCEIRA IDADE

Campeão de vendas no Brasil, clonazepan pode provocar confusão mental e dependência em idosos

O clonazepam, tranquilizante mais vendido no Brasil, tem despertado preocupação entre especialistas por causa de seus efeitos quando usado de forma contínua e sem supervisão médica, especialmente em pessoas acima de 60 anos.

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Atualmente, o medicamento, conhecido popularmente por marcas como Rivotril, lidera o consumo no país. Dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) mostram que foram vendidas cerca de 39 milhões de caixas em 2024, e cerca de 2 milhões de idosos fazem uso regular da substância.

Para que serve o clonazepam?

O clonazepam pertence à classe dos benzodiazepínicos e é frequentemente prescrito para tratar condições como:

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Epilepsia

Crises de pânico

Ansiedade

Distúrbios do sono

O medicamento tem efeito rápido e prolongado, o que contribui para sua eficácia em situações agudas.

Riscos em idosos: confusão mental, quedas e dependência

Especialistas alertam que o uso contínuo, muitas vezes sem acompanhamento adequado, pode ser problemático na população idosa. Isso porque:

O metabolismo mais lento em idosos aumenta o acúmulo da substância no organismo;

O efeito prolongado pode levar a confusão mental e maior risco de quedas;

O organismo pode desenvolver tolerância, o que faz usuários aumentarem a dose por conta própria;

E, com o tempo, o cérebro pode “aprender” a relaxar somente com a presença do remédio, um sinal de dependência.

Segundo o geriatra Pedro Curiati, do Hospital Sírio-Libanês, esses efeitos tornam o remédio especialmente perigoso quando usado por longos períodos sem supervisão médica adequada.

“Efeito rebote” e armadilhas do uso prolongado

Ao interromper o uso de forma abrupta, muitos pacientes podem experimentar o chamado “efeito rebote”, em que sintomas como ansiedade e insônia retornam de maneira ainda mais intensa. Isso pode reforçar o ciclo de dependência, dificultando a descontinuação do remédio.

Além disso, muitos idosos acabam utilizando o clonazepam como uma espécie de “anestesia emocional” para lidar com sentimentos de solidão, luto ou falta de apoio, o que também fortalece o hábito de uso contínuo.

Alternativas e acompanhamento profissional

Especialistas destacam que a interrupção do uso crônico nunca deve ser feita de forma abrupta, mas sim por meio de um desmame lento e supervisionado por médico.

Uma alternativa recomendada para tratar problemas como ansiedade e insônia é a terapia cognitivo-comportamental (TCC), combinada com mudanças no estilo de vida, como prática regular de atividade física, higiene do sono e redução da exposição a telas à noite. No entanto, esse tipo de terapia ainda tem acesso limitado pelo Sistema Único de Saúde (SUS)

FONTE/CRÉDITOS: tnh1
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