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Sexta-feira, 17 de Abril de 2026

Ciência & Tecnologia

Bolsa de ferramentas esquecida por astronautas durante caminhada espacial na ISS pode ser vista com binóculos

A perda da bolsa ocorreu em uma atividade extraveicular destinada à manutenção da estrutura externa da ISS.

Marysa Amorim
Por Marysa Amorim
Bolsa de ferramentas esquecida por astronautas durante caminhada espacial na ISS pode ser vista com binóculos
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Entre os muitos objetos que orbitam a Terra, um item inusitado ganhou destaque em 2023: uma bolsa de ferramentas de astronauta que se desprendeu durante uma caminhada espacial na Estação Espacial Internacional (ISS), chamando a atenção de astrônomos e observadores do céu e ilustrando, na prática, como pequenos artefatos passam a integrar o crescente conjunto de detritos espaciais.

O que aconteceu com a bolsa de ferramentas de astronauta durante a caminhada espacial

A perda da bolsa ocorreu em uma atividade extraveicular destinada à manutenção da estrutura externa da ISS. Mesmo com protocolos rigorosos para prender cada item ao traje ou à estação, falhas operacionais ou pequenos descuidos ainda podem resultar em perda de equipamentos no ambiente de microgravidade.

Após se desprender, a bolsa entrou em uma órbita muito próxima à da estação, com altitude em torno de 415 a 416 quilômetros, chegando a ficar levemente à frente da ISS em seu trajeto.

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Monitorada por astrônomos e órgãos de vigilância orbital, ela recebeu um número de catálogo específico e deve se desintegrar ao encontrar camadas mais densas da atmosfera, por volta de 113 quilômetros de altitude.

Quais foram os riscos da bolsa de ferramentas de astronauta para a Terra e para a ISS

Esse tipo de ocorrência não representa risco significativo para habitantes da superfície, pois a maior parte do material se desintegra antes de atingir o solo. Em órbita, porém, o episódio reforça a necessidade de cuidados de segurança em operações externas e de avaliação constante de possíveis trajetórias de colisão com a própria estação.

Além de servir como alerta operacional, o caso alimenta debates sobre protocolos de manuseio de ferramentas, redundância de sistemas de fixação e melhorias de treinamento. Situações como essa ajudam a revisar normas e a aperfeiçoar as rotinas de trabalho em ambiente orbital, reduzindo riscos para tripulações e equipamentos.

FONTE/CRÉDITOS: O ANTAGONISTA
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