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Quarta-feira, 11 de Marco de 2026

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Diplomacia do Brasil avalia reveses de Le Pen e Trump: 'Assim como no Brasil, Judiciário é quem vai resistir a ataque institucional'

Líder da extrema direita francesa foi condenada e está fora das eleições por cinco anos; Trump enfrenta juízes federais para bancar medidas polêmicas.

Benê Barbosa
Por Benê Barbosa
Diplomacia do Brasil avalia reveses de Le Pen e Trump: 'Assim como no Brasil, Judiciário é quem vai resistir a ataque institucional'
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Justiça da França condena Marine Le Pen a inelegibilidade imediata e quatro anos de prisão

"O que está ficando claro é que, como no Brasil, sobra para o Judiciário fazer a resistência institucional a iniciativas e ataques da extrema direita." A análise é de um diplomata que atua no Planalto sobre reveses impostos a Marine Le Pen, na França, e a Donald Trump, nos Estados Unidos.

A política francesa foi condenada por desvios em fundos da União e está fora das eleições por cinco anos. "É um marco importante", avalia o aliado de Lula, que mantém uma relação muito próxima com o presidente Emmanuel Macron.

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Nos Estados Unidos, juízes federais têm derrubado medidas polêmicas de Trump, como as que cortaram o orçamento para ajuda humanitária e impuseram regras extremas para deportar imigrantes. Assim como alguns integrantes da oposição aqui no Brasil, Trump passou a falar em impeachment de magistrados.

"Nos Estados Unidos, embora a Suprema Corte tenha enviado mensagens, ainda não está claro como se dará o ambiente ali [a maioria do Tribunal é conservadora]. Neste momento, o trabalho de garantir o que está na lei está sendo feito pelo 'baixo Judiciário'. São os juízes e a opinião pública sob pressão", explica o diplomata.

A avaliação corrente é que a agenda acelerada de Trump começou a assustar o "dinheiro grosso" no mundo, levando a seguidas desvalorizações do dólar e à intensificação de críticas e desgastes em pesquisas.

Num último sinal de que está, segundo este diplomata, "disposto a romper com a ordem global e interna vigente desde o fim da Segunda Guerra Mundial", Trump disse em entrevista à NBC que avalia disputar um terceiro mandato — o que é proibido pela Constituição americana.

"Lá fora, vai se consolidando a impressão de que ele quer, de fato, promover uma ruptura com a tradição bipartidária americana. Falar em terceiro mandato é icônico. Ele joga o balão de ensaio, vê como bate e avalia se segue ou recua."

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