Um idoso de 71 anos, movido por um sonho com ouro, cavou por seis meses um buraco estreito de 40 metros dentro de casa, escorregou ao sair e morreu. Entenda o que aconteceu e por que o risco é enorme.
Um idoso de 71 anos, movido por um sonho com ouro, cavou por seis meses um buraco estreito de 40 metros dentro de casa, escorregou ao sair e morreu. Entenda o que aconteceu e por que o risco é enorme.
Um sonho, uma obra improvável e um fim brutal. Parece roteiro de filme, mas aconteceu de verdade: um idoso de mais de 70 anos passou meses abrindo um poço dentro da própria casa, acreditando que encontraria ouro.
A “missão” terminou na pior cena possível, uma queda de aproximadamente 40 metros e um resgate que já não tinha como reverter o desfecho.
Segundo informações repassadas aos bombeiros, idoso havia iniciado uma espécie de caça ao tesouro
O caso foi em Ipatinga, no Vale do Rio Doce, na noite de quinta-feira (4). A vítima foi identificada como João Pimenta da Silva, de 71 anos.
Segundo informações repassadas aos bombeiros, ele havia iniciado uma espécie de caça ao tesouro depois de relatar um sonho/“revelação” de que existia ouro embaixo da casa dele, no bairro Betânia.
A escavação foi feita na área de serviço. O buraco, descrito como um círculo de cerca de 90 centímetros de diâmetroe aproximadamente 40 metros de profundidade, vinha sendo aberto há meses — em uma versão, por seis meses.
De acordo com o relato reunido no atendimento, João se desequilibrou ao sair, numa estrutura improvisada na parte superior da escavação, e acabou caindo.
Um amigo que o ajudava descreveu o momento de forma angustiante: “Quando chegou no topo, o balanço começou a escorregar…”.
Os bombeiros fizeram a retirada, mas ele já estava sem vida. O quadro descrito foi de politraumatismo, com fraturas expostas nas duas pernas, fratura no quadril, laceração do abdômen e tronco e traumatismo craniano grave.
A perícia foi acionada, compareceu ao local, e o corpo foi liberado para uma funerária.
Mesmo quando existe ajuda pontual, esse tipo de escavação doméstica se parece muito com um ambiente de alto risco: espaço estreito, profundo, com chance de queda, instabilidade do solo e até problemas respiratórios.
O próprio capitão do Corpo de Bombeiros chamou atenção para o tamanho do perigo e citou exigências e riscos do tipo de atividade: “Um risco muito grande que ele correu e infelizmente veio a se vitimar.”
Além disso, regras de segurança do trabalho tratam locais assim como espaços confinados, que exigem controle, vigilância e plano de resgate — não é “descer e subir” de qualquer jeito.
A NR-33 deixa claro que precisa haver medidas formais de controle e emergência, inclusive funções como vigia e acionamento de salvamento.
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