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Domingo, 11 de Janeiro de 2026

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Idoso com mais de 70 anos cava sozinho buraco de 40 metros em busca de ouro, dentro da cozinha de casa

Idoso com mais de 70 anos cava sozinho buraco de 40 metros em busca de ouro, dentro da cozinha de casa, escorrega e morre em MG

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Por Hoje Amazônia
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Idoso com mais de 70 anos cava sozinho buraco de 40 metros em busca de ouro, dentro da cozinha de casa
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Um idoso de 71 anos, movido por um sonho com ouro, cavou por seis meses um buraco estreito de 40 metros dentro de casa, escorregou ao sair e morreu. Entenda o que aconteceu e por que o risco é enorme.

Um idoso de 71 anos, movido por um sonho com ouro, cavou por seis meses um buraco estreito de 40 metros dentro de casa, escorregou ao sair e morreu. Entenda o que aconteceu e por que o risco é enorme.

Um sonho, uma obra improvável e um fim brutal. Parece roteiro de filme, mas aconteceu de verdade: um idoso de mais de 70 anos passou meses abrindo um poço dentro da própria casa, acreditando que encontraria ouro.

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A “missão” terminou na pior cena possível, uma queda de aproximadamente 40 metros e um resgate que já não tinha como reverter o desfecho.

Segundo informações repassadas aos bombeiros, idoso havia iniciado uma espécie de caça ao tesouro

O caso foi em Ipatinga, no Vale do Rio Doce, na noite de quinta-feira (4). A vítima foi identificada como João Pimenta da Silva, de 71 anos.

Segundo informações repassadas aos bombeiros, ele havia iniciado uma espécie de caça ao tesouro depois de relatar um sonho/“revelação” de que existia ouro embaixo da casa dele, no bairro Betânia.

A escavação foi feita na área de serviço. O buraco, descrito como um círculo de cerca de 90 centímetros de diâmetroe aproximadamente 40 metros de profundidade, vinha sendo aberto há meses — em uma versão, por seis meses.

De acordo com o relato reunido no atendimento, João se desequilibrou ao sair, numa estrutura improvisada na parte superior da escavação, e acabou caindo.

Um amigo que o ajudava descreveu o momento de forma angustiante: “Quando chegou no topo, o balanço começou a escorregar…”.

Os bombeiros fizeram a retirada, mas ele já estava sem vida. O quadro descrito foi de politraumatismo, com fraturas expostas nas duas pernas, fratura no quadril, laceração do abdômen e tronco e traumatismo craniano grave.

A perícia foi acionada, compareceu ao local, e o corpo foi liberado para uma funerária.

Mesmo quando existe ajuda pontual, esse tipo de escavação doméstica se parece muito com um ambiente de alto risco: espaço estreito, profundo, com chance de queda, instabilidade do solo e até problemas respiratórios.

O próprio capitão do Corpo de Bombeiros chamou atenção para o tamanho do perigo e citou exigências e riscos do tipo de atividade: “Um risco muito grande que ele correu e infelizmente veio a se vitimar.”

Além disso, regras de segurança do trabalho tratam locais assim como espaços confinados, que exigem controle, vigilância e plano de resgate — não é “descer e subir” de qualquer jeito.

A NR-33 deixa claro que precisa haver medidas formais de controle e emergência, inclusive funções como vigia e acionamento de salvamento.

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