A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) tem como linha de investigação que Naysa Kayllany da Costa Borges Nogueira, filha do major da PM Neyfson Borges, foi morta por traficantes do Complexo do Jardim Novo, em Realengo, área conhecida como Favela da Light, na Zona Oeste do Rio.
De acordo com a Polícia Civil, a vítima trabalhava em um ferro-velho que supostamente pertenceria ao tráfico de drogas que atua na região.
Ainda conforme a polícia, há indícios de que Naysa estaria desviando dinheiro do tráfico proveniente do ferro-velho, o que pode ter motivado o crime. A área é controlada por traficantes da facção Amigo dos Amigos, a ADA.
No dia da morte, ela estava acompanhada de duas amigas, que também teriam sido agredidas por traficantes, mas sobreviveram. O corpo dela foi encontrado com sinais de espancamento.
Hipótese de feminicídio foi descartada. A Delegacia de Homicídios da Capital realiza diligências para esclarecer a dinâmica do crime, identificar os responsáveis e confirmar a motivação. O caso segue em investigação.
O corpo de Naysa será sepultado na tarde desta quarta-feira (7) no Cemitério Jardim da Saudade Sulacap.
Mais cedo, o pai dela desabafou nas redes sociais sobre a morte da filha:
"Dormi achando que era um pesadelo. Acordei e percebi que não tomaremos mais nosso picolé favorito. Separa um algodão doce, feito de nuvens aí do céu, para quando nos vermos novamente".
Depois de agradecer o apoio e as condolências, o major pediu por orações: "Rezem por nós, principalmente por ela".
Naysa tinha 22 anos, queria ser psicológa e trabalhava com maquiagem e alongamento de cílios. A jovem também era fã de Harry Potter e flamenguista.
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