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Quinta-feira, 26 de Fevereiro de 2026

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OPERAÇÃO PAU OCO: VERDADE REVELADA NO DIA DA FANTASIA

O Nome por Trás do "Giro": O Mecânico ou o Mestre de Cerimônias?

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Por Hoje Amazônia
OPERAÇÃO PAU OCO: VERDADE REVELADA NO DIA DA FANTASIA
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Conforme exposto anteriormente, o alicerce da fantasiosa Operação Pau Oco revela-se frágil: baseia-se no suposto lançamento de doze Autex falsas no sistema do IBAMA — um expediente que agora se mostra sob nova luz.
O cenário é de um surrealismo acintoso: hoje, quase oito anos após o festival de Autex falsas que inundaram o sistema do IBAMA, a máquina da Justiça rondoniense gira como a saia de uma porta-bandeira — com muito movimento, mas sem sair do lugar. O alvo da vez? Réus acusados de um crime que, pelas leis da tecnologia e da lógica, jamais poderiam ter cometido.
A denúncia ignora o "beabá" do sistema digital: como imputar a alguém a inserção de documentos se os acusados não são donos da empresa, não são seus procuradores e, acima de tudo, nunca possuíram certificado digital cadastrado para esse fim? É o tipo de erro que não passaria pelo crivo de um estagiário atento, mas que segue prosperando nos autos.
O Atalho Ignorado
Toda essa "lambança" institucional seria evitada com dois movimentos simples, republicanos e óbvios:
• A Prova Técnica: Bastaria que os delegados ou o Ministério Público tivessem oficiado o IBAMA para identificar a real autoria dos lançamentos. Descobririam que, por questões meramente técnicas, os atuais acusados são impossibilitados de terem operado o sistema.
• O "Fio da Meada": Se tivessem levado a sério o depoimento de Hamilton Santiago Pereira, prestado ainda em novembro de 2018, a investigação teria tomado o rumo certo. O sistema de justiça, que custa caro ao contribuinte, estaria focado no verdadeiro autor das fraudes — o tal "simples mecânico".
Conclusão: A Floresta que Ninguém Vê
Se o autor é apenas um mecânico, o cenário é ainda mais grave: ele é o elo para se chegar aos verdadeiros "barões" por trás do maior esquema de extração criminosa de madeira em florestas públicas da história de Rondônia.
A DRACO II e o MP tiveram a faca e o queijo na mão para desmantelar essa quadrilha. Preferiram, contudo, manter o desfile de acusações vazias contra quem não tem as chaves do cofre (nem as senhas do sistema). No final, o crime ambiental agradece, e a justiça sai da avenida sem nota dez em nenhum quesito.
No quarto dia de folia, o enredo ainda gira em torno de quem teria feito os falsos lançamentos em benefício da empresa Aléssio Madeiras. Para contribuir com a justiça — o que já foi tentado por Hamilton ao ser preso por um crime que nunca cometeu — vamos tornar público o nome do cidadão qualificado pelos delegados da DRACO II como um "simples mecânico", mas que tem suas digitais em ao menos vinte empresas que operam no mundo do crime ambiental.
O misterioso personagem, tal qual um folião mascarado, será aqui revelado, na esperança de que estas informações cheguem, novamente, à Polícia Civil ou ao MP, para que um novo inquérito seja instaurado e os verdadeiros criminosos sejam identificados e entregues à justiça.
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O Nome por Trás do "Giro": O Mecânico ou o Mestre de Cerimônias?
Segundo o IBAMA, o  verdadeiro autor do lançamento das doze Autex falsas em junho de 2018 atende pelo nome de Davi de Oliveira Machado (CPF 015.802.732 - 97). Para cometer os crimes ele usou  certificado digital 205651, operando sob o IP 138.94.16003. Desde 08/12/2017 esse certificado digital está  vinculado ao empreendimento ALÉSSIO  INDUSTRIA E COMERCIO DE MADEIRAS LTDA.
É bom que se diga: o crime ambiental só não se consumou naquele junho porque a equipe de Hamilton Santiago Pereira agiu rápido, bloqueando a empresa beneficiada antes que a madeira ganhasse as estradas. Mas o "serviço" de Davi é antigo: foi ele quem operou o balcão de negócios ilícitos da Aléssio Madeiras entre dezembro de 2017 e maio de 2018, "esquentando" nada menos que sete mil metros cúbicos de madeira serrada.
O Endereço do Laranjal
Não se trata de suposição, mas de rastro digital. Davi não apenas operou o comércio, como inseriu seguidamente créditos falsos no sistema durante meses a fio.
Se as autoridades quiserem, de fato, sair da arquibancada e entrar na avenida para valer, o caminho é curto: o endereço do cidadão fica em Buritis (RO). Ir até lá pode custar um dia de Carnaval aos investigadores, mas permitiria que a Justiça finalmente tirasse a venda dos olhos. Seria a chance de olhar, frente a frente, para quem realmente assinou a fraude, em vez de insistir na perseguição a quem nunca teve sequer a chave do sistema.


Porto Velho, 17 de fevereiro de 2026, terça-feira de Carnaval.
Daniel Pereira Ex-governador de Rondônia e uma das muitas vítimas da Operação Pau Oco.

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