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Domingo, 09 de maio de 2021
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Agro

Para não “chorar o leite derramado”é preciso atitudes simples e rápidas

É preciso enxergar o que se passa no curral do pequeno  produtor e também dentro das indústrias de transformação

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*Luis Cláudio da Agricultura

               O ditado popular “não adianta chorar pelo leite derramado” originou-se na historia da menina que levava um pote de leite na cabeça e, imaginando o que poderia comprar depois de vender o produto, distraiu-se e tropeçou. O pote de leite caiu e não adiantava lamentar o irremediável.  A expressão também é usada quando não se toma decisão importante na hora certa, deixando passar a oportunidade de resolver uma situação pendente.

               Os pequenos produtores de leite de Rondônia estão, mais uma vez, lutando para equilibrar os custos de produção com preço oferecido pelas indústrias de transformação pelo litro produzido. Nesse ano a situação agrava-se em função da pandemia, que reduziu drasticamente consumo e cadeia comercial.  No meu ponto de vista a solução pode estar na intervenção política do Governo do Estado, já que as coisas não vão encontrar o ponto de equilíbrio miraculosamente.

               Esta evidente que a redução da alíquota do ICMS cobrado dos laticínios e definido em Lei que aquilo que o Governo deixará de arrecadar deve ser repassado aos pequenos produtores de leite é uma solução tão simples que não existe a menor possibilidade de ter passado despercebida pela administração estadual.

               Ancorando a redução do ICMS para as industrias de lácteos de Rondônia é preciso aumentar alíquota de impostos para os derivados de leite produzidos em outros estados e comercializados em Rondônia, numa competição desigual, agravada pelo aumento das importações de leite em pó da Argentina e Uruguai.

               Esperar que os pequenos produtores e as empresas cheguem a um acordo que traga benefícios para os dois lados é utopia. Já estivemos nesse cenário nos anos anteriores e sabemos que, apesar dos argumentos fundamentados e sensata reclamação, o pote de leite que se quebra é o do pequeno produtor.

               Necessário, então, ativismo político, vontade de fazer. De nada adianta (respeitosamente, utilizo ditado popular dos tempos do Brasil colonial)  “falar mais que nega do leite” e não ter atitude.

É preciso enxergar o que se passa no curral do pequeno  produtor e também dentro das indústrias de transformação. E isso é para ontem, porque sem providência política os que integram a cadeia produtiva do setor vão continuar tentando “tirar leite de pedra.”

*LUIS CLÁUDIO DA AGRICULTURA foi vereador, Secretário de Estado da Agricultura, deputado estadual e deputado federal. Atualmente ocupa o cargo de Secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Porto Velho;

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