As chamadas “nominatas da morte” surgem quando um partido reúne muitos candidatos competitivos no mesmo bloco. O resultado é simples: sobra voto, falta cadeira.
No caso do Partido Liberal e do Partido Renovação Democrática, o cenário já assusta candidatos médios e pequenos.
No PRD, a presença de nomes como:
Carlos Magno ex-deputado federal
Edevaldo Neves deputado estadual
Jean Oliveira deputado estadual
Lebrinha deputada estadual
Rosangela Donadon deputada estadual
Ribeiro do Sinpol deputado estadual
Dr Santana vereador Porto Velho
transforma a chapa numa disputa interna brutal. Projeção elege 3 deputados estaduais.
No PL, ocorre algo parecido. A soma de empresários, deputados com mandato e candidatos ideológicos deixa o ambiente ainda mais competitivo:
Ninho Testoni empresário de Ouro Preto do Oeste
Patrick Faelbi empresário de Jaru
Alan Queiroz deputado estadual
Luizinho Goebel deputado estadual
Nim Barroso deputado estadual
Delegado Lucas Torres deputado estadual
Taisa Souza deputada estadual
Jean Mendonça deputado estadual
Wiveslando Neiva advogado
Marlei Mezzomo empresária
Projeção elege 4 deputados estaduais.
Isso cria um efeito psicológico forte. Os candidatos menores olham a chapa e pensam:
“vou gastar dinheiro, entrar em desgaste político e talvez servir apenas de escada.”
E é exatamente aí que surge o problema para os partidos.
Eles precisam completar 25 nomes, mas muitos não querem assumir o papel de:
“bucha de canhão”;
“escadinha”;
“enchedor de linguiça”.
Só que esses candidatos são fundamentais no sistema proporcional.
Mesmo fazendo 1 mil, 2 mil ou 3 mil votos, ajudam a:
aumentar o quociente partidário;
espalhar campanha nos bairros;
fortalecer o partido regionalmente;
e empurrar os candidatos principais para dentro da Assembleia.
A política proporcional brasileira funciona quase como um mutirão eleitoral. O voto pequeno também carrega deputado grande.
O problema é que hoje os candidatos médios estão mais calculistas. Eles sabem que uma nominata pesada pode transformar até 15 mil votos em suplência.
E isso não é exagero.
Dependendo do desempenho do partido e da distribuição interna, candidatos bem votados podem ficar fora simplesmente porque entraram numa chapa superlotada de medalhões.
Outro ponto importante: em nominatas muito fortes, a disputa deixa de ser contra outros partidos e vira guerra dentro da própria legenda.
Todo mundo caça:
prefeito;
vereador;
liderança religiosa;
sindicato;
associação;
base regional.
Aí começam:
ciúmes internos;
divisão de municípios;
sabotagens silenciosas;
e canibalização de votos.
É o velho drama da política:
o mesmo partido vira arena de sobrevivência.
Hoje, tanto PL quanto PRD parecem viver exatamente esse cenário em Rondônia. Chapas fortes para fora. Mas internamente, uma batalha feroz onde nem votação alta garante mandato.
FONTE/CRÉDITOS: destaquerondonia.com.br
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