A Dakila Pesquisas, empresa envolvida na difusão da teoria sobre a existência de uma suposta cidade perdida na Amazônia, a Ratanabá , vem há anos arrebatando seguidores em torno de teses infundadas.
Na última semana, a entidade ganhou as redes sociais ao espalhar uma história segundo a qual uma civilização teria habitado a região da floresta há mais de 450 milhões de anos . Especialistas, no entanto, desmentem a informação. O pesquisador da USP Eduardo Neves, diz que as evidências mais antigas da espécie humana não chegam nem a 1 milhão de anos.
A Dakila, cujos membros supostamente estudam alienígenas e civilizações antigas, é responsável pela fundação de uma "cidade secreta" no município de Corguinho, no interior do Mato Grosso do Sul, a cerca de 100 quilômetros de Campo Grande.
Batizada Zigurats, a comunidade tem ares de seita e atrai pessoas vindas de todo o Brasil e até do exterior. As casas são todas redondas, feito iglus — supostamente para facilitar a movimentação de energia cósmica pelo seu interior, contam os moradores —, e histórias místicas rondam a região. Os habitantes dizem acreditar na principal tese difundida pela Dakila: a de que o planeta Terra seria plano.
De acordo com a teoria, o globo é na verdade plano em sua superfície e convexo na "base". O mundo como é conhecido, dizem eles, estaria limitado a uma imensa borda de gelo, a Antártida, além da qual existiria uma região ainda inexplorada pela humanidade. Os membros da Dakila a chamam de "Norte Maior", o continente onde nenhum desbravador jamais colocou os pés.
Chamada oficialmente de "Terra convexa", para se diferenciar dos terraplanistas, para quem o planeta tem simplesmente o formato de uma pizza, a hipótese foi criada pelo líder do vilarejo e presidente da Dakila, Urandir Fernandes, e tem resistido a cada refutação verdadeiramente científica que a humanidade já produziu desde a Idade Média.
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