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Quarta-feira, 06 de Maio de 2026

Agro

Sem acordo, produtores de leite vão parar de abastecer laticínios na segunda-feira

“Mais uma vez desconsiderados pela indústria de transformação do leite, os produtores de Rondônia suspendem fornecimento”

Hoje Amazônia
Por Hoje Amazônia
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Sem um sistema regulatório capaz de garantir estabilidade no preço pago por litro de leite produzido em Rondônia, na estação das chuvas as relações entre produtores e as indústrias de lácteos no Estado  ficam conflituosas. Emparedados pela majoração contínua dos insumos indispensáveis para manter seus rebanhos produtivos e saudáveis, os produtores enfrentam redução na remuneração por litro produzido abaixo do custo de produção. As indústrias insinuam fragilidade do mercado consumidor e justificam assim o pagamento de não mais que 1 real e 20 centavos por litro de leite.  Rui Barbosa, presidente da Comissão de Produtores de Leite em Rondônia, todo ano trava sério embate com dirigentes de laticínios, na tentativa de fazer com que a pecuária de leite seja reconhecida. “Na semana passada buscamos um acordo, tentamos estabelecer preço mínimo de  R$1,60/litro”, informou ele, acrescentando que até o final da tarde de hoje, dia 03, sábado, todas as tratativas se findavam inúteis.

Rondônia tem 32 mil produtores de leite, mas nos últimos três anos esse segmento do agronegócio mostra sinais desanimadores. Muitos produtores rurais se desfazem de seus rebanhos leiteiros e migram para a pecuária de corte. Os micro e pequenos produtores buscam conhecer técnicas de transformação do leite, deixam de fornecer ao laticínios e viram micro empresários rurais, fabricando queijos artesanais que estão ganhando mercado.

Conforme Rui Barbosa, segunda feira, dia 5, grande parte dos produtores vão suspender as ordenhas e não abastecer as indústrias, enquanto outros pretendem reduzir em menos da metade o que costumeiramente entregam. “Precisamos de políticas públicas que estabeleçam um certo equilíbrio. A pecuária de leite exige dedicação, muito trabalho e investimentos. O setor não está crescendo e quem migra para outra atividade nunca mais retorna”, lamenta o líder classista, que gravou vídeo bem humorado, para exemplificar o descontentamento dos produtores.

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