Os veteranos atuaram como seguranças na Faixa de Testes e Treinamento de Nevada (NTTR), onde fica localizada a misteriosa Área 51. Eles acusam o governo dos EUA de “traição”, ao permitir que fossem expostos a um “inimigo invisível” enquanto protegiam aeronaves experimentais, como o bombardeiro stealth F-117A Nighthawk.
A origem da contaminação remonta à década de 1970, quando testes nucleares deixaram a área saturada de radiação. Um relatório de 1975 chegou a confirmar o risco, mas concluiu que interromper as operações militares na região “não seria de interesse nacional”.
O sargento aposentado David Crete, que trabalhou na NTTR entre 1983 e 1987, afirma que mais de 490 colegas morreram de doenças graves desde o período em que atuaram na base secreta. “Tenho atrofia cerebral. O lado esquerdo do meu cérebro está encolhendo e morrendo. E eu ainda sou um dos saudáveis”, contou Crete em um depoimento no Congresso americano em abril.
Apesar dos casos alarmantes, o Departamento de Assuntos dos Veteranos dos EUA se recusa a arcar com os custos médicos dos ex-militares. Isso porque os registros das atividades são classificados como “dados mascarados”, impossibilitando a comprovação oficial da exposição à radiação.
Segundo Crete, a média de idade das mortes entre os veteranos da NTTR é de 65 anos. O mais jovem morreu aos 33. Ele diz que não conhece ninguém da unidade que tenha vivido além dos 80 anos.
Comentários: