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Quarta-feira, 06 de Maio de 2026

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Brasileiro voluntário em guerra na Ucrânia foge após não conseguir rescindir contrato

Lucas decidiu deixar o país após saber que iria para linha de frente do combate –

Benê Barbosa
Por Benê Barbosa
Brasileiro voluntário em guerra na Ucrânia foge após não conseguir rescindir contrato
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Brasileiro que atuava como voluntário na guerra da Ucrânia foge após ser impedido de romper contrato com o governo.

Lucas Felype Vieira Bueno, de 20 anos, natural de Francisco Beltrão, no Paraná, decidiu deixar a Ucrânia após receber ordens para se aproximar da linha de frente da guerra. Ele afirma ter tentado romper o contrato com o governo ucraniano, mas o documento exigia permanência mínima de seis meses.

O jovem relatou que deixou a base militar na madrugada de 12 de agosto. Caminhou por cerca de 20 quilômetros até conseguir uma carona. “Quanto mais passavam os dias, mais eu estava perto do front, e chegou uma hora que eu estava no limite. Uma hora eu pensei, ou eu preciso agir, ou pode ser que para onde eu vá não tenha mais volta. Então, comecei a me planejar, a ver rota e decidi ir embora, porque a situação começou a ficar insustentável”, contou em entrevista ao g1.

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Jornada sem garantia de retorno

Durante cinco dias, Lucas percorreu mais de mil quilômetros, passando por Kharkiv, Kiev e Lviv. Segundo ele, a maior parte da travessia foi feita a pé. “A maior parte da minha jornada foi a pé […] Foram cinco dias da viagem mais tensa da minha vida […] Cada barreira que eu passava era um frio na barriga. Todo esse trajeto que fiz foi um tiro no escuro, eu não sabia se realmente iria conseguir sair dessa”, relatou.

Ele conseguiu algumas caronas em áreas urbanas, mas enfrentou resistência ao tentar atravessar a fronteira. “A autoridade conseguiu puxar todos os meus dados, tomei um chá de cadeira, mas no fim consegui atravessar”, disse.

Pablo Sukiennik, especialista em Direito Internacional, afirmou que o contrato assinado por Lucas é regido por leis ucranianas. “A depender do tratamento dado pela lei, poderá ocorrer um pedido de extradição”, explicou.

O jovem agora avalia com a família se permanece na Europa ou retorna ao Brasil. “Meu futuro aqui é incerto, mas está melhor do que antes”, declarou.

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