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Quinta-feira, 07 de Maio de 2026

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Câmara de Comércio dos EUA pode acionar Justiça contra tarifas de importação de Trump

Pressão empresarial cresce contra novas tarifas

Benê Barbosa
Por Benê Barbosa
Câmara de Comércio dos EUA pode acionar Justiça contra tarifas de importação de Trump
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247 – A mais poderosa entidade empresarial dos Estados Unidos, a Câmara de Comércio (US Chamber of Commerce), avalia mover uma ação judicial contra o governo do presidente Donald Trump, em reação ao novo pacote de tarifas de importação anunciado pela Casa Branca. A informação foi divulgada pela revista Fortune e reproduzida pela agência Sputnik International nesta segunda-feira (8).

Segundo a reportagem, alguns dos maiores membros da organização defendem que a imposição das tarifas por meio de poderes de emergência presidenciais pode ser considerada ilegal. A possibilidade de ação judicial coletiva está em debate, com outras entidades empresariais sinalizando interesse em aderir ao processo.

Ainda de acordo com a Fortune, o presidente do Departamento de Eficiência Governamental dos EUA (DOGE), Elon Musk, buscou pessoalmente convencer Trump a voltar atrás nas medidas. De acordo com o Washington Post, Musk dirigiu-se ao presidente após uma série de críticas públicas ao conselheiro de comércio Peter Navarro, um dos principais defensores do plano tarifário. Apesar dos esforços, o presidente norte-americano não cedeu e, ao contrário, elevou o tom contra a China.

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Na segunda-feira, Trump ameaçou aplicar uma tarifa adicional de 50% sobre importações chinesas caso Pequim mantenha suas medidas de retaliação. No domingo anterior, Musk se posicionou publicamente a favor da criação de uma área de livre comércio com a União Europeia, mesmo diante das restrições impostas anteriormente por Trump ao bloco europeu.

As tarifas foram oficializadas por meio de uma ordem executiva assinada por Trump em 2 de abril. A medida estabelece tarifas "recíprocas", com alíquotas mínimas de 10% para produtos em geral e de 20% especificamente para bens oriundos da União Europeia. Segundo o presidente, a nova política comercial poderá gerar uma arrecadação estimada entre US$ 6 trilhões e US$ 7 trilhões ao orçamento dos EUA, valor amplamente contestado por analistas.

Trump descreveu a medida como uma “libertação” da indústria americana diante do que chama de práticas comerciais injustas por parte de seus parceiros. O governo sustenta que as tarifas são uma resposta proporcional ao tratamento desigual dado a produtos norte-americanos no exterior.

A possível ofensiva judicial da Câmara de Comércio amplia o embate entre o governo Trump e setores empresariais tradicionalmente alinhados com o Partido Republicano. O caso também reforça a divisão interna dentro da própria elite econômica do país quanto aos rumos da política comercial dos Estados Unidos sob o segundo mandato de Trump, iniciado em janeiro de 2025.

Nos bastidores, cresce o temor de que as novas tarifas provoquem instabilidade nas cadeias globais de suprimentos, pressionem os preços ao consumidor e agravem as tensões com aliados históricos, como os países europeus.

A ação judicial, se confirmada, poderá colocar à prova os limites do uso de poderes emergenciais por parte da presidência em matéria de comércio exterior, abrindo um novo capítulo na disputa entre a Casa Branca e o setor corporativo.

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