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Sábado, 02 de julho de 2022

Ciência & Tecnologia

Cientistas descobrem ‘supervermes’ que sobrevivem comendo apenas isopor

Supervermes podem reduzir bastante o tempo que o plástico leva para se biodegradar na natureza

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Um grupo multinacional de pesquisadores conseguiu descobrir uma espécie de “supervermes”, quase cinco vezes maiores que as larvas-da-farinha e que os vermes da cara. Mas o mais impressionante não foi só o tamanho desses vermes, mas sua incrível capacidade de digerir isopor e se alimentar apenas deste material.

Isso significa que esses supervermes podem nos ajudar a quebrar o plástico, agindo como biorreatores, o que pode reduzir bastante o tempo que o plástico leva para o plástico se biodegradar na natureza, principalmente nos oceanos.

Vermes chegaram à fase adulta

Pesquisadores separaram os supervermes em três grupos, cada um deles alimentado com um tipo de dieta. Crédito: Universidade de Queensland

As descobertas relacionadas aos supervermes devoradores de isopor foram publicadas na revista Microbial Genomics. Os vermes foram divididos em três grupos, um alimentado apenas com poliestireno, outro não foi alimentado e um terceiro recebeu apenas farelo e plástico.

“Os supervermes em todas as dietas foram capazes de completar seu ciclo de vida para pupas e imago”, diz o estudo. “Embora os supervermes criados em poliestireno tenham ganhos de peso mínimos, resultando em taxas mais baixas de pupação em comparação com os vermes criados com farelo”.

Não é um milagre

Os pesquisadores ponderam que não se trata de uma cura milagrosa para o plástico nos oceanos, já que os vermes comedores de isopor sofreram muito com bactérias patogênicas presentes no plástico, o que impactou de forma negativa a saúde dos supervermes na fase de larva e dos insetos adultos. Contudo, os pesquisadores se mostraram esperançosos.

“Temos agora um catálogo de todas as enzimas bacterianas codificadas no intestino dos supervermes e planejamos investigar mais as enzimas com capacidade de degradação do poliestireno”, disse Chris Rinke, professor sênior da Universidade de Queensland e autor sênior do estudo.v

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