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Domingo, 19 de Abril de 2026

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Publicidade: entre a necessidade estratégica e o lado ingrato do mercado

Em um cenário cada vez mais competitivo, falar de publicidade e marketing deixou de ser luxo — tornou-se sobrevivência

Marysa Amorim
Por Marysa Amorim
Publicidade: entre a necessidade estratégica e o lado ingrato do mercado
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Ainda assim, existe um contraste evidente no comportamento de muitos empresários: enquanto alguns compreendem o valor de investir na imagem e na comunicação de suas marcas, outros ainda tratam a propaganda como um gasto dispensável, ou pior, como um “favor” que fazem ao contratar o serviço.

A verdade é simples, embora nem sempre reconhecida: empresas que não aparecem, desaparecem. Em tempos de redes sociais, algoritmos e consumo acelerado de informação, a visibilidade deixou de ser opcional. Ela é o que separa negócios que crescem daqueles que estagnam.

A vantagem: visibilidade, autoridade e crescimento

Quando bem aplicada, a publicidade constrói pontes entre marcas e consumidores. Ela gera reconhecimento, posiciona a empresa no mercado e fortalece a confiança do público. Uma estratégia consistente de marketing pode transformar pequenos negócios em referências locais — e até nacionais.

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Além disso, a propaganda não vende apenas produtos; ela vende percepção. Um bom trabalho publicitário valoriza a marca, diferencia da concorrência e cria conexão emocional com o cliente. É isso que faz alguém escolher uma empresa, mesmo quando há outras opções semelhantes.

A desvantagem: investimento mal compreendido

O problema começa quando a publicidade é vista apenas como custo. Muitos empresários ainda não enxergam o retorno indireto e progressivo que o marketing oferece. Querem resultados imediatos, sem planejamento, sem continuidade — e, muitas vezes, sem entender o próprio público.

Essa falta de visão estratégica gera frustração e, não raro, desvalorização dos profissionais da área. Publicitários, designers e jornalistas acabam enfrentando uma realidade difícil: precisam “convencer” clientes sobre a importância do próprio trabalho, quase como se estivessem pedindo uma oportunidade — e não oferecendo uma solução.

O lado ingrato: a desvalorização do profissional

Um dos pontos mais delicados do setor é justamente a forma como muitos profissionais são tratados. Há relatos frequentes de publicitários que precisam insistir para receber por serviços já prestados ou negociar valores abaixo do justo para garantir contratos.

A situação se repete, inclusive, em ambientes políticos, onde jornalistas e profissionais de comunicação muitas vezes precisam disputar espaço, reconhecimento e remuneração digna. O que deveria ser uma relação profissional baseada em respeito e parceria, acaba se tornando um cenário de instabilidade e desvalorização.

Falta de consciência ou cultura de mercado?

Parte desse problema está na falta de educação empresarial sobre marketing. Muitos empreendedores dominam seus produtos ou serviços, mas não entendem que sem comunicação eficiente, o negócio perde força.

Outra parte vem de uma cultura que ainda não reconhece plenamente o valor do trabalho intelectual e criativo. Diferente de um produto físico, a publicidade não se toca — mas seus resultados são concretos, ainda que nem sempre imediatos.

Um novo olhar é urgente

Valorizar a publicidade é valorizar o crescimento do próprio negócio. Investir em comunicação não é um favor ao profissional contratado — é uma decisão estratégica que impacta diretamente nos resultados da empresa.

Por outro lado, é fundamental que o mercado também evolua no reconhecimento dos profissionais da área, garantindo relações mais justas, contratos respeitados e remuneração adequada.

No fim das contas, publicidade não é gasto. É investimento. E, como todo investimento, exige visão, paciência e, acima de tudo, consciência do seu verdadeiro valor.

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