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Quinta, 28 de outubro de 2021
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Agro

Fetagro apóia laticínios na decisão pelo preço minimo do leite revolta produtores

“Produtores de lei acusam Fetagro ( Federação dos Trabalhadores na Agricultura de Rondônia) de votar contra quem deveria defender”

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        Depois de meses de protestos, que resultaram até na interdição de acesso em alguns laticinios, os pequenos e médios produtores de leite de Rondônia mostraram indignação em relação ao posicionamento da Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetagro) durante reunião do Conselho Estadual do Leite  (Conseleite) em que foi discutido e definido  o preço mínimo do litro de leite pago aos pequenos e médios produtores. É o chamado valor de referência, encontrado depois de estudo acerca do custo de produção. O argumento, no entanto,não convence as lideranças dos pequenos e médios produtores espalhados pelo Estado inteiro. Eles acusam o Secretário de Estado da Agricultura, Evandro Padovani, de ter atrasado em pelos menos dois anos os estudos técnicos da cadeia produtiva da pecuária do leite, fato que gera problemas agora. No entendimento deles os dados não correspondem a realidade e consequentemente, o valor de referência também não.

 Cabe lembrar que os grandes produtores recebem valor diferenciado, de maneira que nunca se envolveram no “cabo de guerra” que produtores e laticínios disputam todo ano.

        Na terça os produtores provocaram reunião com os deputados estaduais e federais, na intenção de encontrar apoio político que amparasse a reivindicação de um valor de referência justo. Apenas a deputada Jaqueline Cassol e o deputado Mauro Nazif participaram da reunião, realizada através de teleconferência. Nenhum deputado estadual acessou o link do evento.

Depois de um ano de protestos, debates e reuniões, os produtores não participam da reunião do Conseleite, onde se define o valor de referência. No caso seriam supostamente representados pela Fetagro, que se posicionou a favor das indústrias.

        Conforme áudios que circulam nas redes sociais, a diretoria da Fetagro vai ser convidada a “se explicar”. A Faperon (Federação da Agricultura e Pecuária de Rondônia), que também faz parte do Conselho Estadual do Leite, votou a favor dos produtores. Esse é terceiro valor de referência estabelecido no prazo de um ano. No primeiro o preço foi fixado em R$ 1,25.60 o litro do leite entregue aos laticinios. No segundo ajuste o valor “subiu” ridiculamente para R$ 1.28,08 e no terceiro chegou a R$1.45,25, valor que, conforme as lideranças, continua sendo suficiente para cobrir custos de produção.

        Na quarta feira os produtores da região de São Francisco se reuniram, pela internet, com o deputado Lazinho da Fetagro, ex-dirigente da Federação eleito com votos dos produtores rurais. Eles pediram empenho do parlamentar para que Leis sejam criadas no sentido de oferecer segurança aos pequenos produtores de leite.     

Os lideres desse segmento de produção dizem que foram “traídos” pela direção da Fetagro, que está no Conseleite com a missão de apoiar o trabalhador rural e não o patronato. Também manifestaram indignação com o que eles chamam de “pouco caso” dos deputados estaduais, já que nenhum deles participou da reunião de quarta feira.

Reclamando do tratamento injusto, e total falta de apoio do governo e do legislativo estadual, a classe continua brigando pelo estabelecimento de um valor de referência pelos menos trinta por cento maior, o que seria a margem de lucro.

Os produtores estão prevendo novo confronto com as industrias de produção de leite no ano que vem, quando, por causa das chuvas, a produção de leite aumento e o preço pago aos produtores baixa tanto que não cobre o custo de produção.

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