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Domingo, 18 de abril de 2021
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Agro

“Investir no agronegócio é a saída para equilibrar economia’

Em 2020 o agro criou 61 mil postos de trabalho, o melhor resultado do setor em 10 anos, apesar da pandemia.

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Luiz Cláudio Pereira*

               Não é preciso ser especialista em economia e muito menos ser PHD em nada para perceber que, no momento em que o Brasil completa um ano de luta contra a pandemia da Covid-19, que levou a óbito mais de 250 mil brasileiros, nenhum setor da economia nacional vai bem. Desde a indústria até o setor de serviços está em decadência. O governo federal começou a contrair dívidas milionárias, os estados sofrem com queda na arrecadação e os municípios seguem o mesmo caminho.

               Não podemos imaginar que a pandemia vai acabar assim, da noite pro dia, num piscar de olhos. Nas previsões mais otimistas, teremos ainda pelo menos mais um ano de luta. Os setores produtivos estão “minguando” e o resultado é o desemprego. Só um, apenas um segmento produtivo brasileiro resiste, cresce e gera emprego. O AGRONEGÓCIO. Em 2020 o agro criou 61 mil postos de trabalho, o melhor resultado do setor em 10 anos, apesar da pandemia.

               Os números resultam de estudos feitos pela Confederação da  Agricultura e do Brasil (CNA). Em 2011 o saldo de geração de empregos foi de 85.585 mil vagas, dados confirmados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged).

               A soja liderou o ranking, gerando 13.396 postos de trabalho com carteira assinada, seguida pela cafeicultura, que abriu 6.284 vagas.  A criação de bovinos contribuiu com 11.598 empregos e o setor avícola empregou 5.993 brasileiros.

               Três de cada quatro empregos gerados pelo agronegócio estão na região Sudeste, especificamente no Estado de São Paulo, que apresentou crescimento de 46.475 novos postos de trabalho.

                Fica, então, evidente que virá do campo a sustentabilidade mínima da economia nacional. Otimistas, os produtores rurais, desde o sojicultor que produz em escala industrial até os agricultores familiares, não desanimaram.  E felizmente estamos observando ações práticas, capitaneadas pela Ministra da Agricultura, Teresa Cristina.

O primeiro movimento foi no sentido de “afrouxar” os nós burocráticos para obtenção de crédito rural, de maneira que nos últimos sete meses a tomada de crédito rural ultrapassou 135 bilhões. O Incra lançou o programa TITULA, que promete agilizar a expedição de títulos de propriedade rural, habilitando pequenos e médios produtores às linhas de crédito.

O Banco do Brasil disponibiliza 16 bilhões para financiar a produção rural e a Caixa aumentou a carteira de crédito rural de 6,5 para 12 bilhões. Esses recursos mobilizam uma engrenagem que faz circular dinheiro muito além do que se imagina. O mercado de insumos fica aquecido, assim como a indústria de máquinas e implementos, milhares de novos postos de trabalho são criados, a oferta de fretes rodoviários aumenta e até mesmo os segmentos de tecnologia e informática são beneficiados.

As exportações, presume-se, vão continuar em alta. O agronegócio, então, vai continuar captando recursos externos, equilibrando a balança comercial e, o que é mais importante garantindo a segurança alimentar do Brasil e de vários outros países. Nunca o Brasil foi tão “celeiro do mundo” quanto agora.

Luiz Cláudio Pereira, o LUIZ CLÁUDIO DA AGRICULTURA, foi vereador e Secretário Municipal de Agricultura em Rolim de Moura. Foi Secretário de Estado de Agricultura, duas vezes deputado estadual e duas vezes deputado federal, integrando a Comissão Permanente de Agricultura no Congresso Nacional.

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