Apontado por analistas como politicamente isolado, o governador Marcos Rocha encontrou novo eixo de articulação para as eleições de 2026 ao se filiar ao PSD, anúncio feito publicamente pelo presidente nacional do partido, Gilberto Kassab. A mudança marca uma inflexão clara na estratégia do chefe do Executivo estadual.
Em entrevista ao podcast Resenha Política, Rocha afirmou sem rodeios que dará apoio ao prefeito de Cacoal, Adailton Fúria (PSD), na disputa pelo Governo de Rondônia. Segundo ele, Fúria reúne as condições necessárias para comandar o Estado em um momento de forte expansão orçamentária, que deve ultrapassar R$ 18 bilhões em 2027.
“Eu tenho um pré-candidato, que é o Adailton Fúria. Tenho certeza de que ele fará um grande trabalho e dará continuidade ao que a nossa gestão construiu. Vou deixar tudo organizado para ele, num cenário em que o orçamento saiu de R$ 7 bilhões para quase R$ 18,5 bilhões”, afirmou o governador.
Com essa posição pública, Marcos Rocha praticamente afasta a hipótese de concorrer ao Senado. A manutenção no cargo passa a ser peça-chave para sustentar uma base política robusta, capaz de conduzir o PSD ao comando do Centro Político Administrativo (CPA).
Nesse novo arranjo, Adailton Fúria deixa de ser tratado como candidato improvável e passa a integrar o grupo dos favoritos ao pleito. O respaldo do governador lhe garante acesso à estrutura do Estado, especialmente em Porto Velho, onde o prefeito ainda busca ampliar sua influência, diferentemente do interior e da região do Café, onde já possui maior projeção.
O apoio também tende a provocar mudanças no núcleo do governo nos próximos dias, com a entrada de quadros do PSD (locais e nacionais) em posições estratégicas, além da acomodação de aliados em cargos de segundo escalão.
Com isso, a corrida eleitoral de 2026 começa a se desenhar com mais nitidez, marcada por rearranjos políticos, alianças inesperadas e uma redefinição do equilíbrio de forças em Rondônia.
*Com informações do Rondoniaovivo.
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