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Sexta-feira, 23 de Janeiro de 2026

Economia

PF desmonta banco fantasma que movimentou R$ 1 bilhão e dono foge do país

Grupo criminoso estruturou empresas que simulavam atuação no setor de tecnologia financeira, incluindo um suposto “banco digital”

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Por Hoje Amazônia
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PF desmonta banco fantasma que movimentou R$ 1 bilhão e dono foge do país
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247 - A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (4) a Operação Mors Futuri, que investiga um complexo esquema de instituições financeiras clandestinas responsáveis por captar recursos de investidores de forma irregular. De acordo com a PF, o grupo estruturou empresas que simulavam atuação no setor de tecnologia financeira, incluindo um suposto “banco digital” criado apenas para atrair poupadores.

A operação realiza 11 mandados de busca e apreensão em Curitiba, além do sequestro de imóveis, veículos de luxo e do bloqueio de até R$ 66 milhões em contas bancárias.

As apurações apontam que os investigados ofereciam contratos de investimento com promessa de rentabilidade fixa, risco reduzido e lucros acima da média do mercado. Para reforçar a farsa, alegavam utilizar algoritmos avançados e ferramentas de “inteligência artificial” capazes de gerar retornos expressivos. Entretanto, segundo a PF, não existia lastro financeiro nem atividade real: a estrutura funcionava como um típico esquema de pirâmide.

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Nenhuma das empresas possuía autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) ou do Banco Central para operar como instituição financeira ou oferecer produtos de investimento. Ainda assim, a PF identificou movimentação superior a R$ 1 bilhão no sistema financeiro nacional — montante que não retornou às vítimas.

Com a aproximação do colapso, os responsáveis passaram a abandonar as empresas e a ocultar patrimônio. O principal articulador do golpe deixou o Brasil dias antes da interrupção dos pagamentos, o que levou a Justiça a decretar sua prisão preventiva. Segundo a PF, ele transferiu R$ 10 milhões para contas de seu próprio interesse antes de fugir. Seu nome foi incluído na Difusão Vermelha da Interpol, o que autoriza buscas internacionais.

Os investigados poderão responder por crimes contra o sistema financeiro nacional, mercado de capitais, estelionato, organização criminosa, crimes contra a economia popular e lavagem de dinheiro. Outros delitos ainda podem ser incorporados conforme o avanço das investigações.

O nome da operação faz referência ao “banco digital” clandestino criado pelos suspeitos e à metáfora utilizada pelos investigadores: o dinheiro aplicado pelos clientes não crescia, mas “morria no futuro”, sendo desviado para sustentar a pirâmide e enriquecer seus operadores

FONTE/CRÉDITOS: BRASIL247
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