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Sexta-feira, 17 de Abril de 2026

Saúde

“Quando o silêncio grita: o colapso emocional de jovens e adolescentes no Brasil”

Recentemente, acompanhamos a perda de uma jovem de 23 anos

Marysa Amorim
Por Marysa Amorim
“Quando o silêncio grita: o colapso emocional de jovens e adolescentes no Brasil”
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Uma vida interrompida cedo demais, deixando dor, silêncio e muitas perguntas.

Por respeito à família, não entraremos em detalhes. Mas essa história não é um caso isolado.

Ela representa uma realidade que tem se repetido com frequência — jovens que, em silêncio, chegam ao limite da dor emocional sem encontrar saída.

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O sofrimento emocional entre jovens e adolescentes tem crescido de forma silenciosa — e, muitas vezes, fatal. O suicídio já está entre as principais causas de morte nessa faixa etária, conforme dados da Organização Mundial da Saúde e do Ministério da Saúde.

No Brasil, são cerca de 14 mil mortes por ano — em média, 38 vidas perdidas por dia.

Mas o que está por trás disso?

Não é uma única causa. São dores acumuladas:

 

  • Conflitos familiares: ambientes com brigas constantes, ausência emocional dos pais, rejeição, críticas excessivas ou falta de diálogo — tudo isso gera sensação de abandono e desvalor.
  • Bullying e exclusão social: humilhações na escola, apelidos, exposição em grupos e cyberbullying fazem o jovem se sentir inferior, envergonhado e sozinho.
  • Pressão social e comparação: as redes sociais criam padrões irreais de beleza, sucesso e felicidade, gerando a sensação de nunca ser suficiente.
  • Ansiedade e depressão: crises constantes, pensamentos negativos, sensação de vazio e perda de sentido na vida.
  • Abusos e traumas: experiências de abuso físico, emocional ou sexual deixam marcas profundas que muitas vezes não são verbalizadas.
  • Dificuldade de lidar com frustrações: uma geração pouco preparada emocionalmente para perdas, rejeições e limites.

 

Em Rondônia, o alerta é ainda mais sensível. O aumento de casos, especialmente entre jovens, evidencia uma realidade preocupante — agravada pela limitação de acesso a suporte emocional especializado. Em muitas cidades, o sofrimento acontece em silêncio e sem acompanhamento.

 

O mais perigoso é que o sofrimento não grita. Ele se esconde.

Mudanças de comportamento, isolamento, irritação, queda no rendimento e desinteresse pela vida podem ser sinais claros de que algo não está bem.

Não é drama. Não é fraqueza. É dor emocional.

Se você convive com um jovem, observe mais, julgue menos e escute de verdade.

Ignorar pode custar uma vida. Mas acolher pode salvar.

Falar sobre saúde mental não incentiva o suicídio — salva vidas.

 

Márcia Campos

Terapeuta Familiar e Sexóloga Cristã

(27) 99311-0771

Instagram: @terapeuta.marciacampos

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