Um homem suspeito de abrir fogo e tentar invadir o jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca, evento que contou com a presença do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, compareceu à Justiça nesta segunda-feira (27) para a audiência inicial do caso.
Identificado como Cole Tomas Allen, de 31 anos, o suspeito é professor e morador da Califórnia. Ele deverá se apresentar à Justiça federal em Washington, conforme informações confirmadas pela procuradora do Distrito de Columbia, Jeanine Pirro, ao jornal The Wall Street Journal.
De acordo com as autoridades, Allen deve responder inicialmente por duas acusações: uso de arma de fogo durante crime violento e agressão a agentes federais com arma perigosa. Outras acusações podem ser incluídas no decorrer das investigações.
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O ataque ocorreu na noite de sábado (25), no hotel Hilton Washington, durante o tradicional evento que reúne jornalistas e autoridades do governo norte-americano. Segundo relatos, o suspeito avançou armado contra o bloqueio de segurança na entrada principal e trocou tiros com agentes antes de ser contido.
Manifesto enviado antes do ataque
Pouco antes da ação, Allen enviou um manifesto a familiares, cerca de 10 minutos antes do ocorrido. No texto, ele afirmava acreditar que tinha o dever de matar o presidente dos Estados Unidos e membros do governo.
Ainda segundo as investigações, o suspeito descreveu uma espécie de “lista de alvos”, indicando que funcionários do governo seriam atacados em ordem hierárquica, com exceção de Kash Patel, diretor do FBI.
Na mensagem, ele também pediu desculpas pelo que estava prestes a fazer e expressou revolta com ações da atual administração norte-americana.
O caso segue sob investigação das autoridades federais, que buscam esclarecer motivações, possíveis conexões e eventuais falhas de segurança no evento.
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