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Quinta-feira, 07 de Maio de 2026

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Conflito já mata uma criança a cada 10 minutos em Gaza

Guerra também supera em um mês o número de mortos em 18 meses do combate entre Rússia e Ucrânia

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Por Hoje Amazônia
Conflito já mata uma criança a cada 10 minutos em Gaza
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O número de mortes de palestinos em Gaza, sem considerar as possíveis vítimas soterradas sob os escombros, aproxima-se de 10 mil pessoas, das quais 40% são crianças. Os dados são do Crescente Vermelho — a Cruz Vermelha regional, das autoridades de saúde de Gaza e tomados como referência pela Organização Mundial de Saúde e ONU. O levantamento também mostra que, a cada 10 minutos, uma criança morre e outras duas são feridas pelos constantes bombardeios e confrontos terrestres em Gaza.

Os índices se agravam à medida que o conflito avança para as áreas mais densamente povoadas do enclave, onde habitam 2,3 milhões de pessoas. Há pelo menos quatro dias, a cidade de Gaza está cercada por soldados israelenses e submetida a contínuo bombardeio. Em apenas uma hora, na noite deste domingo (5), foram registrados cem alvos atingidos pelas Forças de Defesa de Israel, ação antecedida pelo terceiro corte de comunicações e internet.

Até o início da madrugada do 30º dia de guerra, eram contabilizadas 9.770 mortes em Gaza, número que supera os óbitos de civis ocorrido em 18 meses de conflito entre Rússia e Ucrânia. Desse total, 4.800 são crianças, inclusive recém-nascidos, e 2.309, mulheres. Estima-se ainda que 2.200 pessoas estejam sob os escombros em Gaza. O conflito teve início em 7 de outubro, após violento ataque-surpresa do Hamas a Israel, que deixou 1.400 mortos, a maioria civis.

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Boa parte das crianças feridas em Gaza apresenta queimaduras e fraturas. Com cerca de metade da rede hospitalar e de atendimento à saúde em colapso por falta de insumos médicos e de combustível para a manutenção de geradores, as condições de assistência são críticas e provocam constantes apelos das autoridades de saúde mundiais para o urgente socorro internacional.

Ao longo deste domingo, para vencer as barreiras territoriais que impedem a entrada da ajuda humanitária, o governo da Jordânia lançou por via aérea medicamentos básicos e insumos médicos — numa rara iniciativa independente de prestar socorro às vítimas.

A possibilidade de cessar-fogo continua descartada por Israel e também pelo Hamas, que neste domingo lançou ataques aéreos sobre Tel Aviv — a maioria interceptados pelo sistema anti-mísseis israelense. Tampouco houve avanço nas negociações para a libertação de reféns sequestrados pelo Hamas, ou novos sinais de reabertura da fronteira com o Egito, para a saída de estrangeiros ou feridos. A possibilidade está suspensa desde sábado.

O agravamento do quadro humanitário mobiliza multidões cada vez maiores de manifestantes que protestam contra a morte de civis em Gaza, principalmente em grandes centros europeus, como Londres e Madri. Autoridades regionais também têm assumido publicamente posições de defesa da população de Gaza, em reiterados apelos pelo cessar-fogo, como a rainha Rânia, da Jordânia, que foi à imprensa internacional neste domingo.

O secretário de Estado americano, Antony Blinken, percorreu três países do Oriente Médio em 48 horas, no esforço diplomático para tentar evitar que o conflito se dissemine pela região. Mas foi recebido com forte hostilidade no Iraque e ceticismo na Turquia por parte de correntes políticas e pela opinião pública local.

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