A saída do Expedito Netto do PSD não é fofoca de bastidor. É um sinal político importante que precisamos saber ler.
O que está acontecendo no PSD é simples:
em Brasília o partido está dentro do governo Lula, ocupa cargos, negocia emendas e participa das decisões.
Em Rondônia, o mesmo partido faz discurso de direita, anti-PT, para agradar a base bolsonarista.
Essa contradição explodiu agora.
Quando alguém, como o Expedito, assume que está no governo e quer atuar politicamente a partir disso, vira problema para uma direção estadual que vive de fingir oposição enquanto mama no Estado.
Isso nos ensina algo importante:
a direita rondoniense não é liberal, nem anti-Estado.
Ela só é contra o Estado quando é para o pobre, para o trabalhador, para o Bolsa Família, para o SUS e para a aposentadoria.
Mas é totalmente a favor do Estado quando é para cargo, verba, emenda e ministério.
É exatamente esse tipo de farsa que o PT precisa desmascarar.
Nós não podemos ter medo de dizer:
somos base do governo que está reconstruindo o país, retomando obras, crédito rural, PAC, Minha Casa Minha Vida, investimentos em estrada, saúde e educação.
Enquanto isso, muitos que nos atacam fazem política de dois andares: discurso de ódio aqui e pragmatismo em Brasília.
Esse episódio abre uma janela para dialogar com o “pobre de direita” de Rondônia.
O povo pode ser conservador, mas odeia hipocrisia.
A nossa tarefa é simples e estratégica:
mostrar quem é coerente e quem vive de teatro político.
Ou se é oposição, ou se governa.
O que não dá é enganar o povo.
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