
Com o baixo nível dos estoques mundiais e a defasagem de preços em relação ao mercado internacional, o risco de falta de diesel entrou no radar da cadeia do produto, que já tem registro de problemas pontuais. Na terça-feira, 24, a Federação Única dos Petroleiros (FUP) emitiu nota alertando para o risco de desabastecimento no início do segundo semestre. Enquanto isso, o presidente da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), Sérgio Araújo, afirmou que o Brasil não vai passar imune à escassez global do produto, principalmente se a Petrobras (PETR3;PETR4) não alinhar seus preços aos do exterior. A defasagem ontem estava baixa (2%), mas é sensível à variação do dólar e oscila, tanto que em 8 de março, por exemplo, chegou a 28%.
Os caminhoneiros, que já reclamavam do preço, agora têm mais um fator de estresse. “Exigimos transparência com relação ao estoque de diesel para o mercado interno”, afirmou em nota nesta semana o presidente da Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, conhecido como Chorão. “Até o momento, não está faltando (em larga escala), mas estou preocupado”, disse ele ontem ao Estadão/Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.
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