Hoje Amazônia Portal de Notícias

Sabado, 25 de Abril de 2026

VIVA MELHOR

Dor na hora H? Não ignore — seu corpo pode estar gritando por ajuda

Muitas mulheres acreditam que sentir dor “faz parte”, que é algo passageiro ou que precisam simplesmente suportar

Hoje Amazônia
Por Hoje Amazônia
Dor na hora H? Não ignore — seu corpo pode estar gritando por ajuda
IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

A dor na relação sexual ainda é um tema cercado de silêncio — e, muitas vezes, de culpa. Muitas mulheres acreditam que sentir dor “faz parte”, que é algo passageiro ou que precisam simplesmente suportar. Mas não é assim que deve ser. Dor na intimidade nunca deve ser ignorada.

Uma das causas mais comuns por trás desse sofrimento é o vaginismo. Trata-se de uma contração involuntária dos músculos da região vaginal que impede ou dificulta a penetração. O corpo simplesmente “trava”, gerando dor intensa, desconforto e, em alguns casos, impossibilitando completamente a relação sexual.

E aqui está um ponto importante: o vaginismo não é falta de desejo, não é desinteresse e muito menos “frescura”. É uma resposta real do corpo — muitas vezes ligada a questões emocionais profundas.

Leia Também:

Entre as principais causas estão traumas sexuais, abuso, medo da dor, experiências negativas anteriores, educação rígida sobre sexualidade e crenças limitantes. Ansiedade, insegurança e dificuldade de se conectar com o próprio corpo também podem contribuir. Em alguns casos, fatores físicos podem estar envolvidos, mas a origem emocional é bastante frequente.

Os sintomas vão além da dor na tentativa de penetração. Algumas mulheres relatam ardência, sensação de bloqueio, dificuldade até mesmo para realizar exames ginecológicos ou usar absorventes internos. Com o tempo, isso pode afetar a autoestima, gerar frustração e impactar diretamente o relacionamento.

A boa notícia é que existe tratamento — e ele começa com acolhimento e informação. Buscar ajuda profissional é essencial. A terapia sexual e emocional permite identificar as raízes do problema, ressignificar experiências e reconstruir a relação com o próprio corpo. Em alguns casos, o acompanhamento com fisioterapia pélvica também pode ser indicado.

Algumas atitudes podem ajudar nesse processo:

- Respeite o seu tempo: o corpo precisa de segurança, não de pressão.
- Invista no autoconhecimento: conhecer o próprio corpo é um passo de cura.
- Dialogue com seu parceiro: comunicação reduz ansiedade e fortalece a conexão.
- Abandone a culpa: o vaginismo não define quem você é.

Falar sobre isso é um ato de coragem. Muitas mulheres passam anos em silêncio, carregando dor, vergonha e dúvidas. Mas é possível viver uma sexualidade saudável, leve e sem dor.

Seu corpo não está te sabotando — ele está tentando te proteger. E quando você entende isso, começa o caminho da cura.

Márcia Campos
Terapeuta Familiar e Sexóloga Cristã
Atendimento para mulheres e casais
Instagram: @terapeuta.marciacampos

Comentários:

Crie sua conta e confira as vantagens do Portal

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!

HOJE AMAZÔNIA PREMIA Conectou, leu, compartilhou — ganhou cupom! Participe