Nesta segunda-feira (27), em Boa Vista e no estado de Goiás. O grupo é investigado por envolvimento em um esquema que teria movimentado cerca de R$ 260 milhões em dois anos.
Ao todo, os investigados somam mais de 1,4 milhão de seguidores nas redes sociais.
Esquema envolvia “jogo do tigrinho”
De acordo com a investigação, conduzida pela Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos, os suspeitos utilizavam sua popularidade na internet para divulgar plataformas de apostas conhecidas como “jogo do tigrinho”.
Segundo o delegado Eduardo Patrício, os influenciadores atraíam vítimas com promessas de ganhos fáceis, o que pode configurar crimes contra o consumidor e lavagem de dinheiro.
“Havia uma atuação organizada, com uso estratégico das redes sociais para alcançar um grande número de vítimas”, destacou.
Mandados, bloqueios e bens apreendidos
A operação cumpriu:
11 mandados de busca e apreensão
Bloqueio de até R$ 68 milhões
Sequestro de bens móveis e imóveis
Além dos influenciadores, também foram alvos empresários e uma esteticista.
Quem são os principais investigados
Entre os nomes citados estão:
- Patrik Adhan dos Santos Ribeiro – mais de 629 mil seguidores
- Laís Ramos Gomes da Silva – cerca de 179 mil seguidores
- Raniely Silva Carvalho – mais de 258 mil seguidores
- Adrielly Vivianny Araújo de Jesus – quase 190 mil seguidores
- Amanda Lourenço Faria – cerca de 35 mil seguidores
- Gildázio Cardoso – conhecido como “Mulherzona”
- Vitória Reis da Silva – mais de 5 mil seguidores
Também foi preso:
- Dione dos Santos da Silva, marido de uma das investigadas
Outros alvos da operação
Mandados de busca também foram cumpridos contra:
- Victoria Paixão Barros
- Juliana Lima do Nascimento
- Ruissian Ferreira Braga Ribeiro
O empresário chegou a ser preso por posse irregular de munição, mas foi liberado após pagamento de fiança superior a R$ 48 mil.
Defesas se manifestam
A defesa de Raniely Carvalho afirmou que a influenciadora é inocente e nega envolvimento em qualquer prática ilegal.
Já os advogados de Vitória Reis informaram que ainda não tiveram acesso completo ao processo e irão se manifestar posteriormente.
A defesa de Patrik Adhan declarou que o cliente está tranquilo e que os fatos serão esclarecidos no momento oportuno.
Investigação segue sob sigilo
Os mandados foram expedidos pela juíza Daniela Schirato, da Vara de Entorpecentes e Organizações Criminosas.
A magistrada autorizou a apreensão de diversos materiais, incluindo:
celulares
notebooks
dispositivos de armazenamento
documentos físicos e digitais
O caso reforça o alerta sobre o uso de redes sociais para divulgação de plataformas de apostas ilegais e o impacto que influenciadores podem ter na decisão financeira de milhares de seguidores.

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