Antes do meio dia dessa terça feira, dia 11, mais de cinquenta gerentes e coordenadores da Emater em todos os municípios de Rondônia foram exonerados pelo Governador Marcos Rocha, que é candidato a reeleição. A exoneração em massa causa estranheza e remete à retaliação política, já que não se vislumbra falha no desempenho de tantos profissionais, em todos os municípios, ao mesmo tempo.
A remoção dos coordenadores e gerentes da Emater provoca, de imediato, a descontinuidade no atendimento dos pequenos e médios produtores rurais, que representam praticamente a totalidade da clientela da autarquia, que ao longo dos anos tem prestado assistência técnica de excelência. Como tem contato direto com o público rural, os extensionistas da Emater são considerados valiosos pelos políticos, que via de regra buscam apoio para seus projetos eleitorais.

É presumível ter sido essa a fracassada intenção de Luciano Brandão, que presidiu a Emater desde o inicio da gestão Marcos Rocha e se afastou para disputar cargo de deputado estadual, Brandão teve 2.658 votos, número considerado insignificante se for considerado a musculatura eleitoral da Emater. Como os servidores não “abraçaram” a causa de Marcos Rocha e muito menos a de Luciano Brandão, o atual presidente da autarquia, José de Arimatéia, preposto de Brandão, notadamente abonou o desmonte da Emater em vésperas de eleição.
Segundo análise de técnicos ligados ao extensionismo rural, as nomeações que devem ser promovidas pelo governador Marcos Rocha não serão capazes de apresentar atendimento adequado aos produtores rurais que estão em processo de atendimento, gerando a paralisia total no setor e enormes prejuízos. Do ponto de vista eleitoral, Marcos Rocha terá uma colheita reversa e perde ainda mais apoio entre os servidores públicos.
Vale lembrar que o Ministério Público Eleitoral prevê como crime eleitoral qualquer tipo de assédio de servidores, públicos ou privados, para se obter vantagem no processo politico eleitoral.
Benê Barbosa (da redação do www.hojeamazonia.com.br )

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