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Quinta-feira, 23 de Abril de 2026

Política

Ex-padrasto premeditou crime contra menina de 7 anos e anotou planejamento em caderno

Segundo delegado, crime foi motivado porque suspeito não aceitava o fim do relacionamento. Pétala Yonah foi enterrada no quintal da casa do ex-padrasto.

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Por Hoje Amazônia
Ex-padrasto premeditou crime contra menina de 7 anos e anotou planejamento em caderno
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O ex-padrasto de Pétala Yonah, de 7 anos, premeditou o crime contra a menina e tinha anotações em um caderno do que planejava fazer. As circunstâncias do crime foram repassadas nesta quarta-feira (22) pela Polícia Civil.

Pétala foi encontrada morta na segunda-feira (20) enterrada no quintal da casa do ex-padrasto, no conjunto Leningrado, na Zona Oeste de Natal, após ficar quase um dia desaparecida.

O ex-padrasto dela confessou o crime e foi preso no trabalho. Ele teve a prisão em flagrante convertida em prisão temporária na terça-feira (21).

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Segundo o delegado da Divisão de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), Márcio Lemos, que investiga o caso, o suspeito mudou diversas vezes a versão do crime desde o primeiro depoimento, mas confessou que foi algo premeditado, algo que também ficou comprovado nas anotações do caderno.

"Tinha um pequeno planejamento do que ele falou [no caderno]...desse suposto 'sequestro'. Mas ele muda a versão, ora sequestro, mas depois ele confirma que queria matar. Tinha esse planejamento de arrebatar a criança para poder ferir a ex-companheira", explicou.

Além do caderno, a polícia recolheu dois celulares - um deles que foi descartado no lixo - para serem analisados na investigação.

"Acreditamos que esse celular descartado no lixo possa desvendar qual o motivo adicional ou alguma participação", disse Márcio Lemos.

Para o delegado, a motivação do crime ficou clara: ele queria atingir a ex-companheira, com quem morava até janeiro deste ano, por não aceitar o fim do relacionamento. Por isso, ele foi enquadrado no crime de vicaricídio, além de ocultação de cadáver.

"O motivo principal é esse: tentava de alguma forma voltar com ela, não conseguia, e queria de alguma forma atingi-la", falou.

"Como ele agiu com o objetivo de atingir, causar um mal maior, uma punição à aquela pessoa da família com quem ele tinha uma relação, o crime foi enquadrado como vicaricídio", completou.

🔎 A legislação prevê pena de reclusão de 20 a 40 anos para o vicaricídio, que se tornou crime específico neste mês de abril, após o presidente Lula sancionar um pacote de medidas contra a violência doméstica.

Versões contraditórias

Segundo o delegado Márcio Lemos, o suspeito é uma pessoa articulada e tem mudado a versão desde o início das investigações.

Em uma das versões, o suspeito disse que teria deixado a criança amarrada em uma área de mata e não a matado. "Essa versão não se sustentou", resumiu o delegado.

O ex-padrasto também teria informado que Pétala, que foi vista pela última vez no domingo (19), teria saído da casa dele com outras duas crianças.

"Entrevistamos essas crianças e elas disseram que quando saíram, a menina ficou lá", relatou o delegado da DHPP.

Segundo a Polícia Civil, o caso está praticamente elucidado, e o inquérito policial deve ser entregue em menos de 30 dias.

Plano de levar o corpo para outro local

As investigações indicaram ainda que o suspeito tinha a intenção de levar o corpo da criança para outro lugar.

Para o delegado, a polícia ter entrado no caso nas primeiras 24 horas foi fundamental para desvendar o crime e comprovar a participação do ex-padrasto.

FONTE/CRÉDITOS: G1
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