Uma operação integrada entre o Comando Regional de Policiamento III (CRP III), sediado em Vilhena, e o Patrulhamento Tático Móvel (Patamo) do 4º Batalhão da Polícia Militar de Cacoal resultou na morte de um dos criminosos mais procurados de Rondônia. Cledivaldo Ferreira da Silva, de 42 anos, conhecido como “Ratinho”, foi morto após reagir à abordagem policial na cidade de Cacoal.
O alvo da ação era o cumprimento de um mandado de prisão contra Cledivaldo, condenado a 18 anos de reclusão por homicídio qualificado. Ele era apontado como o principal responsável pela execução do cabo da Polícia Militar Gilberto Santos Passos, ocorrida em 7 de agosto de 2019, em Vilhena. O crime, que teria sido motivado por uma disputa de terras, causou grande comoção entre a população e as forças de segurança do estado.
Durante a operação desta terça-feira, o foragido foi localizado escondido em uma residência e, ao perceber a chegada da polícia, teria sacado um revólver calibre .38 e disparado contra os militares. Houve troca de tiros, e Cledivaldo foi baleado. Ele ainda foi socorrido com vida, mas morreu pouco depois de dar entrada na unidade de saúde.
A Polícia informou que Cledivaldo havia fugido do presídio Cone Sul em 2024 e desde então vinha sendo procurado. O paradeiro do criminoso foi descoberto após trabalho de inteligência desenvolvido pelas forças de segurança de Rondônia, que monitoravam seus movimentos e planejaram a operação que resultou no confronto.
O irmão de Cledivaldo, Sandro F. da Silva, também foi condenado pelo mesmo crime, recebendo pena de 16 anos de prisão. Ambos chegaram a ser presos em 2019 e levados a júri popular, mas apenas Sandro seguia detido após a fuga do comparsa no ano passado.
A Polícia Militar deve divulgar mais detalhes sobre a operação ainda nesta semana. A morte de Cledivaldo encerra um capítulo violento na história recente de Rondônia e traz um desfecho para o caso que há quase seis anos mobiliza a segurança pública no estado.
Comentários: