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Quarta-feira, 06 de Maio de 2026

Ciência & Tecnologia

Sintomas da Covid longa podem ocorrer mesmo após vacinação, mostra estudo

Pesquisa publicada na Nature Medicine envolveu dados de mais de 13 milhões de pessoas

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Sintomas da Covid longa podem ocorrer mesmo após vacinação, mostra estudo
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Pesquisa publicada na Nature Medicine envolveu dados de mais de 13 milhões de pessoas. Análise indicou que vacinação reduziu risco da Covid longa em 'modestos' 15%.

Um novo estudo publicado na revista científica Nature Medicine nesta quarta-feira (25) revelou que pessoas diagnosticadas com Covid-19 após serem vacinadas ainda podem apresentar sintomas associados à Covid longa.

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores analisaram registros de saúde de veteranos de guerra dos Estados Unidos (pessoas com 60 anos, em média) antes do pico da variante ômicron, entre janeiro a dezembro de 2021; um total de mais de 13 milhões de pessoas.

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A partir daí, os cientistas olharam para dados de 34 mil veteranos (entre homens e mulheres) que tiveram infecções mesmo após receberem uma dose da vacina da Janssen ou duas doses da Moderna ou da Pfizer, e descobriram que essas chamadas infecções breakthrough (do inglês, invasiva) e os sintomas da Covid longa foram mais comuns entre aquelas pessoas que receberam a vacina de dose única.

Ainda segundo a publicação, pessoas vacinadas que tiveram infecções breakthrough, quando comparadas com quem nunca registrou um teste positivo para Covid, apresentaram um risco maior de desenvolverem sintomas associados à Covid longa, como distúrbios pulmonares e cardiovasculares (mais de 122 pessoas a cada 1000 apresentaram pelo menos um sintoma) em 6 meses após o diagnóstico.

Apesar disso, os autores observaram um dado importante: o risco de morte e o risco de uma infeção breakthrough é menor quando contraposto com pessoas que não foram vacinadas. Comparado a um indivíduo não vacinado, o risco de Covid longa em um indivíduo totalmente vacinado foi de cerca de 15%.

“As vacinas são milagrosas em fazer o que foram projetadas para fazer [...], mas oferecem uma proteção muito modesta contra a Covid longa", disse à rede NBC News Ziyad Al-Aly, epidemiologista clínico da Universidade de Washington e principal autor da pesquisa.

No estudo, os pesquisadores também ressaltam que esses resultados salientam que melhores estratégias de prevenção de infecções do tipo precisam ser desenvolvidas e que os dados da análise são importantes para entendermos melhor os efeitos a longo prazo da Covid-19 para tratá-la adequadamente.

G1

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