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Sabado, 14 de Fevereiro de 2026

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Criação de galinhas gigantes da raça indio malaia vira excelente opção para pequenos podutores

A criação especializada de galinhas índio malaia e gigantes mostra como seleção genética, manejo correto e venda direta no sítio podem gerar alto valor agregado, reduzir perdas e transformar pequenas propriedades rurais em negócios lucrativos

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Por Hoje Amazônia
Criação de galinhas gigantes da raça indio malaia vira excelente opção para pequenos podutores
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A criação de galinhas gigantes deixou de ser apenas uma curiosidade rural e se transformou em uma estratégia sólida de geração de renda no campo. Em um sítio do interior, um produtor rural encontrou nas aves da raça índio malaia e nos cruzamentos com galos gigantes uma alternativa altamente rentável, capaz de superar a lucratividade da criação tradicional de frango caipira. O segredo está na genética, na seleção rigorosa dos animais e na venda direta ao consumidor final.

A informação foi divulgada em um registro audiovisual e entrevista de campo, onde o produtor detalha todo o processo de criação, seleção, alimentação e comercialização das aves, mostrando na prática como características físicas específicas elevam o valor de mercado e garantem credibilidade junto aos compradores.

Diferentemente da criação convencional, o foco não está na quantidade, mas na qualidade. Cada ave é observada desde cedo, passando por uma triagem criteriosa que define quais frangos e frangas realmente atendem ao padrão esperado para reprodução ou venda. Esse cuidado evita prejuízos, reduz reclamações e fortalece a reputação do criador na região.

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O que torna a galinha índio malaia e o galo gigante tão valorizados no mercado

A raça índio malaia chama atenção por um conjunto de características físicas muito específicas. Entre os pontos mais valorizados estão a barbela grossa, conhecida popularmente como “barbela de boi”, o bico curto e robusto, a cabeça larga, a canela grossa e a crista bola, diferente da crista alta em formato de serra encontrada em outras raças.

Além disso, o porte do animal pesa diretamente no valor comercial. Um galo gigante, para ser classificado como tal, precisa atingir 1,15 metro ou mais, medido da ponta do dedo até o bico, com o corpo esticado sobre uma superfície. Galos com 1,10 m ou 1,12 m já são considerados grandes, mas apenas acima de 1,15 m entram oficialmente na categoria gigante, o que impacta diretamente no preço.

O índio malaia, por sua vez, não atinge o mesmo comprimento dos gigantes, ficando em média entre 90 e 95 centímetros, porém compensa com robustez, musculatura e aparência imponente. Esses atributos fazem com que muitos criadores utilizem o cruzamento entre as duas linhagens para obter aves com crescimento acelerado e maior valor agregado.

Outro fator determinante é o rabo curto. Galos com penas longas que arrastam no chão tendem a perder valor de mercado. Quanto menos pena no rabo, melhor a aceitação comercial, pois esse padrão é associado à pureza genética e ao gosto dos compradores especializados.

Apesar da alta procura, o produtor optou por não vender ovos, ovos galados ou pintinhos. A decisão é estratégica e está diretamente ligada à garantia de qualidade do produto final. Segundo ele, ao vender pintinhos, não há como assegurar quais aves realmente desenvolverão as características desejadas, já que de um lote de 50 pintinhos, apenas cerca de 10 costumam atingir o padrão ideal.

O mesmo raciocínio vale para ovos galados. Não é possível garantir visualmente se o ovo está realmente fecundado, o que pode gerar frustração no comprador e desgaste da imagem do criador. Por isso, a venda é feita apenas de frangos e frangas já desenvolvidos, permitindo que o cliente veja pessoalmente o animal, observe o porte, a conformação física e faça a escolha no local.

Esse modelo elimina conflitos, reduz devoluções e fortalece a confiança. Muitos compradores chegam solicitando fotos ou vídeos, mas o produtor prefere que a escolha seja feita presencialmente. A experiência mostra que, ao chegar no sítio, o cliente frequentemente muda de opinião e escolhe outro animal, algo comum quando se lida com genética e estética animal.

O manejo alimentar é outro pilar da criação. A base da alimentação é composta por uma mistura cuidadosamente preparada. O produtor utiliza 20 kg de ração de postura, 40 kg de milho quebrado, 15 kg de milho inteiro, além de 3 kg de calcário calcítico e suplementação com vitaminas ADE.

Essa combinação garante não apenas crescimento acelerado, mas também equilíbrio nutricional. O calcário calcítico, por exemplo, é fundamental para evitar problemas de estresse e comportamento agressivo, como o hábito de arrancar penas umas das outras, algo comum em aves confinadas sem suplementação adequada de cálcio.

Nos primeiros dias de vida, os pintinhos recebem medicação preventiva na água, como o produto conhecido como Triufim, além de ração inicial específica. Após 30 dias, a alimentação passa a ser gradualmente misturada com fubá e grãos mais grossos, até que as aves aprendam a se alimentar sozinhas soltas no terreiro, junto às galinhas caipiras.

Esse sistema reduz custos, melhora o bem-estar animal e contribui para uma carne mais firme e saborosa, fator muito valorizado pelo consumidor final.

Preços, peso e giro rápido tornam a criação altamente lucrativa

Os números ajudam a explicar por que a criação de galinhas gigantes se tornou a principal fonte de renda do sítio. Um frango criado nesse sistema atinge o ponto de venda em 90 a 100 dias, com baixo índice de mortalidade quando o manejo é feito corretamente.

Na venda com pena, esses frangos são comercializados por R$ 60 a unidade. Quando abatidos e limpos, atingem entre 2,0 kg e 2,7 kg, sendo vendidos a valores entre R$ 70 e R$ 75, dependendo do peso final. Já o frango caipira tradicional, mais valorizado pelo público, pode ser vendido entre R$ 80 e R$ 100, conforme tamanho e conformação.

O produtor estuda ainda a venda por quilo, com preços estimados de R$ 25/kg para os frangos gigantes limpos e R$ 35/kg para o caipira. Essa diferenciação permite atender públicos distintos e maximizar o faturamento sem comprometer a qualidade.

Até mesmo os animais considerados “refugo” na seleção genética são aproveitados como frango caipira de corte, garantindo que praticamente nada seja desperdiçado. O resultado é um sistema eficiente, sustentável e altamente adaptado à realidade do pequeno produtor rural.

FONTE/CRÉDITOS: https://clickpetroleoegas.com.br/
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