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Sabado, 09 de Maio de 2026

Política

Filhas e ex-mulher de Ciro Nogueira são sócias de empresa ligada a Vorcaro

Ciro Nogueira, um dos principais nomes da campanha Bolsonaro, mina as forças da direita

Hoje Amazônia
Por Hoje Amazônia
Filhas e ex-mulher de Ciro Nogueira são sócias de empresa ligada a Vorcaro
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A Polícia Federal identificou que as filhas e a ex-mulher do senador Ciro Nogueira (PP-PI) integram o quadro societário da CNFL Empreendimentos Imobiliários, empresa citada na operação realizada nesta quinta-feira (7) contra o parlamentar e pessoas próximas a ele.

Segundo a investigação, a companhia teria recebido pagamentos mensais de uma empresa ligada ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A operação teve como alvos principais o senador e o irmão dele, Raimundo Nogueira, administrador da empresa investigada.

Ambos foram alvo de mandados de busca e apreensão autorizados pelo Supremo Tribunal Federal. Raimundo também passou a ser monitorado por tornozeleira eletrônica e está proibido de manter contato com Ciro Nogueira. De acordo com dados da Junta Comercial do Piauí, a empresa CNFL Empreendimentos Imobiliários é registrada em nome dele e familiares.

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As filhas do senador, Eliane Portella Nogueira Lima e Maria Eduarda Portella Nogueira Lazarte, possuem 47% de participação cada uma. A ex-mulher do senador, Iracema Maria Portella Nunes Nogueira Lima, aparece com 5% das cotas, enquanto Ciro detém 1%.

Segundo a Polícia Federal, a empresa recebia valores da BRGD S.A., companhia ligada ao entorno de Vorcaro. A investigação aponta que a BRGD era controlada formalmente pelo pai de Felipe Vorcaro, primo do banqueiro do Banco Master.

Os investigadores afirmam que os pagamentos variavam entre R$ 300 mil e R$ 500 mil mensais e eram direcionados à empresa ligada à família do senador. Para a Polícia Federal, Raimundo Nogueira representa risco maior à investigação por atuar como administrador da companhia e possuir acesso a documentos considerados relevantes para o inquérito.

“A proibição de se ausentar da comarca, de contato com demais investigados e o monitoramento eletrônico mostram-se necessários para evitar a reiteração delitiva e a interferência na investigação”, afirmou a corporação no documento encaminhado ao STF.

As filhas e a ex-mulher de Ciro Nogueira não foram alvos das medidas cautelares da operação. Ainda assim, a participação delas na empresa passou a integrar o material analisado pela Polícia Federal durante a investigação sobre os repasses financeiros ligados ao Banco Master.

Em nota, a defesa de Ciro Nogueira negou irregularidades e afirmou que “repudia qualquer ilação de ilicitude sobre suas condutas, especialmente em sua atuação parlamentar”. Os advogados também declararam que o senador pretende colaborar com a Justiça.

FONTE/CRÉDITOS: dcm
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