Em 1750, começaram a instalar os primeiros engenhos, que levaram a um desenvolvimento da cultura de cana de açúcar no município. Com isso, surgiu também a aristocracia de Crato.
Anos depois, por volta do século 19, esses nobres começaram a mandar seus filhos para estudar em cidades próximas, como Olinda e Recife. Influenciados pela Revolução Francesa, eles começaram a gestar pensamentos liberais.
Pai de José de Alencar
Em abril de 1817, José Martiniano, filho de Bárbara de Alencar e pai de José de Alencar, chegou ao Ceará. Ele foi muito responsável por reforçar as centelhas liberais em Crato.
Ao lado de outros líderes do movimento, levaram o “Preciso”. Este foi um documento que serviu de base para a constituição do governo provisório de Pernambuco.
Em 4 de maio de 1817, Bárbara de Alencar ofereceu um jantar conhecido como jantar da liberdade. Nele, assinaram-se atas, decretos e documentos que declararam provisoriamente a independência de Crato.
Alegria de insurgente dura pouco
No dia 11 de maio, apenas oito dias depois, o exército monarquista do capitão José Pereira Filgueiras derrubou o governo provisório de Crato. Além disso, também prendeu os agentes do movimento. Martiniano e Bárbara, então, foram presos, fato que enterrou de vez o sonho de liberdade da cidade cearense.
Pouco mais de cinco anos mais tarde, em 7 de setembro de 1822, o próprio Dom Pedro I declara a independência do Brasil, desvinculando o país da coroa portuguesa para sempre.
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